Autor Tópico: Uma TMax nos Pirineus - 2016  (Lida 13362 vezes)

Julho 26, 2016, 20:18:00, 20:18
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TMXR

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Dia 1 - VFX > Ascain  (983Km)


Já desde o ano passado que andava a planear uma saída com a TMax, o plano era ir ver as 24H Le Mans e “ir dar uma volta”, ticando a mítica corrida da minha bucket e tendo o meu primeiro “tira-gosto” de moto-turismo mas infelizmente houve sempre compromissos profissionais ou pessoais que me impediram de concretizar este sonho.


Este ano, e após verificar que Le Mans estava mesmo fora de hipótese resolvi optar por um plano B, o de tirar uns dias de ferias e ir dar uma volta lá fora. Havia varias opções de destino, sendo que o mais apetecido seria os Alpes onde já não vou há uns anos e que seria a área com melhores estradas para gozar na TMax. Um segunda hipótese era a zona dos Pirenéus, sendo que fazer a travessia do Mediterrâneo até ao Atlântico era algo que também  já desejava fazer há imenso tempo.


Desde o ano passado que vinha a programar os percursos, tendo criado ficheiros GPX usando o software “Tyre to Travel”, este pequeno programa permite criar e gravar percursos complexos com diversos pontos de passagem, a exportação para o meu Tomtom Rider é bastante fácil e a utilização dos “itinerários” bastante fácil e intuitiva.


O percurso que criei para a travessia dos Pirineus foi baseada no itinerário da “routes des Cols” facilmente podem encontrar na net. Para aumentar o grau de dificuldade usei algumas variantes dos percursos do Stefan Bogner que geralmente previligia as zonas com maior conducao. Para os Alpes, a ideia seria fazer um tour nos principais “passes Alpinos” e usar como rota de entrada e saida a “route des grands Alps” que é uma conhecida rota turistica que liga o Nice ao Lac Geneve.

http://www.lespyrenees.net/route_des_cols


O tempo disponível e a data de saída acabaram por definir a opção. Era minha vontade sair a uma 6 Feira e andar 2 dias para chegar à Áustria, ficando com os restantes dias de semana com as estradas os mais livres possíveis para gozar (Fim de Semana são geralmente dias de muito transito), mas acabei por apenas sair a uma 2ª de manha ainda sem destino certo (sou mesmo assim!).  _lol_


Como a viagem ainda é longa, para alem da obvia troca de oleo antes de sair, ainda vi o estado dos roletes e correia e instalei pastilhas de travão novas à frente, e levei a Tmax na versão “touring”, com a topcase de 47 litros e usando uma mochila de 25 l. Abaixo deixo uma lista das coisas que levei pois creio que será uma boa base de trabalho para outros companheiros, dividi a lista em Essencial, Importante e dependendo do espaço livre, nao incluindo os items óbvios como roupa, sapatos e artigos de higiene:


Essencial:

Documentos pessoais e da moto, cartoes e dinheiro
Telefone
Mapas impressos do percurso
Liquido de limpar viseira + pano MF
Abracadeiras de serrilha
chave de reserva da moto
Medicação cronica (no caso de necessitarem)


Importante:

Viseira extra (clara se conduzirem com uma escura)
Maquina fotografica, Gopro e respectivos cabos, cartoes e carregador
Buff, luvas extra (inverno) e camada termica (ou blusao de inverno)
Fato de chuva
Kit Ferramentas da moto + Multitool de bicicleta
Kit furos
Fusiveis (se a maquina for mais antiga)
Cadeado de disco
GPS

Facultativo:

Ibuprofen ou paracetemol (contipacoes, dores nas costas, dor de cabeca, etc + imodium dependendo do destino)
Lanterna e powerbank
mapa das estradas
Rede ou elasticos para segurar carga
Colete reflector
Fuel Bottles - levei 2 e são perfeitas, na medida em que mantém tranquilo sempre que o deposito entra na reserva



Outras coisas também poderão ser importantes de levar, dependendo da legislação do vosso destino... em Espanha por exemplo é necessário um colete reflector e um kit de lâmpadas e em Franca é obrigatório terem colado no vosso capacete um kit de autocolantes reflectores (levei um e não o cheguei a colar)




A minha grande duvida consistia em levar ou não o blusão de Inverno, tinha planeado usar apenas o blusão de verão que tem uma membrana corta vento removível e um Polar para as eventualidades, mas como o tempo é bastante incerto acabei (e bem) por o levar. O polar foi desnecessário e não o deveria ter levado.



Tinha planeado sair por volta das 5h30 mas apenas sai por volta das 7, entrando na A1 e posteriormente tomando a direcao de Vilar Formoso, caminho que servia qualquer dos meus 2 destinos e que me daria meia duzia de horas para tomar uma decisão.  _pol_


O segredo para as viagens grandes é estar o minimo de tempo parado, como a moto infelizmente apenas tem uma autonomia de 200 a 250 kms, isso implica uma paragem a cada 1h30/2H, aproveitando essas paragens para esticar as pernas ou tomar um cafe ou uma água, ou trocar o equipamento por outro mais adequado a temperatura.   


Os Kms foram-se acumulando muito rapidamente pois mesmo apos as AEs até à fronteira, o percurso é sempre em Autovia e muito rolante, sendo o único transito a registar a enorme quantidade de camiões Portugueses (2ª de manha...), nao é a minha zona preferida de Espanha pois é basta árida e os abastecimentos foram-se somando, sendo que o ritmo “maratona” ideal para a T fica ligeiramente abaixo das 6 mil, conseguindo-se rodar entre os 130 e os 140 com consumos ainda dentro dos 5 litros...





Acabei por apanhar as 2 AEs portajadas durante o percurso: Valladollid - Vitoria e depois San Sebastian - Irun tendo o custo de cada uma delas rondado os 12€... provavelmente a opção pela nacional não seria muito mais lenta pois uma moto permite uma maior facilidade na ultrapassagem aos muitos camiões com grande facilidade, mas nao dei o dinheiro como perdido pois pelo menos a AE de Vitoria a Irun é muito sinuosa e tem vários túneis e viadutos, relembrando o mítico jogos dos 80s chamado “Outrun”  _lol_


A TMax não é a melhor moto para fazer umas largas centenas de Kms, mas também não é a pior. Como pontos positivos destaco a proteção aerodinâmica e o facto de ter uma boa ergonomia e o espaço possibilitar algumas mudanças de posição o que permite “gerir” o cansaço de estar sempre na mesma posição. Talvez o maior ponto negativo seja o não ter um cruise control pois ao fim de algumas horas tanto o punho direito como a palma da mão ressentem-se do esforço. Durante a viagem usei um throttle rocker da Oxford e recomendo o seu uso para este perfil de viagem... um tanque de maiores dimensões também tinham dado jeito.








