Enquanto não simularem o comportamento humano...
...pois as companhias vão querer ter um chapéu de chuva legal para estarem protegidas contra ações judiciais
Acontece que não será fácil a coexistência entre esse tipo de veículos e aqueles que ainda somos nós a conduzir.
(....)Nã vejo porque razões a coexistência seja difícil.As regras são as mesmas. E considerando que os protótipos autónomos são menos susceptíveis de provocar acidentes, a probabilidade de serem vitimas não será muito maior que a dum veículo convencional.
A generalidade dos artigos apontam para que os acidentes são provocados por humanos.Pois os autónomos são naturalmente programados para operarem de forma preventiva e respeitando regras.Perante uma situação de acidente, naturalmente haverá sistemas mais evoluídos e eficientes que outros.Mas todos eles resultam em decisões totalmente lógicas com base na análise da situação sem influência de factores emocionais. Até podem estar sujeitos a avarias que bloqueiem o sistema. Mas não me parece que seja por susto ou porque se enervem!Num cenário de coexistência os veículos autónomos tendencialmente serão vitimas como os restantes.
Ninguém vai carregar num botão e de repente o mundo acorda rodeado de veículos autónomos!As seguradores não vão de repente mudar um modelo de negócio aplicado aos milhões de clientes só porque surge um novo produto supostamente mais seguro.Os romanos também diziam "piscis foderunt conas"...Portanto, parece-me que serão estes novos produtos a serem enquadrados dentro da realidade já existente.Podem até obter benefícios por parte das seguradoras.Mas a afectar o preço das restantes não faz sentido que o façam de forma directa.Até porque estamos apenas a falar de responsabilidade civil, que para este negócio é "pinners"...A grande rentabilidade das seguradoras surge com os danos proprios, e aí seja autónomo ou conduzido por um animal é irrelevante.
(....)Um veiculo autonomo faria o mesmo, evitaria magoar uma pessoa para evitar um embate?
Deixo-vos o link sobre o "pequeno" jogo sobre a Moral Machine, que assenta no seguinte:"Um site que lhe permite participar activamente na forma como o seu automóvel se deverá comportar perante um cenário de vida ou de morte. As questões não podiam ser mais simples, mas os problemas morais que levantam são complexos." http://moralmachine.mit.edu/
Com tantos sensores, avisos e auxílio à travagem de emergência (que pode mesmo travar por si mesmo)...lá vão ocorrendo destes casos.Curiosamente a moto parece ter recebido o 'hardware' que a tornou autónoma, após o embate.https://www.autoevolution.com/news/tesla-model-3-rear-ends-a-motorcycle-turns-it-into-an-autonomous-vehicle-167531.html