A meio da tarde ja estava com 900 kms andados non-stop e já tinha finalmente chegado à zona do Pais Basco, zona que é bastante bonita e já sem grande vontade de rodar muito mais, tendo após ter passado a fronteira Francesa saído para Biarritz para uma breve visita e pelo facto de ter algumas vista de “cartão postal” ideais para umas fotos. _vinho_

Acabei por ficar quase 2h a passear por Biarritz e a admirar algumas beleza naturais (e algumas outras que se encontravam nos areais...). Apesar já aqui ter estado varias vezes, foi a primeira visita de moto, o que dada a quase impossibilidade de se encontrar estacionamento não pago, fez toda a diferença!).

https://goo.gl/FqR9Bz




O “rocher de la vierge”, um dos cartoes postais da Riviera Atlantica


O farol foi o ponto simbolico do inicio da travessia dos Pirineus




Pela marginal, regressei a Saint Jean de Luz que é a primeira cidade Francesa apos a fronteira e comecei o meu percurso na “Route des Cols”... mas acabei por não ir muito longe pois logo apos meia duzia de kms acabei por parar em Ascain e ficar no simpatico Hotel de la Rhune (o recionista ofereceu-me logo um lugar dentro do jardim do hotel para guardar a T), mesmo no inicio daquele que é o primeiro “col” do percurso: o col de Saint Ignace que sobe precisamente “La Rhune”, uma simpática montanha que tem um funicular que leva ate ao topo e onde podem desfrutar de um vista fantástica sobre os Pirenéus e sobre a costa Basca.


http://www.hoteldelarhune.com/

http://www.rhune.com/uk/

https://goo.gl/jTEKvc


Terminei o dia a jantar num dos simpáticos restaurantes do centro da vila de Ascain onde fechei o dia em beleza.  8) _convivio_


Não gosto muito de falar nem de controlar os meus gastos, pois cada um gasta aquilo que pode e quer, e sabe qual o ponto de equilíbrio do seu orçamento,  mas em termos de custos este primeiro dia terá ficado entre os 200/250... tendo pelo menos 50 sido em portagens, e os restantes ficado abaixo dos 150. Geralmente o maior custo foi o alojamento que rondou os 50/70 € e o restante sido gasto em alimentação e combustível.




Foto do "train de rhune", se puderem nao deixem de fazer a subida  _pol_
« Última modificação: Maio 05, 2018, 21:59:37, 21:59 por TMaxer »
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Julho 26, 2016, 20:19:56, 20:19
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Dia I - Seccao A - Ascai > Port de Larrau (130 Km)





Acordei cedo no dia seguinte, tanto devido ao facto de ainda estar em fuso horario Portugues, como pelo facto de que aquele seria o primeiro dia de curvas “a serio”... depois de montar o material todo na Tmax, despachei o pequeno almoco que consistiu em ver quantos “croissant au beurre” que conseguia enfardar sem rebentar o ziper do blusão e segui viagem.


Apesar de ter o percurso bem definido, não tinha planos sobre a quantidade de Kms a percorrer diariamente, nem tao pouco sobre os locais onde pernoitar... o plano era precisamente o de “seguir sem plano”! As dois únicas condições de paragem seriam o cansaço e a falta de luz solar.


Obviamente há pessoas que talvez não se sintam tão bem a fazer este tipo de turismo desorganizado e “sem rede”. Como ia só e tinha estudado o percurso sabia que existiam varias opcoes de hotéis e que não estava em plena época alta e que não me ia cruzar com nenhum evento que esgotasse a oferta naquela zona e gracas ao smartphone tinha a hipótese a qualquer momento de consultar um site tipo “booking.com” e saber quais as minhas opções naquele local. Geralmente começava a pensar onde ia ficar por volta das 17h da tarde, altura em que ainda tinha mais 4 horas de sol para alguma eventualidade.


O Col de Saint Ignace não tem prémio de montanha pois fica abaixo dos 1000 metros, mas foi uma abertura perfeita para o dia pois o traçado muito engraçado, e já com alguns ganchos a aparecem, foi ideal para aquecer os pneus, o motor e deixar o piloto em euforia... apesar de algum transito matinal e muitas autocaravas...  _thumbdown_


As estradas Bascas que lhe seguiram eram todas fantasticas, sinuosas QB e com grandes vistas... Ainda não tinha passado uma hora, quando ja estava a fazer aquilo que foi uma constante nos dias seguintes: passar a fronteira (para o lado Espanhol), lado onde ainda encontrei estradas melhores e mais divertidas (e com menos transito) do que do lado Francês.
A primeira fronteira que cruzei foi numa vila com um nome curioso chamado “dantxarinea” e que foneticamente é um desafio a ser correctamente pronunciado como é a maioria das vilas do Pais Basco (Euscadi). 


https://goo.gl/5vJQX2





Mas curiosamente, esta vila ja está na Província da Navarra, tendo seguindo uns quantos kilometros na fabulosa NA-121B e depois virado à esquerda para a fabulosa NA-2600, uma estrada que apesar de apenas ter largura para um carro, tinha um piso liso como uma mesa de bilhar e completamente deserta e que à medida que a fronteira se aproximava se tornou uma sequencia infernal de ganchos.


https://goo.gl/L0sm1P


Poucos minutos mais tarde estava de novo a entrar em Franca, tomando a direcao de Saint-Jean-Pied-de-Port. Imediatamente apos entrar em territorio Frances, a estrada (D949) “perdeu” o bom piso e ficou um pouco mais “bumpy” e muito mais selectiva, tanto em condução como em inclinação.


https://goo.gl/5ifwpY





O percurso desenhado por mim, levava à constante mudança de estradas cujo piso e largura não podia ser mais diverso, pois tanto podia ser uma estrada Nacional sinuosa com piso tipo fabuloso como uma estrada onde dificilmente se cruzavam 2 carros com mau piso, onde era difícil conseguir uma media de mais de 40/50 KmH.


E por vezes havia surpresas, tal como a que tive antes de chegar a Saint Etienne de Baigorry, em que me deparei com um sinal indicando que a estrada por onde pretendia seguir estava fechada naquela semana... o problema nestas situações é que não ha alternativas e para ir a volta teria de ir dar uma volta que demoraria horas.


Nao tive alternativa senão começar a descer pela estrada fechada para tentar improvisar a passagem. A descida era verdadeiramente espetacular, uma estrada cortada na rocha que acompanhava todos os contornos da montanha com uma vista verdadeiramente fabulosa, mas que as curvas e a inclinacao não permitiam usufruir pois a queda do lado direito ela grande.



Ao fim de uns minutos comecou a aparecer vegetacao, sinal que me aproximava do vale, e lá descobri o porque da estrada estar fechada: estavam a colocar uma nova camada de alcatrao e estavam em plena laboracao com camioes a despejar alcatrao quente que 2 enormes cilindros alisavam. Nem dei tempo de reacao aos Francius,  entrando e estreando a nova estrada, tendo passado uns metros descido um verdadeiro degrau para a camada mais antiga que tinha acabado de ser pulverizada com alcatrao.


Durante uns 600 metros so ouvi foi pedrinhas a serem projectadas e a baterem furiosamente em todo o lado, mas a minha preocupação era não parar pois certamente ia estragar os sapatos... os funcionários da obra não se mostraram muito aborrecidos, sendo que num dos lados da obra já estavam a almoçar.  Quando sai da zona, a “Maxou” estava muito estranha, com a direcao muito pesada e lenta. Ao parar tinha cerca de 1 centímetro de alcatrão agarrado aos pneus:





Ate ao final desse dia, fiquei com os rasgos dos pneus completamente cheios de alcatrão... até foi bom pois a T estava com um grip brutal!!!

















Para por Saint Jean, esta zona apesar de ser mais rural é muito bonita e está muito bem arranjada, alias toda a zona dos Pirineus as aldeias e . Segui em direcao a Larrau, onde aparecia um dos pontos altos do dia: a subida da “port de Larrau” (D26). É uma subida ja bem considerável que atrai muitos ciclistas... naquela manha, havia um evento qualquer de cicloturismo e passei por dezenas se não centenas de ciclistas amadores que masoquisticamente insistiam em pedalar serra acima... os 500cc da Tmax em muitas zonas tiveram mesmo de ir a pleno pulmão, pois a inclinação não era para “cavalaria pesada”  _confuso_ _confuso_





Saint Jean Pied Port: https://goo.gl/TZVkT9











Port de Larrau: https://goo.gl/sKv4u7




Seccao II - Port de Larrau > Urdos  (80Kms)





Precisamente no topo, registava-se a passagem novamente para território Espanhol e nova alteração no perfil da estrada... a NA2011 é uma estrada fabulosa, estreita e técnica mas bastante fluida, seguindo um rio que marca precisamente a fronteira entre os 2 paises. Se a T nao gostou tanto da subida saltitante do lado Francês, adorou a descida do lado Espanhol, como o piso mais suave a conciliar-se melhor com a suspensão da T, tranformando-a num autentico “bisturi do asfalto”.


A estrada terminou num cruzamento que me deixou no inicio de um dos melhores percursos para andar de moto nesta zona: O vale do Roncal... a estrada daqui ate Roncal segue novamente outro curso de agua, mas é feito numa zona de planalto entre desfiladeiros e gargantas. Pelo meio aparecem umas quantas povoações, todas elas extraordinamente bem arranjadas e mantidas e cuja origem devem remontar à idade media.


Outra grande diferença para alem das estradas, é a temperatura: enquanto que no topo estava menos de 15, no vale estariam certamente mais de 30, sendo o ar bastante abafado. É nestas circunstancias em que um bom blusão e umas boas luvas se pagam  _palmas_ _palmas_


NA2011 : https://goo.gl/RLZSs7


Depois de tanta subida e descida, perdi-me pelas ruas de Isaba onde comi qualquer coisa e repus os líquidos


Isaba: https://goo.gl/IDjJkG


NA137 - Vale del Roncal : https://goo.gl/ZPwys9


Estava também na altura de repor os líquidos da Tmax pois os 130 Km ate ao momento ja pediam um reabastecimento. Enquanto aguardava que me enchessem o deposito, entraram na bomba, umas 6 KTM RC8 Inglesas, todas kitadas com painéis em carbono e jantes de magnésio...  No estacionamento estavam umas 12 motas alemãs, na sua maioria GSs cujos donos estavam a despachar uns “bocadilhos de jamon” e umas “cervezas”.  À medida que fui entrado pelos Pirineus adentro estes encontros começaram a tornar-se mais frequentes, a malta das motos e os ciclistas tínhamos as estradas praticamente para nós, sendo cada avistamento devidamente acompanhado por um "biker wave"


Chamo a atenção que no caso de estarem a pensar aventurar-se por aqui, encham o deposito sempre que possível pois ha poucas bombas de gasolina e o “sobe e desce” acentua o apetite das meninas. Depois de almoço ainda tive de desenrascar um companheiro Espanhol que ja vinha com a sua KTM a falhar. (benditas garrafinhas!!!)
« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:00:51, 22:00 por TMaxer »
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Julho 26, 2016, 21:43:00, 21:43
Responder #2

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Do passeio...pouco a dizer: Excepcional!!!  :nice: :nice:
Obrigado pela partilha de um relato capaz de prender a leitura até ao fim, e tão bem acompanhado (o relato) de fotos de grande qualidade.

E é aí mesmo que me quero deter...

Sei que levaste máquina fotográfica e gopro (está escrito e à partida não ofereceria dúvidas), mas também sei que tens, salvo erro, um dos últimos Iphones, pelo que fico na dúvida qual a máquina usada para tão belas fotos.

Quanto à T-Max 500, com as cuidadas manutenções que lhe fazes, deve ter regressado a casa com vontade de fazer o mesmo percurso...depois de um merecido banho de espuma, claro.  :lolol:

Mais uma vez...muito boa partilha de um magnífico passeio a solo, com uma grande carga de ligação homem-máquina.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Julho 26, 2016, 22:20:02, 22:20
Responder #3

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Nao levei maquina Isaac


Todas as fotos foram tiradas com o Iphone 6. Nao levei maquina por gestao de espaco e porque se tornava maçudo estar sempre a parar, abrir bau, tirar fotos e fechar bau


Levei a GoPro... em breve posto uns videos... gravei a maior parte do percurso e enchi um disco com 1 Tb  :nice:



Atencao que ainda apenas postei o 1 dia... foram 5  :palmas: e a parte mais interessante comeca no dia 2, em que entro nos "altos Pirineus" e passo por todos os Cols miticos do Tour de France: Aspin, Tourmalet, Somport, Portilhon... parecia um puto de 8 anos na Disneylandia  :convivio: 


Vai ser para voltar... vamos ver  :convivio:
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Julho 26, 2016, 23:16:11, 23:16
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Cross

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Grande aventura!!!

Algum dia também tenho que ir a aventura. Sem duvida que estas dicas são muito úteis para quem queira passar por essas áreas.
Em Espanha ando muito mas de enlatado, na França está na lista.... Normalmente sem tempo para a apreciar tudo o que nos rodeia por lá que seguramente de duas rodas e um dias "off" é a melhor opção como demonstra os teus relatos detalhados :)  :festa:

boas curvas
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Julho 27, 2016, 09:51:10, 09:51
Responder #5

rodrigues

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Grande aventura e bonitas fotos

Quando me reformar só paro na China  :lolol:

 :convivio:

Julho 27, 2016, 10:18:59, 10:18
Responder #6

Limpinho

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Que aventura espectacular.

 :ok:

Bonitas imagens

Ab

Julho 27, 2016, 10:41:56, 10:41
Responder #7

JViegas

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Fantástico.
Adorei a expressão "bisturi do asfalto" sobre o comportamento da máquina.

Deve ser extraordinário percorrer essas estradas aos comandos dessa 500. Esquecemos o cansaço da viagem que nos levou até essa região.

Fico a aguardar o dia 2

Julho 27, 2016, 16:19:25, 16:19
Responder #8

João_Santos

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Magnifico este passeio, já fui a esta zona mas de carro, mas de moto deve ser fantástico.

João  :scooter: :scooter:

Julho 28, 2016, 23:30:49, 23:30
Responder #9

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Venha de lá então a descrição pormenorizada do dia 2.  :megafeliz:

Sei que dá imensíssimo trabalho, mas tens por aqui leitores atentos da odisseia aos comandos da T-Max 500.  :palmas:
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Dalai Lama

Julho 29, 2016, 00:52:39, 00:52
Responder #10

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A viagem seguiu em direção a Urdos tomando a NA137 para norte, sempre com um percurso bastante interessantes e em companhia de imensos grupos em RTs e GSs que pelas matriculas eram oriundos de um pouco por toda a Europa.


Desde a saída de Isaba até para lá da fronteira, a 137 tem outro nome que é bem conhecido por todos aqueles que gostam de guiar as suas motos na montanha, trata-se do famoso “Col de da Pierre de St Martin”, sendo avaliada como uma das mais espectaculares estradas da Europa.


https://goo.gl/BG08WA


O col apesar de largo e rápido é bastante técnico com um gradiente considerável e dá um enorme gozo de fazer pois as curvas e o piso são verdadeiramente perfeitos, até existe uma curva de 270* por onde entramos por baixo e enrolamos para uma direita que sobe e nunca mais acaba que passa por uma ponte por onde entramos. É o tipo de estrada que provavelmente numa próxima visita vou reservar apenas uma manha ou uma tarde, para fazer varias passagens.


Apesar do desconhecimento destas estradas, o GPS acaba por ser um “navegador” precioso pois não só nos indica qual a direção a seguir na viagem, como nos da uma ideia sobre a curva que vamos abordar, sendo que em cada recta era sempre indispensável uma olhada rápida para o ecrã, para tentar adivinhar, dentro dos parâmetros de segurança, qual a velocidade e forma ideal para abordar a(s) curva(s) seguinte(s)...

O restante itinerário até Urdos foi feito em estrada Nacional e num vale, percurso sinuoso mas largo e rápido. A seguir a localidade, havia o cuidado de evitar o túnel que passa a fronteira e seguir pela estrada “antiga” que é o não menos famoso “Col de Somport” (1604 mts - estrada N-330A), zona onde ja se começam a ver as montanhas dos Pirenéus Centrais, ou seja as montanhas mais elevadas onde no seu cume, as neves são perpetuas.





antigo corta neves no topo do Col de Somport


Cafe na fronteira, ponto de encontro de motards e ciclistas


Estancia de ski de Candachú


https://goo.gl/54lYqr

Daqui, segui até Jaca e posteriormente até Biescas, num estradas num planalto com grandes rectas (e alguma policia) onde tornei a abastecer... eram cerca de 16h00 e estava na altura de tomar uma decisão que era a de visitar ou não o “Parque de Ordesa y Monte Perdido”.




Decidi dormir por esta zona e fazer um “loop” até Escalona que deveriam ser uns 70 ou 80 Kms (a ida), contudo não antecipei o tipo de estrada que ia apanhar e o tempo que me demorou o percurso.






E não adivinhei porque este loop comeca com uma estrada que é a estrada: a N260... esta estrada é um eixo que corre quase todos os Pirineus desde Biescas até ao Mediterraneo e toma muitas formas: desde quase via rápida com muito tuneis e viadutos, até estrada de montanha tao sinuosa que dificilmente durante alguns kilometros vão conseguir ter a moto a direito. 

Por algum motivo que provavelmente alguns políticos saberão, ha uns anos estoiraram uns largos zilioes de  €uros (provavelmente da EU) nesta estrada que em muitos segmentos não tem praticamente transito.








Os maiores superlativos não chegam para lhe fazer justiça... esta é a estrada que todos nós que gostamos, alias... SONHAMOS para de andar de moto e gozar e vibrar com a conducao das 2 rodas... é o verdadeiro nirvana, para muitos amantes verdadeiros das (2 e 4) rodas, terá certamente terá o estatuto de alcatrão sagrado!



Infelizmente a estrada que vai para o Parque apenas usa a N260 nas primeiras dezenas de KMs, a partir daí seguimos pela HU361 que é uma estrada estreita, dificil e com um piso todo esburacado e onde é impossível seguir a mais do que 30 ou 40 kms hora... em primeiro lugar porque o encadeamento de curvas não o permite, e depois porque o piso (ou a falta dele) transformam esta estrada em território para para motos de Enduro! É por estas situacaoes que digo que para esta viagem dispensaria uma moto que fosse tao boa em “asfalto de qualidade” por outra moto que não fosse excelente em nada, mas fosse boa em todos os cenários.






Este mau piso gerou um problema na Tmax, pois a vibração do gimbal provocou que o deposito de liquido dos travoes começasse a se desaparafusar, começando a verter liquido para os plásticos e infelizmente apesar de ter levado ferramentas eu não tinha um kit de chaves sextavado interior ( levar multitool -> obrigatório!). Para diminuir males maiores, retirei o gimbal e à chegada a Escalona avistei uma loja de bicicletas onde parei e pedi ao simpático funcionário para me desenrascar.







Apesar da estrada e do calor abafado e verdadeiramente infernal a voltinha valeu a pena, as vistas são verdadeiramente fabulosas. A TMax portou-se à altura, mas voltar só de GS!

https://goo.gl/wddt4l

Deixo-vos uns screens do google para verem o calibre da estrada: estreita, mau piso, buracos, tortuosa, pedras e ramos na estrada e deserta... acho que me cruzei com uns 3 carros, decididamente não é o melhor sitio do mundo para ter uma avaria pois em o clima desta zona tao rochosa é muito quente e abafado. (levar agua e o deposito cheio!)





















O regresso a Biescas foi por outra variante da N260 que é mais rápida e evita o retorno pela HU367.

Este loop ainda foram perto de 220 Kms... devido à ma qualidade da estrada devo ter demorado 2h30 para fazer 90 Kms...  ja cheguei a Biescas por volta das 20h e sem hotel, nem jantar, nem gasolina no deposito. Não gostei das possibilidades de alojamento em Biescas e acabei por ir no Barcelo Jaca Golf & Spa que fica em Badaguas.

https://www.barcelo.com/barcelohotels/pt_pt/hoteis/espanha/huesca/hotel-barcelo-jaca-golf-spa/descricao-geral.aspx

Foi uma decisão errada apesar do hotel ser espetacular, pois a terreola é um mega-empreendimento feito em torno de um campo de golfe e... não ha qualquer comercio!!!! Para jantar tive de votar a Jaca (que estava com uma movida animadissima!!!) mas que fica a uns 15 Kms e acabei por terminar o dia já bastante tarde e cansado... fui demasiado ambicioso e o numero de kilometros e “tempo de sela” foi excessivo (Total = 475 Kms).







Se forem para esta zona, recomendo ficar Aisa pela A2605e depois seguir em direção a Benasque pela N260 + A139... é talvez o cartão postal mais interessante desta zona e a estrada é muito interessante... era o que deveria ter feito e não falharei na próxima!



Amanha: 3º dia Altos Pirineus!!!
« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:02:38, 22:02 por TMaxer »
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Julho 29, 2016, 09:34:50, 09:34
Responder #11

rodrigues

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É dessas estradas que eu e a minha Raposa gosta  :palmas:

É pena que a T-max tenha um depósito tão pequeno, em terras desconhecidas é sempre um aperto ver a reserva a dar sinal e bombas nem cheirá-las.

Continuação desse belíssimo passeio  :nice:


Julho 29, 2016, 09:39:12, 09:39
Responder #12

rodrigues

  • Visitante
Venha de lá então a descrição pormenorizada do dia 2.  :megafeliz:

Sei que dá imensíssimo trabalho, mas tens por aqui leitores atentos da odisseia aos comandos da T-Max 500.  :palmas:

Eu sou um deles, já começo a imaginar a silhueta da minha Raposa com esses belíssimos montes como pano de fundo  :smiley:

Julho 29, 2016, 10:10:06, 10:10
Responder #13

TMXR

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Rodrigues:  :convivio: :convivio: :convivio:


Estas estradas e o constante sobe e desce abre o apetite das meninas  :bejeca: mas realmente a CB500X é uma excelente maquina para estas aventuras



Limpinho, Joao Santos e JViegas  :convivio:  :convivio: :convivio:


Isaac, obrigado por estares a puxar, mas nao agora tenho andado a pagar o tempo que estive fora como so em fotos e video quase enchi um disco de 1TB.

Para meter em condicoes de postar, tenho que escolher e passar pelo photoshop todas as fotos para as meter em "dimensoes" apropriadas  :nice: o que dá algum trabalho  :pcbloqueado: :pcbloqueado:





PS: so uma correcao, no post anterior falei na HU-367 e tambem deveria ter falado na estrada (???  :nempenses: carril...)  que se lhe seguiu a HU-361



Proximo dia serao os "Haute Pyrinees"
 
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Julho 29, 2016, 11:16:05, 11:16
Responder #14

rodrigues

  • Visitante
Usa o Fotosizer que permite reduzir várias fotos ao mesmo tempo sem recurso ao Photoshop ou então define o telemóvel para menos megas.

 :convivio:

Julho 30, 2016, 00:32:28, 00:32
Responder #15

TMXR

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Caro companheiro Rodrigues,


Tambem uso, mas as fotos precisam quase todas de levar "um toque"... quer seja um pequeno crop ou fazer um merge de varias fotos para uma panorâmica... daí precisar de mais um pouco tempo e atencao






Grande aventura!!!

Algum dia também tenho que ir a aventura. Sem duvida que estas dicas são muito úteis para quem queira passar por essas áreas.
Em Espanha ando muito mas de enlatado, na França está na lista.... Normalmente sem tempo para a apreciar tudo o que nos rodeia por lá que seguramente de duas rodas e um dias "off" é a melhor opção como demonstra os teus relatos detalhados :)  :festa:



Cross, durante a tarde nao deu tempo de te responder  :nice:


Deixo os itinerarios... sao boas para dar uma ideia a quem pensar em se meter à estrada... uma viagem desta exige sempre algum tempo de planeamento e é indispensavel preparar os percursos com antecedência  :nice:
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Julho 30, 2016, 09:58:05, 09:58
Responder #16

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Decidi ler com calma e aproveitando que os putos ainda estão deitados...e valeu a pena.  :blush:

Levas-nos a percorrer contigo essas estradas e o acompanhamento das fotos é brilhante. Espectacular!!

Sobre uma nova ida...algo me diz (depois do que li numa das passagens), que já estarás aos comandos de outro tipo de motociclo. Não propriamente scooter... ;)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Julho 30, 2016, 12:49:32, 12:49
Responder #17

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Penso que uma Honda750X lhe ficava como uma luva, pela economia e conforto, mas a opção por uma GS 800 (Rotax) não deixa de ser boa.

Mas uma GS 1200 (BMW) isso sim companheira de viagem.

João  :scooter: :scooter:

Julho 30, 2016, 14:23:56, 14:23
Responder #18

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Talvez...apenas talvez...uma Kawasaki Versys 650 com o Pack touring (que tem estado a ser oferecido), se adaptasse mais ao seu estilo de condução.  :nice:

Digo eu..

Se for uma usada...hum...talvez uma Transalp para ir aos Alpes.  :lolol:  :nice:
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Julho 30, 2016, 14:29:05, 14:29
Responder #19

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Uma NC não pois as características do motor entram em conflito com os meus gostos pessoais... preferiria uma 500X  :nice: ou uma Africa Twin  :love0001:


Uma GS... nao sei... por um lado a minha aventureira preferida é a Multi por ser mais virada para alcatrao... depois... acho a 1200 uma all-rounder perfeita mas um bocado grande e pesada...  A 800 é mais soft, mas faltam-lhe alguns brinquedos (cruise, suspensao electronica, etc)


Para ja, ando a ver classificados e também preços de aluguer  ::P: . Mas nao me decidi a gastar o dinheiro... ja tenho uma carradada de carros e nao consigo andar com todos eles, temo que seja mais um brinquedo para ficar parado na garagem e o dinheiro está demasiado caro para estas brincadeiras  :toma: 



E eventualmente a o regresso será de TMax e em breve...  :palmas: :palmas: :convivio: :convivio:
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Julho 30, 2016, 14:29:57, 14:29
Responder #20

João_Santos

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A Transalp é uma companheira de viagem inesquecível pelo conforto que proporciona. Mas depois da saída da NC750X, ficou fora das opções de muitos Companheiros.

Já se conseguem NCs a muito bons preços e anda a vapores de gasolina.

João  :scooter: :scooter:

Julho 31, 2016, 22:18:46, 22:18
Responder #21

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O dia 3 começou de forma mais tranquila, pois apos o exagero da véspera resolvi arrancar um pouco mais tarde... antes de me fazer à estrada dei uma volta por Badaguas, a tal vila onde dormi e que é uma urbanização turística com umas largas centenas de vivendas, todas precisamente iguais.


http://www.jaca.com/badaguas.htm

https://goo.gl/YIVW9f

Voltei a Biescas e subindo pela Nacional bastante rolante até à fronteira e passando pelas estancias de esqui do Formigal e termas da Panticosa. A vista é lindíssima e já perto da fronteira vale a pena parar para fotografar a vista sobre o vale do Tena.





https://goo.gl/6ftu2g



Apos a fronteira, a conversa muda de figura com a estrada a perder a largura e boa superficie e a ganhar um gostinho “Suiço”. Este é o “Col du Portalet - 1794 mts” que nos leva directamente a Eaux Bonnes, que como devem calcular pelo nome é uma estancia termal.






O próprio do Col (D934) tem varias secções com características diferentes mas sempre com grande gozo de condução. Durante a semana é totalmente pacifico em termos de transito pois tirando meia duzia de autocaravanas que ja se posicionavam para o Tour, a estrada estava completamente deserta o que me possibilitou fazer algumas passagens a aproveitar bem os 45 cavalos da Tmax, por vezes fazendo algumas inversões de marcha ora para tirar uma fotografia, ora para fazer uma passagem mais rápida...








Neste tipo de estradas é virtualmente impossível, manter um ritmo constante pois ha momentos em que a vista é demasiado linda para nao se parar, contemplar e tirar umas fotos e outras em que as curvas são demasiado fantásticas para não se fazer o gosto “ao punho”





Eaux Bonnes e Laruns sao mais umas vila que vale a pena conhecer, e apos uma pequena volta segui em direcao a Arreans-Marsous  por uma das melhores estradas dos Pirineus: A D918, que nesta secção de pouco mais de 15 kms nos leva a serpentar por ao longo de varias encostas por dentro de uma pequena floresta muito verde e densa, quase sempre com um declive entre os 7 e os 13%, até de repente nos fazer emergir acima das nuvens... mais umas curvas e chegamos ao topo!









https://goo.gl/TetoKg



Placa a homenagear Andre Bach, membro da legiao de honra, mutilado da 1 Grande Guerra, presidente do cyclo club de Bearn e vitima de um dos campos de extermínio Nazis.






O placard que registra no nome do Col está cheio de autocolantes de clubes motards e de cicloturismo de um pouco de todo o mundo, pelo que para registar a minha passagem, acrescento orgulhosamente a do CPM (obrigado Filipe e Elio pelos autocolantes!)



Onde esta ele???


Do outro lado da montanha, o Col muda de nome para “Solour”, sendo igualmente interessante mas a estrada torna-se mais difícil e perigosa, sendo também area de pastoricia e como tal como automobilistas ou motociclistas acabamos por perder o direito de prioridade sobre os animais.



Vista sobre o Col do Solour


Os animais trazem outro problema para alem da prioridade... é que a erva da montanha deve ser tao deliciosa que eles enchem as barriguinhas e depois, sem pinga de vergonha acabam por as aliviar ali mesmo no alcatrão, deixando poias de consideráveis dimensões e com o tipo de consistência “fofinho e ainda quentinho” que não é nada favorável a um motociclista, sobretudo quando este vai a meio de uma curva a tentar queimar aqueles últimos centimetros de chicken stripe...





Um Lama??? devo ter apanhado a estrada errada!


Pois... é isso mesmo que estao a pensar: “que granda m****a!!!”


Ao chegar a Arreans já fomos devolvidos ao vale e dai até Argelles-Gazost seguimos por varias pequenas vilas em pedra muito pitorescas onde não faltam opções para comer, dormir, acampar, comprar produtos locais como queijo, compotas, etc

https://goo.gl/jwAa8X


Argelles é uma pequena cidade que vive da industria do Turismo e da Agricultura, o seu centro mantem um ar descontraído com um sabor tipicamente Frances. Perdi-me pelas varias boulangeries e patisseries que existem para comprar uns “pains au choco” e umas “tartes aux pommes” para o lanche, estas alternam com vários pequenas lojas que vendiam produtos Bascos. No largo, nem faltava uma carrinha cheia de queijos de todos os tipos...




https://goo.gl/1uSFHu

Acabei por almoçar na esplanada ali mesmo pelo centro onde pedi uma pizza... tróis fromages! (ou seriam 4? esqueci-me!)

« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:04:43, 22:04 por TMaxer »
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Julho 31, 2016, 23:09:44, 23:09
Responder #22

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Um terceiro dia que em termos de paisagem e curvas, não me parece ter ficado atrás de nenhum dos dois dias anteriores.  :)  :nice:

Para dizeres que em alguns momentos até fizeste inversão de marcha para umas fotos, é sinal que a paisagem seria mesmo de "curtar a respiração".

Obrigado por mais este texto de leitura fácil e cativante do início ao fim.
As fotos panorâmicas ficaram um espectáculo.  :)


O placard que registra no nome do Col está cheio de autocolantes de clubes motards e de cicloturismo de um pouco de todo o mundo, pelo que para registar a minha passagem, acrescento orgulhosamente a do CPM (obrigado Filipe e Elio pelos autocolantes!)

Um dia...um dia também terás oportunidade de colocar o do CP-Moto.  :nice: :nice:  :convivio:
Nem que se arranje um lugar nos suportes da placa. Hehe  :)
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Dalai Lama

Agosto 01, 2016, 00:54:53, 00:54
Responder #23

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Sim... terei todo o gosto em colocar um do CP-MOTO!!!  ::P:




A situacao das nuvens apesar de espectacular para as fotos, na pratica implicou nevoeiro a meia encosta...  ainda bem que levei luvas e blusao de inverno!  :convivio:

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Agosto 01, 2016, 16:35:23, 16:35
Responder #24

rodrigues

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Uma NC não pois as características do motor entram em conflito com os meus gostos pessoais... preferiria uma 500X  :nice: ou uma Africa Twin  :love0001:

Finalmente alguém que sabe o que quer  :stuck_out_tongue_winking_eye:

Olha que não te arrependias, é uma mota que leva o seu tempo de adaptação mas depois entranha-se de tal forma que parecem mais duas pernas agarradas ao chão, e os 500 kms de autonomia dão que falar.

Mudando de assunto !... ainda agora vim do Algarve e vejo estas magníficas fotos, só apetece sair outra vez  :smiley:


Agosto 01, 2016, 16:41:04, 16:41
Responder #25

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Nas mãos do Miguel (Tmaxer), os 500kms de autonomia dessa fantástica moto transformavam-se rapidamente em 350kms. Isto na melhor das hipóteses.. :lolol:

O que ainda assim era muuuuito bom.  :nice:


Edit: Que bom que era ver a futura novidade City Adventure com este bem rotativo e económico motor, até porque o p.v.p. final diminuiria.  :smiley: Com uns pneus mistos, seria um modelo bastante competente para estes estradões variados que nos são apresentados neste tópico.  :nice: Mas ao que tudo indica...não será o bloco de 500cc com os seus voluntariosos 48cv/8.500rpm.
« Última modificação: Agosto 01, 2016, 16:50:10, 16:50 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Agosto 01, 2016, 18:04:54, 18:04
Responder #26

João_Santos

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Mais fotos de uma beleza de cortar a respiração. Ai aquela carrinha cheia de queijos e eu aqui com bom pão acabado de fazer. :inconformado: :inconformado:

João  :scooter: :scooter:

Agosto 01, 2016, 20:37:19, 20:37
Responder #27

rodrigues

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Nas mãos do Miguel (Tmaxer), os 500kms de autonomia dessa fantástica moto transformavam-se rapidamente em 350kms. Isto na melhor das hipóteses.. :lolol:

O que ainda assim era muuuuito bom.  :nice:


Edit: Que bom que era ver a futura novidade City Adventure com este bem rotativo e económico motor, até porque o p.v.p. final diminuiria.  :smiley: Com uns pneus mistos, seria um modelo bastante competente para estes estradões variados que nos são apresentados neste tópico.  :nice: Mas ao que tudo indica...não será o bloco de 500cc com os seus voluntariosos 48cv/8.500rpm.

Olha que não Isaac, já puxei bem por ela em montanha e nunca passou dos 4,2 embora o CB marcasse 5,como já disse várias vezes é mentiroso.

Os parcos 48 cv enganam bem, por vezes nem parece ser uma A2, as mudanças estão bem escalonadas e permitem circular em montanha com um á vontade espantoso. ( publicidade á parte )  :stuck_out_tongue:

Agosto 02, 2016, 11:29:31, 11:29
Responder #28

TMXR

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O Isaac tem razão: os consumos são secundários... o que interessa é o gozo  :tirarchapeu:




O problema de qualquer scooter neste tipo de estradas são os ganchos, pois nas curvas ela aguenta-se bem... e o problema vem do funcionamento do variador pois falta-te uma "2ª" ou uma "1ª" para engrenares à entrada da curva e fazeres a gestão da tração que tens com o acelerador.


Com um variador vais estar sempre sem potencia na entrada e no meio da curva e depois de repente ficas sem saber se te vai sair binário a mais para a aderência do pneu, e sem manete de embraiagem ou uma mudança ficas limitado ao rodar a manete...





E por falar em city adventure... novidades a 30/08  ::P:


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Agosto 12, 2016, 23:57:25, 23:57
Responder #29

Luis Salgueiro

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Parabéns pela pachorra e dedicação a este relato bem documentado  :palmas: !
Já fiz os Picos da Europa de mota e uma parte dos Pirinéus espanhóis de carro . Pilotar uma mota durante várias horas e vários dias na montanha é 'diferente' e 'obriga' a aperfeiçoar os 'skills' pessoais do domínio da máquina .
Já agora (se está escrito não me apercebi) ..em que mês do ano foi esta viagem ?

Agosto 13, 2016, 00:01:19, 00:01
Responder #30

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Segundo sei...ele fez mesmo esta volta no mês passado.  :blush:

Vamos lá esperar pelo relato do dia 4.  :megafeliz:

A preparação da descrição e fotos dá sempre trabalho...isso já se sabe.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 13, 2016, 21:44:50, 21:44
Responder #31

rodd

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Muitos parabéns!
Relato excelente e cativante e fotos de nos fazer sonhar.  :festa:

Abraço

Agosto 14, 2016, 10:24:37, 10:24
Responder #32

Costa

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Brutal!!!simplesmente sem palavras,fantabulastico,que show!!Este é o espirito de cumprir o "plano"sem plano...Parabéns!

abraço

Agosto 14, 2016, 12:29:36, 12:29
Responder #33

Manhas

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Bolas, estou com dificuldade em encontrar adjetivos para este relato mas há um que me vem à mente: inveja! 😇

Agosto 14, 2016, 23:07:05, 23:07
Responder #34

TMXR

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Obrigado pelos posts  :nice: :convivio:


Em breve actualizarei a tarde do dia 3


Luís Salgueiro: Início do mês de Julho  :nice:


Muitas destas estradas estão fechadas devido à neve entre Novembro e Maio  :nice:


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Agosto 14, 2016, 23:20:58, 23:20
Responder #35

mneves

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Estive agora a ver e ler com mais atenção ,que fotos.... e que belo"passeio"
o sonho de muitos como eu ,ir por esse mundo fora :scooter:
Parabéns pelo sucedido
membro numero 16

Agosto 17, 2016, 16:41:53, 16:41
Responder #36

TMXR

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Após o almoço e ter atestado a T no Intermarche mais próximo (altamente recomendado em Franca, em que o combustível custa quase tanto como o Portugues... segui-mos viagem em direção a Luz-Saint-Sauveur.



Monumento dedicado ao mototurismo à saida de Argelles


Apesar da estrada ser uma nacional sem grandes exigencias de condução, o percuso  passa num vale entre montanhas que em termos de beleza cênica é fabuloso, tanto pelas montanhas como pelo rio que a acompanha.







De Luz Saint Sauveur, iria seguir a D918 para o Tourmalet, mas antes disso fiz uma “side trip” até à Gavarnie e ao “Col des Tentes”. É mais uma daquelas estradas que ja denominei como “sem saída” pois sobe a montanha até nos deixar num plateau em que “apenas” temos vistas para os picos e algumas opcoes de caminhada no verão e ski no Inverno.











Mais perto do topo, centenas de animais pastam nas zonas que no Inverno se transformam em pistas de ski






30 kms de curvas e subida para “apenas” temos esta vista.







Já agora, recordam-se do passeio de ontem e da montanha no “parque de Ordesa y Monte Perdido”? está é precisamente a mesma montanha, mas do lado Frances!






Mais umas panoramicas...



Apenas pela conducao, apesar da estrada ser difícil e até perigosa em algumas zonas e pelas vistas, esta side trip valeu totalmente a pena.







Tive uns 30 minutos a admirar a vista e a respirar o ar puro e desci de volta a Luz-Saint-Sauveur para uma pequena muito merecida uma visita (mais queijos e enchidos com fartura), regressando à T para o ponto alto do dia, e agora não estou a falar em sentido figurado, pois logo após a saída da povoação começa a subida o Tourmalet (2115mts).
« Última modificação: Agosto 17, 2016, 16:50:32, 16:50 por TMaxer »
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Agosto 17, 2016, 17:34:45, 17:34
Responder #37

TMXR

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Para alem do Tour, o Tourmalet obtém a sua fama por ser a o ponto mais elevado (estrada pavimentada) nos Haute-Pirineus (2115 mts).

A ascensão do lado de Luz Saint Sauveur é tao rápida e curta que até chega a ser decepcionante para quem esperava um numero infinito de curvas, não fora as vistas fabulosas e a inclinação tao elevada. As paragens sucederam-se, não só para as fotos como para equalizar a pressão nos ouvidos.






A estrada não é grande coisa e em vários pontos pode assustar os mais impressionáveis, para alem disso ha o constante desprendimento de pedras que acabam na estrada acabando por nos obrigar a zigzaguear por entre elas, e também por entre ovelhas, vacas, cavalos e lamas!







20 Kms de gradiente medio de 7% e em algumas zonas de 10%... a Tmax sobe de punho trancado sem que se vejam grandes numeros no conta quilometro... rapidamente percebemos o porque das aventureiras da moda terem 1200 de cilindrada  :toma:

O topo é quase uma especie de garganta onde está um memorial a Jacques Goddet, um dos país da Volta à Franca e a estatua de um gigante a pedalar uma bicicleta, um obvio eufemismo para a capacidade sobre-humana que é necessária para se pedalar até ao topo e uma digna homenagem aos Herois gigantes da Volta à Franca.










O “Tour” está omnipresente nesta parte dos Pirineus e para alem da atração turística nos dia de passagem, é parte integrante da economia tal é quantidade de amantes do ciclismo que vem de todos os cantos do mundo tentar fazer estas subidas (ha lojas de alugar bicicletas e material desportivo por todo o lado, assim como empresas especializadas no turismo desportivo e ecologico)

Ja agora para os gostam de trivia: a estatua do gigante é retirada todos os anos durante o outono  pois a temperatura media ronda os -30 graus. Durante o inverno ela fica em Bagneres de Bigorre e no primeiro fim de semana de Junho é novamente colocada, sendo que para celebrar o acontecimento se organiza uma subida em bicicleta

Depois de tirar as fotos da praxe e regressar a meio da encosta e fazer a subida de punho trancado, fui tentar descobrir um dos segredos do topo do Toumalet que é a estrada estreita que começa ao lado da estatua do ciclista e termina no observatório do “pic du midi”, levando-nos a cerca de 2600 mts de altitude. A maior parte da estrada não é pavimentada, se tiverem tempo vão a pé, se tiverem uma moto todo o terreno é a altura de a sujar um pouco de pó... se tiverem uma Tmax... é melhor nao falar nisso!!! (até porque vao ter que ignorar alguns sinais de transito proibido...)

http://picdumidi.com/

https://fr.wikipedia.org/wiki/Pic_du_Midi_de_Bigorre




Vista sobre o lado do col de Aspin


Apos a aventura, seguimos viagem sempre pela epica D918 em direcao a Arreau passando pelo fabuloso “Col de Aspin”  e posteriormente em direcao a Bagneres de Luchon por outro mitico do Tour: O Col de Peyresourde.






Ao longo de todo o percurso, a cada km aparece uma placa destas com informacao sobre altitude e inclinacao do proximo Km

Luchon é uma terra “sui-generis”... tem uma enorme estacao termal, mas o resto da vila é um pouco antigo e na minha opiniao pouco “charmant” pois poderia e deveria estar melhor arranjada. Parei na Avenida principal que estava decorada com bandeirinhas em forma de camisolas do Tour... penso que foi ali o inicio ou o final de uma Etapa.




O cansaço nesta altura ja se fazia sentir e precisava de tomar a decisão de ficava por ali ou passava a fronteira...  apos uma rapida consulta ao booking.com verifiquei que em Vielha tinha melhores e mais baratas opcoes de hoteis, pelo que peguei na Tmax e despachei o ultimo Col do dia: o de Portilhon.

Infelizmente não antecipei a estrada que ia apanhar e já nem me dei ao trabalho de montar a Gopro, algo que me irei arrepender sempre que me lembrar, pois apesar estrada do lado Frances comecar com alguma gravilha o que a torna perigosa, a partir do meio torna-se sinuosa mas fluida, fornecendo à TMax largura de banda suficiente para esta possa brilhar e que me permitiu ter mais uma experiencia de conducao inesquecivel









primeira vista sobre o val de Aran



Do lado Espanhol, a superfície ainda é melhor e apesar das curvas começaram a ficar cada vez mais longa, Algures a meio da descida existe um miradouro onde está o obvio monumento ao Tour e onde estao gravados os nomes de alguns herois Espanhois.

Vielha contrasta em beleza com Luchon, a entrada da cidade mais parece um centro comercial mas a zona antiga tambem é antiga, mas toda em pedra e irrepreensivelmente arranjada, sendo que um passeio e visita aos monumentos é obrigatorio... mas teria que ficar para o dia seguinte, depois de atestar mais uma vez a Tmax fiz fiquei logo pelo Hotel Vielha que era o mais proximo.

http://www.hotelviella.com/


Parque de estacionamento do Hotel bastante ecletico
« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:48:52, 22:48 por TMaxer »
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Agosto 17, 2016, 18:19:52, 18:19
Responder #38

TMXR

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Finalizo o Dia com os mapas do dia:

Manha 120 Kms







Tarde 220 Kms




O total do dia foi de 360 Kms





Aproveito ja para deixar o de amanha, dia 4:

Manha - 150 Kms



A tarde foi de descanso (para mim, o meu cartão de credito teve um dia de trabalho intensivo  :lolol:) em Andorra
« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:49:24, 22:49 por TMaxer »
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Agosto 17, 2016, 18:27:10, 18:27
Responder #39

João_Santos

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Verdadeiramente um espectáculo estas fotos. Que bela reportagem, muito obrigado pela partilha.

Nesse Col du Tourmalet o nosso saudoso Joaquim Agostinho, deu cada banho no Merck e no Ocaña que eles até tremiam quando o nosso Grande Campeão metia o andamento dele.

João :scooter: :scooter:

Agosto 17, 2016, 21:25:17, 21:25
Responder #40

rodd

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Não há palavras para descrever o quão gratificante é ler este tópico... Muitos parabéns TMaxer.  :nice:

Agosto 17, 2016, 21:58:05, 21:58
Responder #41

TMXR

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Joao e Rodd  :convivio: :convivio: :convivio:



LoneRider,


Pois, se vives pela zona tem acesso privilegiado a estradas e vistas de sonho.


O meu destino mais desejado nao era este mas a Suiça conforme escrevi no 1o post, mas na preparacao destes 2 itinerarios devo ter perdido seguramente mais do que 100 Horas. Havia mais sitios onde gostaria de ir mas infelizmente a minha limitacao de tempo nao possibilitou fazer a viagem que gostaria de ter feito.

Tinha marcado os Gorges e a passarela de Holzarte como um local de bastante interesse mas nao tinha tempo para as fazer pois seriam actividade para 1 tarde :nice:


Passei pela estacao de Canfranc, que fica mesmo no final do Col de Somport mas nao tenho fotos... creio que deva ter imagens em video, mas ainda nao lhes peguei ;) ;)

Depois de postar as fotos, colocarei 1 ou 2 pequenos videos  :convivio: :convivio:
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Agosto 17, 2016, 23:46:55, 23:46
Responder #42

Joao_Cruz

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Ui, ui,
Essa estrada de Viella a Andorra, usando novamene o "Eix-Pirenaic" vai limpar-te os pneus que vai ser um mimo.
Curvas abertas, fechadas, piso maravilhoso e tudo num balcão natural sobre o Rio Palaresa.
Grandes estradas.
Grande opção.
(mais uma)Grande etapa a que vai ser a próxima

Um abraço,
JpC
« Última modificação: Agosto 18, 2016, 08:51:39, 08:51 por Joao_Cruz »

Agosto 17, 2016, 23:50:58, 23:50
Responder #43

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Confesso que já tinha visto que tinhas dado entrada de mais uma descrição a meio do dia...mas decidi na altura guardar a leitura para a noite e já com os putos deitados...

E tenho a dizer agora, após leitura atenta, que consegues uma descrição fenomenal, que nos prende aos detalhes do percurso e que nos vais contando sempre bem acompanhado de belas fotos.

Parabéns Miguel.  :) :nice:
« Última modificação: Agosto 18, 2016, 01:22:55, 01:22 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 18, 2016, 00:42:36, 00:42
Responder #44

Luis Salgueiro

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Parabéns TMaxer ! Estas 'passeatas' fazem toda a diferença quando passados muitos anos se faz o 'saldo final' do usufruto que tivemos montados em 2 rodas !

p.s : Está encontrado o 'road-leader' para o Tour CP-Moto aos Pirinéus em Agosto 2017 !!! Comecem já a encher o mealheiro e daqui a onze meses vão ver que até sobram uns trocos para os 'souvenirs'   :cool: !

Agosto 19, 2016, 10:39:36, 10:39
Responder #45

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 :nice: :nice: :nice: :convivio: :convivio: :convivio:

Enquanto vou trabalhando nas fotos do dia 4, deixo-vos este exemplo de como a natureza de repente nos consegue surpreender, e em como esta viagem foi um constante tropeçar em lugares de grande beleza  :nice:


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Agosto 20, 2016, 01:06:17, 01:06
Responder #46

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Sem dúvida, Miguel.

Essa estrada de montanha é mesmo um sonho para a condução de um modelo de 2 rodas.
A estrada é muito serpenteada e a paisagem é espetacular.  ;) :cool:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Agosto 20, 2016, 12:17:01, 12:17
Responder #47

LeoLopes

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Agosto 22, 2016, 10:18:04, 10:18
Responder #48

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No inicio do 5 dia, tomei o pequeno almoço e dei uma volta pela cidade, que é extremamente pitoresca, sobretudo o centro onde podem encontrar vários monumentos merecedores de uma visita, assim como varias zonas de grande beleza natural para admirar.


Pela constante consulta a APP de tempo, ja sabia que da parte da tarde iria chover pelo que ja em cima da TMax carreguei o itenerario com destino a Andorra, onde planeava chegar por volta da hora do almoco e onde ficaria a tarde.


Os cerca de 150 kms que separam Vielha do Principado sao todos em estrada nacional equivalente a um nosso IC ou IP, mas nao pensem que isso lhes tira qualquer espectularidade ou os nomes das estradas nao fossem “C28” e a ja conhecida N260







Val D´Aran... um lugar a revisitar com mais tempo


Apos Vielha ainda cruzamos mais meia duzia de pequenas vilas em montanha, quase todas tao ou mais pitorescas e com uma enorme oferta hoteleira. Apos Salardu comeca-mos a subir, a largura e o comprimento multi-kilometrico das rectas quase nos fazem nao perceber a rapidez da ascensao pois o cenario para belissimo vale d´Aran distraem-nos. Rapidamente atingimos a estancia de Ski de Bonaigua que esta acima dos 2000 mts.


Ainda inebriados pela beleza da subida, somos brindados por uma descida que é inesquecivel: trata-se do famoso “col de bonaigua” uma estrada que sobe (neste caso desce) uma autentica parede e cujo percurso mais parece um novelo de lã entrelaçado.







Disneylandia das curvas... tinha passado aqui o resto da manha!



“Perfeito” poderia ser a palavra para descrever a minha descida naquela manha, nao fora o piso ter aberto durante o inverno  umas pequenas fissuras que estavam a ser reparadas naquele preciso dia da mesma forma paciente e meticulosa com que um cirurgiao plastico faz desaparecer as rugas das socilites de meia-idade enchendo-as com botox...  2 funcionarios com um maçarico e pulverizador de alcatrao enchiam as fissuras com uma precisao quase milimetrica!



Em Bonaigua vivem dezenas de cavalos que presumo serem selvagens


O percurso restante é um contante desafio, variando entre correr vales seguindo os cursos de agua ou subindo e descendo montanhas. O percurso é tao entusiasmante que em 2 situacoes os espelhos da TMax flirtaram de forma demasiado intensa com os pinos que delimitam a estrada, gerando uns sonoros “bang!!!”... felizmente sem danos!





O mesmo nao pode ser dito dos pneus... apesar das longas rectas, a Tmax passou grande parte da viagem “nos angulos” tendo o caracter abrasivo do piso e as longas curvas de alta e media velocidade provocado algum desgaste na zona lateral.


A tarde em Andorra correu bem tirando a chuva... ja nao visitava o principado ha uns 5 anos e esta tudo muito diferente desde a ultima vez, a comecar na entrada que agora é feita por um longo tunel...





Autentica cidade-centro-comercial

 
Como não poderia deixar de ser, visitei quase todas as lojas de motos conseguindo fazer uns negocios fabulosos em material... como o dia seguinte prometia mais um pouco de chuva, uma das compras foi um fato de chuva da Alpinestars. O material de moto estava em media 25 a 50% mais barato do que em Portugal (Dainese e Alpinestars).
So nao comprei mais algumas coisas pois nao havia números, pois alguns negocios eram mesmo bastante tentadores... e tambem nao havia muito espaco para levar as compras... (dica a possiveis visitantes: ha uma MRW e uma SEUR em La Seu D´Urgell de onde podem mandar um caixote para Portugal por poucas dezenas de €)



Não só visitei a Motocard, como visitei 3 Motocards!!! Grande parte dos funcionarios sao Portugueses.
(a maioria das compras foram feitas na MotoMarti, onde consegui melhores preços)


Onde levar as compras??? felizmente a mochila estava vazia!

https://www.motocard.com/
http://www.martimotos.com/


A Caldea com a sua fantástica piscina é uma visita obrigatória a quem visita Andorra, mas desta vez não visitei.
http://www.caldea.com/es

Fiquei no hotel Panorama, um simpático hotel com garagem e uma boa localização...adorei a fantástica vista sobre Escaldes do quarto e da sala do pequeno almoço.

http://www.panoramahotelandorra.com/pt/


Termino o dia com uma dica importante a quem tem um smartphone: Não usem o roaming de dados em Andorra pois o preço de 1 MB é de 15€, vão receber uma conta astronómica



verdadeiras bombas low-cost!



Vista sobre Andorra-a-Velha ao por do sol


Vista sobre Escaldes com o edifício da caldea em 1 plano


« Última modificação: Maio 05, 2018, 22:50:31, 22:50 por TMaxer »
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Agosto 22, 2016, 10:35:05, 10:35
Responder #49

João_Santos

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Que fotos lindas, é um belo passeio a Andorra, mas a foto que nos deixa de água na boca é o Painel dos preços dos Combustíveis.

João  :scooter: :scooter: