Autor Tópico: 600cc: Estarão "mortas" e "enterradas"?  (Lida 9884 vezes)

Maio 18, 2018, 20:03:03, 20:03
Lida 9884 vezes

Velasquez

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Outro artigo que achei muito interessante. No fundo revela uma mudança de paradigma dos últimos anos para cá...

http://www.visordown.com/motorcycle-news-general-news/special-report-are-600cc-sportsbikes-dead-and-buried

Maio 18, 2018, 23:23:42, 23:23
Responder #1

Moto2cool

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Penso quando o mercado mudou de orientação em relação às desportivas no total, incluindo as de média cilindrada. Não diria o mesmo em relação às naked e adventure dessa cilindrada
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Maio 19, 2018, 13:33:52, 13:33
Responder #2

dfelix

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Não diria o mesmo em relação às naked e adventure dessa cilindrada

As naked levaram por tabela...
Pois no momento em que as desportivas de média cilindrada eram produto desejado, outras opções do catálogo recorriam a motorizações herdadas destas.
E esse facto até impulsionava vendas.

Olha o caso da Suzuki que teve de criar a GSR já que a SV não competia com "os números" da Hornet e FZ6.


Maio 19, 2018, 13:36:21, 13:36
Responder #3

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Sim....existe atualmente um maior desejo pelas adventures.
E aqui as marcas não se fazem rogadas e oferecem varios modelos, com diferentes cilindradas e mesmo capacidades...sendo umas orientadas mais para asfalto e outras para algumas incursões no fora de estrada.

O mercado mudou "um pouco" o foco e tem oferecido precisamente aquilo que tem maior procura.

As sportbikes têm ficado para trás nas escolhas, por comparação a outras décadas recentes.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Maio 19, 2018, 16:33:38, 16:33
Responder #4

Moto2cool

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Penso que merece a pena debater as causas desta viragem do mercado e qual a expectativa a medio/longo prazo
O envelhecimento médio dos motociclistas?
A crescente eficiência das grandes cilindradas?
O tipo de uso atual das motas?
A penalização pelos excessos, mais ligados às sportbikes?
O aumento do nível de vida?
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"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Maio 19, 2018, 16:37:33, 16:37
Responder #5

2low

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Esta noticia é antiga mas é como se tivesse visto ontem:
http://www.motociclismo.io/noticias/8137-honda-anuncia-o-fim-da-cbr600rr

As marcas teriam de despender bastante dinheiro a desenvolverem novos motores para cumprirem a nova norma euro4 e prepararem-se para a posterior euro5...
Assim o mais logico e económico, face à pouca procura ou vendas "residuais" das "pequenas desportivas" face a outros modelos e ou estilo diferente de moto, optaram por melhorar os motores de maior cilindrada que são mais fáceis de se conseguir "mexer" de modo a cumprir as novas normas euro4... e foi isso que aconteceu.

De resto, até podem dizer que a culpa foi do Bruno de Carvalho…  :lolol: :lolol: :lolol:
« Última modificação: Maio 19, 2018, 16:41:40, 16:41 por 2low »

Maio 19, 2018, 16:45:59, 16:45
Responder #6

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Um pouco de tudo o que referes 2cool, a acrescentar a outros motivos de dinâmica do próprio mercado e até influência ditada pelo que é lido ou de âmbito de grupo de malta com que se circula mais habitualmente.
Tudo pode concorrer para essa mudança.

Ainda assim, por via do "envelhecimento médio dos motociclistas" é aquele que mais me coloca em dúvida, como tendo alguma relação directa para a existência de menos superbikes, sejam as 600cc ou de superior cilindrada. :)
« Última modificação: Maio 19, 2018, 16:48:29, 16:48 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Maio 20, 2018, 16:57:31, 16:57
Responder #7

Joao_Cruz

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Alterações nos motores para obedecerem ao euro 3,4 e 5 e a acrescentar os aceleradores ride by wire que permitem controlar e disponibilizar varios mapas potência/forma de entregar power so motor, que permitiu alargar o leque dos clientes das maiores cilindradas.
Era um grande mercado e uma boa escola de aprendizagem para as grandes cilindradas.

Maio 21, 2018, 22:30:50, 22:30
Responder #8

dfelix

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O envelhecimento médio dos motociclistas?

Sobretudo.




A crescente eficiência das grandes cilindradas?

As grandes cilindradas sempre ofereceram desempenho.
E do ponto de vista desportivo, as médias cilindradas nunca deixaram nada a desejar.
Há 15 anos atrás qualquer superdesportiva 600cc já andava nos 110-120cv. Mas só prestava mesmo para andar a fundo.

Porém, era um segmento mais permissivo e que perdoava mais o erros.
Sobretudo no que diz respeito a manter a borracha sossegada no chão perante um mau doseamento do acelerador.
Por esta razão, acabavam por ser como uma espécie de ritual de passagem para as 1000cc.

O que mais mudou ao longo destes anos foi a electrónica.
Desde o aparecimento dos "modos de condução" passando pela massificação de ABS eficientes, a introdução do TC e mais recentemente de tudo o que oferece o ride-by-wire... a tendência foi tornar verdadeiras bestas em cachorrinhos obedientes.

Não vejo os construtores a sugerir as actuais superbikes a condutores inexperientes...
Mas acredito que muitas delas são mais intuitivas e fáceis de usar do que eram muitas antecessoras 600cc!

O tipo de uso atual das motas?

As superdesportivas já não são as mais desejadas...
Mas não significa que o mercado esteja extinto. E o facto de terem surgido novos modelos recentemente é sinal disso.

A penalização pelos excessos, mais ligados às sportbikes?

O facto da bófia colocar um radar escondido atrás daquele arbusto naquela descida onde é preciso travar para não passar os 50... penaliza seja o gajo da scooter 125 seja o superdesportiva.
As penalizações servem sobretudo para facturar.

Mas sim... com uma superdesportiva torna-se mais apetecível andar um pouco mais depressa.
Ou não...

O aumento do nível de vida?

Esta nova vaga de motociclistas que ao longo dos últimos anos retirou o mercado dos motociclistas da miséria surgiu precisamente através de uma lei que ofereceu uma solução de mobilidade supostamente mais económica.

O facto de uma grande maioria ter tomado o gosto, obtido carta e saltado para outros segmentos é uma consequência disto do motociclismo ser algo mais do que uma opção de mobilidade.

Não consigo relacionar nada disto nem as mudanças de hábitos dos que já cá andavam antes com questões de aumento do nível de vida.

(Para mim é actualmente mais dispendioso manter uma moto do que era há 10 anos atrás)
« Última modificação: Maio 21, 2018, 22:33:02, 22:33 por dfelix »

Maio 22, 2018, 00:40:44, 00:40
Responder #9

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Por causa de um suposto envelhecimento médio dos motociclistas...é algo que me custa a ver como possível.

Se me dissessem que o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceito perfeitamente.

Mas uma notória mudança na "idade média dos motociclistas" capaz de os fazer afastar das sportbikes... :pensador:

Haver notória mudança de interesses ou forma de encarar - para aquisição - as diferentes opções existentes nas "2 rodas" é uma coisa, mas haver uma relação directa com o (suposto) aumento da idade média, tendo responsabilidade no decréscimo da procura...isso parece-me pouco plausível.

Acho que seria interessante saber se existe algum estudo nesse sentido, de âmbito alargado. Daria uma visão bastante interessante de eventuais mudanças, a havê-las.

Mas claro, isto é somente a minha opinião. A opinião de um "chato do caraças". :)

Nao sei se tenho razão, nem a quero. É apenas e só uma opinião. :nice:
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Dalai Lama

Maio 22, 2018, 03:38:08, 03:38
Responder #10

dfelix

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Por causa de um suposto envelhecimento médio dos motociclistas...é algo que me custa a ver como possível.

Achas mesmo que o impacto cultural que o motociclismo teve nos adolescentes e jovens adultos das décadas de 70, 80 e 90 ... manteve-se depois disso?
 :-\

Não me parece...
Obviamente que não ocorreu nenhuma extinção em massa.
Mas o que sucedeu esteve longe da realidade que se assistiu há 20 anos atrás ou mais em que as escolas secundárias pareciam o cabo da roca ao domingo.

A imagem que coloquei atrás dos putos nas 125cc em 1990 vs os putos em hoverboard em 2016 não é assim tão inocente.

Se me dissessem que o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceito perfeitamente.

Epá... isso parece-me um bocado preconceituoso...
Como uma Harley fosse "moto de velho". Ou objecto de saudosismo por parte do reformado.
Ou cuja compra implique alguma maturidade.
 :D

Conheço uns quantos casos que foram vitimas duma espécie de crise de meia idade, é certo...
No entanto, dos que conheço que sempre levaram a coisa mais a sério, desde novos que queriam exactamente aquilo.
E os que não o conseguiram de imediato pois não havia guito... andavam de virago ou outras do genero.

Acho que seria interessante saber se existe algum estudo nesse sentido, de âmbito alargado. Daria uma visão bastante interessante de eventuais mudanças, a havê-las.

Sobre motociclismo em especifico não estou a ver nada...
Mas a net está cheia de artigos e reportagens sobre Millennials.
Sobretudo porque começa a ser no presente a geração com maior predominância no mercado de trabalho e consumo.
Porém, com hábitos menos tradicionais.






Maio 22, 2018, 08:09:34, 08:09
Responder #11

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Por causa de um suposto envelhecimento médio dos motociclistas...é algo que me custa a ver como possível.

Achas mesmo que o impacto cultural que o motociclismo teve nos adolescentes e jovens adultos das décadas de 70, 80 e 90 ... manteve-se depois disso?
 :-\

Não me parece...
(....)

Obviamente que não...

Mas retiraste do contexto as minhas palavras dirigidas ao tema. As superbikes de 600cc. Lembras-te do tema??


(....)A imagem que coloquei atrás dos putos nas 125cc em 1990 vs os putos em hoverboard em 2016 não é assim tão inocente.

(....)

Idem aspas...
Estamos a falar das 600cc.

Pretender fazer uma colagem do segmento das 125cc em 1990 e com isso querer justificar que actualmente o envelhecimento médio dos motociclistas tem levado a uma relação directa na menor aquisição de supersports 600cc, só faria sentido olhando-se exclusivamente para esses mesmos que teriam agora porventura 45 anos ou mais...

O Mundo não parou nessa altura! Os gostos ou interesses talvez, como tinha indicado mais acima.

 
(....)
Se me dissessem que o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceito perfeitamente.

Epá... isso parece-me um bocado preconceituoso...
Como uma Harley fosse "moto de velho". Ou objecto de saudosismo por parte do reformado.
Ou cuja compra implique alguma maturidade.
 :D

(....)

Achas mesmo preconceituoso?

E diz-me uma coisa....mantém-se como preconceituosa aquela simples frase que escrevi quando é a própria Harley a admiti-lo?

O que eles mais querem é atrair malta mais jovem para as suas Harley...e que ao longo dos anos vai sendo atraída para segmentos diferentes de mercado (e consequentemente marcas diferentes).


"With a bit of a rough earnings report for 2017 and the recent announcement of a plant shut-down, it’s important for Harley to make a splash with youngsters and do it quickly. I had the chance to speak with Harley-Davidson product portfolio manager Jeff Strunk at the IMS Chicago motorcycle show where I asked what the brand’s strategy is to get young blood interested in the iconic brand and how it plans on achieving its ambitious goal of gaining 2 million new riders in the next 10 years."
http://www.thedrive.com/motorcycles/18407/heres-how-harley-davidson-is-planning-on-attracting-the-new-riders-it-needs
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Maio 22, 2018, 10:28:00, 10:28
Responder #12

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Nesse caso só ajuda àquilo que eu disse...

Não é pelo "envelhecimento médio dos motociclistas", mas sim porque os gostos ou interesses nas 2 rodas mudaram.

Continuam a haver 600cc supersport, mas o mercado disponibilizou oferta variada que dispersou o comprador tipo que existia na altura, mesmo tendo a mesma idade!!

Entender isto...é entender que o argumento do "envelhecimento médio" tem pouca validade perante uma diversidade de segmentos que ganharam o seu espaço.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Maio 22, 2018, 12:03:48, 12:03
Responder #13

dfelix

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Mas retiraste do contexto as minhas palavras dirigidas ao tema. As superbikes de 600cc. Lembras-te do tema??

Está intimamente relacionado.
E as desportivas 600 são apenas um de vários segmentos de mercado que definharam pelo mesmo motivo.

Pretender fazer uma colagem do segmento das 125cc em 1990 e com isso querer justificar que actualmente o envelhecimento médio dos motociclistas tem levado a uma relação directa na menor aquisição de supersports 600cc, só faria sentido olhando-se exclusivamente para esses mesmos que teriam agora porventura 45 anos ou mais...

Mas a realidade é precisamente essa.

É certo que no início deste milénio muita gente tirava a carta e comprava uma desportiva 600.
Pois ainda estava na moda ter uma moto potente e rápida.
Porém, os anos douradados das superdesportivas devem-se sobretudo ás gerações cuja paixão das desportivas já vinha de trás. E para quem uma 600 não deixava de ser também ela uma transição para a 1000.

Há aqui todo um processo de continuidade.
E o reaparecimento destas novas pseudo-desportivas 300/400cc também não é inocente.

O Mundo não parou nessa altura! Os gostos ou interesses talvez, como tinha indicado mais acima.

A realidade é que o mundo de certa forma parou. Pelo menos para o mercado.
Pois a partir dos finais dos anos 90 começou a ser cada vez menos habitual encontrar jovens de 16-18 anos a andar de moto.

E diz-me uma coisa....mantém-se como preconceituosa aquela simples frase que escrevi quando é a própria Harley a admiti-lo?

Sim, é preconceituosa se o enquadramento da compra for nos termos que referi atrás.
(encarar como "moto de velho", objecto de saudosismo ou cuja aquisição implique "maturidade")

O problema da Harley é exactamente o mesmo das desportivas 600!
A inexistência de público jovem a andar de moto compromete a sobrevivência dos produtos.

Até porque se recuarmos aos anos 90, não faltavam jovens a querer uma HD.
As Viragos foram motos bem sucedidas comercialmente por essa razão.
E as modas dividia-se muito em "plásticos" vs "ferros".

O problema destas superdesportivas 600cc é que atualmente há uma oferta muito forte nos segmentos naked e sport-toured/calças arregaçadas que além de rivalizarem na potência ainda trazem o "plus" de poderem ser utilizadas para mais do que apenas diversão de fim de semana nas curvas da serra.

Mas há 20 anos atrás já existia uma oferta muito forte, sobretudo de nakeds.
A Hornet quando saiu em 98 partiu a loiça e nos anos seguintes foram várias as propostas concorrentes dos mais diversos fabricantes.
São dois géneros que não só coexistiram como partilhavam motorizações.

« Última modificação: Maio 22, 2018, 15:03:57, 15:03 por dfelix »

Maio 22, 2018, 16:28:04, 16:28
Responder #14

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Provavelmente vou dizer uma barbaridade, mas espero que a nossa enciclopédia motociclista venha cá corrigir-me (carlos-kb chamado à recepção).

O problema destas superdesportivas 600cc é que atualmente há uma oferta muito forte nos segmentos naked e sport-toured/calças arregaçadas que além de rivalizarem na potência ainda trazem o "plus" de poderem ser utilizadas para mais do que apenas diversão de fim de semana nas curvas da serra. (....)

Não te preocupes, dmanteigas. Não disseste nenhuma barbaridade...
É precisamente isso!


Mas retiraste do contexto as minhas palavras dirigidas ao tema. As superbikes de 600cc. Lembras-te do tema??

Está intimamente relacionado.
E as desportivas 600 são apenas um de vários segmentos de mercado que definharam pelo mesmo motivo.

(....)


Não é por causa de um aumento da "idade média dos motociclistas".
O mercado tem-se virado para outras propostas e basta olhar para as tabelas de vendas dos principais mercados para percebê-lo!
O caso nacional tem as suas especificidades, mas no que toca em particular às supersports, não é muito diferente dos demais...

(....)
É certo que no início deste milénio muita gente tirava a carta e comprava uma desportiva 600.
Pois ainda estava na moda ter uma moto potente e rápida.
Porém, os anos douradados das superdesportivas devem-se sobretudo ás gerações cuja paixão das desportivas já vinha de trás. E para quem uma 600 não deixava de ser também ela uma transição para a 1000.
(....)

Nem se coloca em causa. São diferentes épocas...
Mas continuam a haver muitos jovens, com as mesmas idades que tens em mente no teu argumento relativo ao passado, e que se voltam no presente para outro tipo de propostas. No presente tornou-se (também) apelativo ter outro tipos de motos....e tem vindo a lançar várias.


(....)
Há aqui todo um processo de continuidade.
E o reaparecimento destas novas pseudo-desportivas 300/400cc também não é inocente.
(....)

Não percebo o "pseudo".  :)
É natural não terem o mesmo desempenho mecânico que as de motorização mais alta (ou até - retornando a passado - por comparação às de 2 tempos), mas "pseudo" significa, grosso modo, parecer uma coisa e ser afinal outra.
Para todos os efeitos (e daquelas que estou a pensar) são desportivas...
Mas pronto, se achas que são pseudo-desportivas, na boa. :nice:


(....)
E diz-me uma coisa....mantém-se como preconceituosa aquela simples frase que escrevi quando é a própria Harley a admiti-lo?

Sim, é preconceituosa se o enquadramento da compra for nos termos que referi atrás.
(encarar como "moto de velho", objecto de saudosismo ou cuja aquisição implique "maturidade")
(....)


A coisa aqui ficou confusa...
Mencionas agora que é "preconceito" "se" for nos termos que mencionas atrás.
Posso ver então a questão como uma interpretação preconceituosa... :)

É que na minha frase lá mais acima não sei onde conseguiste vislumbrar preconceito, mas tudo bem. :nice:
"Se me dissessem que o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceito perfeitamente."


Poderei ver bem mais facilmente um juízo pre-concebido noutras coisas que são ditas no fórum, mas nisto que escrevi.... ;) :nice:

Fica bem.  :convivio:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Maio 22, 2018, 17:59:47, 17:59
Responder #15

dfelix

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Não é por causa de um aumento da "idade média dos motociclistas".

Mas é.
E eu não por aqui a inventar nada novo.
É um tema amplamente identificado seja no motociclismo como em outras areas de mercado.

E aquele artigo que colocaste atrás sobre a Harley querer captar o público jovem (nem que seja através do lançamento de eléctricas) é representativa da estratégia da marca para sobreviver a esta realidade.  ;)

O mercado tem-se virado para outras propostas e basta olhar para as tabelas de vendas dos principais mercados para percebê-lo!

O mercado oferece o que o público procura.
E achar que o público que há 20-30 anos consumiu desportivas e que actuamente estão quarentões ou mesmo cinquentões continuam a comer do mesmo prato... parece ingénuidade.

Apesar de que... conheço mais "cotas" que continuam a esmifrar as suas desportivas que vejo puto com menos de 20 anos em duas rodas.

Mas continuam a haver muitos jovens, com as mesmas idades que tens em mente no teu argumento relativo ao passado, e que se voltam no presente para outro tipo de propostas. No presente tornou-se (também) apelativo ter outro tipos de motos....e tem vindo a lançar várias.

Não se exitinguiram.
Mas também não são representativos.

Hoje em dia passas á porta de qualquer escola secundária e encontras meia dúzia de aspiradores.
Uma realidade oposta ao que se assistiu no passado.

Não percebo o "pseudo".  :)
É natural não terem o mesmo desempenho mecânico que as de motorização mais alta (ou até - retornando a passado - por comparação às de 2 tempos), mas "pseudo"

São sobretudo motos utilitárias com a cosmética e uma posição de condução característica de desportiva.

Não tem sequer a ver com o desempenho mecânico.
Até porque a generalidade supera as specs das antigas desportivas 125 2T que eram igualmente produtos enquadrados na classe A2.

Pessoalmente acho que este segmento dos 300/400 só pecou pela tardia.

A coisa aqui ficou confusa...
Mencionas agora que é "preconceito" "se" for nos termos que mencionas atrás.

Ora bem...
Com base no que escreveste [utl=http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=3723.msg46223#msg46223]aqui[/url]:

O suposto envelhecimento médio dos motociclistas é algo que te custa a ver como possível!
E se o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceitas perfeitamente!
 :D

A interpretação que retiro daqui é que as HD são motos para velhos.
 :D

É que pelos vistos esta nova geração com menos interesse por motos no geral tem menos interesse por Harleys em particular para de ir a correr de outras propostas para também não as comprar.
 :D

(Está assim tão dificil perceber que isto das idades é real e que a preocupação dos construtores é inverter isso?)


Maio 23, 2018, 00:18:10, 00:18
Responder #16

Sapiens21

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Não é por causa de um aumento da "idade média dos motociclistas".

Mas é.
E eu não por aqui a inventar nada novo.
É um tema amplamente identificado seja no motociclismo como em outras areas de mercado.

E aquele artigo que colocaste atrás sobre a Harley querer captar o público jovem (nem que seja através do lançamento de eléctricas) é representativa da estratégia da marca para sobreviver a esta realidade.  ;)
(….)


A Harley Davidson sofre deste problema assumidamente. Não em determinado segmento mas sim em toda a marca.
Porém, com isso pretender fazer uma colagem ao que se verificou com as supersports é no mínimo…forçado!

O cliente Harley é manifestamente diferente daquele que procura uma supersport. Mas este último acaba por ser também atraído por uma naked, por uma das novas "asfaltadas" da moda ou por uma moto de cariz GT a preço "suportável".

Este mercado, com boas e válidas propostas, leva a que haja essa mudança, não tendo como causa o aumento da idade média dos motociclistas.

Aquele frase que citaste acima e a que não acrescentaste o que escrevi de seguida, explica isso mesmo…
Se é para citar, então p.f. que não de retire do contexto.


(….)
O mercado tem-se virado para outras propostas e basta olhar para as tabelas de vendas dos principais mercados para percebê-lo!

O mercado oferece o que o público procura.
E achar que o público que há 20-30 anos consumiu desportivas e que actuamente estão quarentões ou mesmo cinquentões continuam a comer do mesmo prato... parece ingénuidade.
(….)


Mas quem é que acha isso?
Quem é que falou no mesmo público com esse sentido que estás a dar?


A coisa aqui ficou confusa...
Mencionas agora que é "preconceito" "se" for nos termos que mencionas atrás.

Ora bem...
Com base no que escreveste [utl=http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=3723.msg46223#msg46223]aqui[/url]:

O suposto envelhecimento médio dos motociclistas é algo que te custa a ver como possível!
E se o motociclista comprador de uma Harley-Davidson terá, na grande maioria, uma idade superior...aceitas perfeitamente!
 :D

A interpretação que retiro daqui é que as HD são motos para velhos.
 :D
(….)


Como já disse, entendo que não é pelo envelhecimento médio dos motociclistas que as supersports deixaram de ser vendidas!  E com isto devo já ter escrito por 3 ou 4 vezes que as ofertas do mercado ditaram (e continuam a ditar) outras preferências.

A realidade da Harley é diferente, sendo a interpretação de "motos para velhos" algo que te coube a ti.
Não empurres uma mera interpretação, fazendo-a valer de argumento.


(....)
É que pelos vistos esta nova geração com menos interesse por motos no geral tem menos interesse por Harleys em particular para de ir a correr de outras propostas para também não as comprar.
 :D

(....)

Não percebi onde querias chegar, Dfelix. As minhas desculpas mas a minha capacidade interpretativa não me o permitiu.


(....)(Está assim tão dificil perceber que isto das idades é real e que a preocupação dos construtores é inverter isso?)


A preocupação dos construtores é continuar a haver quem lhes compre as motos e servem-se de todas as maneiras para o fazer e continuar a facturar! A aposta no presente, a avaliar pelas tabelas de vendas, passa por (entre outras) continuar a investir no lançamento de motos no estilo Adventure (mesmo que algumas asfaltadas) e nakeds.
Money...é a preocupação!
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Maio 23, 2018, 00:35:03, 00:35
Responder #17

Luis Salgueiro

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Maio 23, 2018, 10:49:35, 10:49
Responder #18

2low

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Também andas a fumar coisa boa e não partilhas   ::P:  :lolol:  :cool: :convivio:

 :offtopic:
Short é curto e Low é baixo.

Eu pelo menos é 2low, lê-se too low que em "partoguês" pode ter dois significados: ou muito baixo ou muito lento, conforme o contexto.
O nick foi criado ainda antes de ter moto e ainda antes de um rapper "amaricano" ter optado por mesmo cognome, pelo menos assim fico descansado que teve a sua logica.  ;D
Quem gosta de jogos motorizados de 2 e 4 rodas de certeza que já ouviu falar neste: https://www.lfs.net/ e foi nessa altura que criei o nick e depois achei piada com a moto 125cc que era bem lentinha... ahahahah
« Última modificação: Maio 23, 2018, 10:50:58, 10:50 por 2low »

Maio 23, 2018, 19:31:07, 19:31
Responder #19

dfelix

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A Harley Davidson sofre deste problema assumidamente. Não em determinado segmento mas sim em toda a marca.
Porém, com isso pretender fazer uma colagem ao que se verificou com as supersports é no mínimo…forçado!

Naturalmente que a Harley Davidson sofre em toda a marca.
Pois apesar de terem produtos com diferentes abordagens, acabam por se enquadrar mais ou menos dentro do mesmo segmento.

O facto da geração que tem 18-25 anos não ser representativa para o mercado como foi há 20 anos atrás é um fenómeno transversal.
E o facto de tanto cruisers como supersport serem no presente menos apelativas para uma faixa etária que materializa actualmente menos vendas... também.
Não há aqui nada de forçado.

O cliente Harley é manifestamente diferente daquele que procura uma supersport.

Sim. O cliente Harley é manifestamente diferente daquele que procura uma supersport.
Porém, tanto a compra duma Harley como de uma supersport têm algo em comum: Não são escolhas racionais.

Mas este último acaba por ser também atraído por uma naked, por uma das novas "asfaltadas" da moda ou por uma moto de cariz GT a preço "suportável".
Este mercado, com boas e válidas propostas, leva a que haja essa mudança, não tendo como causa o aumento da idade média dos motociclistas.

Já existiam nakeds e sport-tourers nos anos dourados das superdesportivas.
Não são uma invenção nova!

E não só coexistiam... como eram bem sucedidas comercialmente!

Do ponto de vista racional, todos os argumentos que hoje podem levar alguém com 25-30 anos a optar por uma MT-09 ao invés de uma R6 são exactamente os mesmos que há 20 anos atrás levariam alguém a optar por uma Hornet ao invés duma 600F.

O que é que mudou entretanto?
Actualmente existem menos motociclistas com 25-30 anos que há 20 anos atrás.
Actualmente existem substancialmente menos motociclistas com 18-25 anos que há 20 anos atrás.
E dentro do que estas faixas etárias (em especifico) ainda contribuem para o mercado (no geral), predomina a escolha por soluções de mobilidade.

Se há 20 anos atrás já existiam boas e válidas propostas...
Se há 20 anos atrás os argumentos racionais para uma decisão eram essencialmente os mesmos.
O que leva a esta mudança?
De certa forma pelo que velasquez indicou lá atrás.
Uma mudança de mentalidade em que as prioridades são outras. Em que o lado emocional tem menos peso na escolha.
Logo, os segmentos de marcado que dependem disto estão de certa forma condenados.
Sejam cruisers. Sejam supersports.

A preocupação dos construtores é continuar a haver quem lhes compre as motos e servem-se de todas as maneiras para o fazer e continuar a facturar!
A aposta no presente, a avaliar pelas tabelas de vendas, passa por (entre outras) continuar a investir no lançamento de motos no estilo Adventure (mesmo que algumas asfaltadas) e nakeds.

Sim. A preocupação de qualquer construtor é acima de tudo ter quem lhes compre as motos!
Que actualmente corresponde a uma faixa etária mais..."envelhecida".

O problema será quando esta fonte esgotar...

Naturalmente que os vários construtores vão optar pelas estratégias que lhes forem mais convenientes.
Seja reintroduzindo segmentos que estiveram esquecidos (e as pseudo-desportivas de baixas cilindradas são exemplo disso)
Seja através de soluções eléctricas... (dificilmente outra razão justificaria a HD seguir este caminho)
Seja apelando directamente ao lado emocional mostrando que as motos são um acessório "cool" para as fotos do instagram! ( durante algum tempo as neoclássicas conquistaram os hipsters... mas a coisa não durou muito tempo)
Etc.

Maio 23, 2018, 20:15:48, 20:15
Responder #20

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)Actualmente existem menos motociclistas com 25-30 anos que há 20 anos atrás.
Actualmente existem substancialmente menos motociclistas com 18-25 anos que há 20 anos atrás.
E dentro do que estas faixas etárias (em especifico) ainda contribuem para o mercado (no geral), predomina a escolha por soluções de mobilidade.

Se há 20 anos atrás já existiam boas e válidas propostas...
Se há 20 anos atrás os argumentos racionais para uma decisão eram essencialmente os mesmos.
O que leva a esta mudança?
De certa forma pelo que velasquez indicou lá atrás.
Uma mudança de mentalidade em que as prioridades são outras. Em que o lado emocional tem menos peso na escolha.
Logo, os segmentos de marcado que dependem disto estão de certa forma condenados.
Sejam cruisers. Sejam supersports.

(....)

Obrigado Dfelix. :)

Chegaste exactamente onde eu queria quando escrevi bem lá atrás o que parece ter passado despercebido.

A relação entre o que acabas de escrever "Uma mudança de mentalidade em que as prioridades são outras." e aquilo que tenho vindo a dizer, é mais do que óbvia...

Foi isto que escrevi...e que deixo para avivar memória.

(....)Haver notória mudança de interesses ou forma de encarar - para aquisição - as diferentes opções existentes nas "2 rodas" é uma coisa, mas haver uma relação directa com o (suposto) aumento da idade média, tendo responsabilidade no decréscimo da procura...isso parece-me pouco plausível.(....)


Essa mesma mudança no interesse pelas 2 rodas e que conduz a uma mudança naquilo que se procura em determinado veículo (sejam mais ou menos jovens esses mesmos compradores), tem vindo a ditar uma mudança muito notória e em que as supersports não se "encaixam".
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Maio 23, 2018, 21:49:56, 21:49
Responder #21

Moto2cool

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As conversas são como as cerejas. :) Falávamos de desportivas e metade do tópico aborda as HD.
Mas está uma discussão fixe, infelizmente pouco participada, e sem agressões inúteis que às vezes se vêem por aí ( também é verdade que não se fala de TRK, nem NC, nem chinesas) Nmax
No fundo falamos de mudanças no mercado, como há em todos os mercados.
Indesmentívelmente, na minha opinião, a mudança relevante foi a força como as adventure entraram no mercado, destas a emblemática é a GS1200.
Curiosamente as adventure terão entrado por razões estranhas aquilo que seria o seu designio inicial. Não são todo o terreno, mas veículos de touring com excelente proteção, posição sentado direito, capacidade de carga, ligeiras suficiente para andar em qualquer lado.
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Maio 23, 2018, 22:09:47, 22:09
Responder #22

2low

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As conversas são como as cerejas. :) Falávamos de desportivas e metade do tópico aborda as HD.
Mas está uma discussão fixe, infelizmente pouco participada, e sem agressões inúteis que às vezes se vêem por aí ( também é verdade que não se fala de TRK, nem NC, nem chinesas) Nmax
No fundo falamos de mudanças no mercado, como há em todos os mercados.
Indesmentívelmente, na minha opinião, a mudança relevante foi a força como as adventure entraram no mercado, destas a emblemática é a GS1200.
Curiosamente as adventure terão entrado por razões estranhas aquilo que seria o seu designio inicial. Não são todo o terreno, mas veículos de touring com excelente proteção, posição sentado direito, capacidade de carga, ligeiras suficiente para andar em qualquer lado.

Tive um texto preparado para colocar aqui mas depois pensei que era melhor não, ganharia muitos inimigos.  :lolol: :lolol: :lolol:
Mas falava exactamente do que dizes: GS1200(adv ou normal), Benellis TRK, Tigers 800/1200, GS650/700/750/800/850 e agora GS310, Suzukis Vstorm 650/1000 e agora 250cc
Mas basicamente preferi colocar cheio de ironia/sarcasmo como por exemplo em chamar carneirada à malta que vai toda a correr atras do mesmo sem qualquer logica e que em Portugal a malta prefere ter um bom veiculo a ter uma casa realmente confortável e que há um enorme desejo da malta se sentir rica e deslumbrada com passear marcas.
O sinal exterior de desejo de riqueza é um: "Audi" (não é por acaso que nas finanças andavam a sortear Audi´s...)
Ora bem... "o Audi das motos" é precisamente a GS1200adventure - obviamente não é para qualquer um.
Depois tentei compreender a logica da ligação da "riqueza aos veículos de 2 e 4 rodas no todo o terreno" e cheguei a uma conclusão: "a família real partia durante dias para ir à caça, deve ser isso...só pode..."  :lolol: :lolol: :lolol:

Pronto... inimigos em 3...2...1..


Maio 24, 2018, 01:05:25, 01:05
Responder #23

dfelix

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Chegaste exactamente onde eu queria quando escrevi bem lá atrás o que parece ter passado despercebido.
(...)
Foi isto que escrevi...e que deixo para avivar memória.

(....)Haver notória mudança de interesses ou forma de encarar - para aquisição - as diferentes opções existentes nas "2 rodas" é uma coisa, mas haver uma relação directa com o (suposto) aumento da idade média, tendo responsabilidade no decréscimo da procura...isso parece-me pouco plausível.(....)


Não compreendo ao certo como é que cheguei "exactamente" onde querias.
Pois tudo o que tenho escrito é no sentido de que as mudanças do mercado devem-se acima de tudo a esta coisa do "aumento da idade média" que consideras pouco plausível.

Seja da perspectiva duma geração que não tem grande interesse por motos, consequentemente pouco expressiva para o mercado e cujo consumo predominante é enquanto solução de mobilidade.

Seja de perspectiva da geração predominante no mercado. Aqueles que tiveram 25-30 há 20 anos atrás.
Que muito provavelmente começaram a andar de moto aos 16-18.
Que muito provavelmente já tiveram uma desportiva.
Que hoje têm 45-50 e certamente não vão querer nem a R6 nem a MT-09. Até porque muito provavelmente já tiveram uma 1000.
Refiro-me a malta que entretanto envelheceu. Que passear de moto implica certamente levar a "patroa" atrás e toda a logistica associada. (Pois esta já não se sujeita ao desconfortável banco vestigial não só das desportivas como de muitas sport-tourers e até nakeds.)
Refiro-me a malta que para sair de casa e ir dar uma voltinha só com os amigos (entenda-se ir fazer umas curvas de faca nos dentes para provar que ainda é dos mais rápidos do grupo) terá que negociar bem lá em casa.

Curiosamente as adventure terão entrado por razões estranhas aquilo que seria o seu designio inicial. Não são todo o terreno, mas veículos de touring com excelente proteção, posição sentado direito, capacidade de carga, ligeiras suficiente para andar em qualquer lado.

Enumeraste toda uma série de "virtudes" que só demonstram que provavelmente o sucesso não é assim tão "estranho" como sugeres.

Mas basicamente preferi colocar cheio de ironia/sarcasmo como por exemplo em chamar carneirada à malta que vai toda a correr atras do mesmo sem qualquer logica e que em Portugal a malta prefere ter um bom veiculo a ter uma casa realmente confortável e que há um enorme desejo da malta se sentir rica e deslumbrada com passear marcas.

O sucesso das GS é um fenómeno de escala global.
E o que se assiste em Portugal acaba por ser (dentro da sua pequena dimensão) espelho do que se passa em muitos outros mercados.

Claro que em regra geral as "modas" geram ódios.
E as GS naturalmente não estão imunes a isso!
O que escreves não é original. Aliás, tornou já cliché essa descrição do cliente GS como um pé-rapado totalmente endividado para ostentar a sua moto de 25 mil euros (pois assume-se que só se vende GSA full extras).


Maio 24, 2018, 08:09:00, 08:09
Responder #24

2low

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O que disse foi totalmente no gozo e se tivesse escrito o texto original, além de ter palavreado e expressões dignas de constar em qualquer uma das alegorias dramáticas de Gil Vicente, seria uma espécie de critica a costumes, a isso que se chama de "carneirada"   ::P:

Não fiz nenhuma dissertação a favor ou contra algum motociclo em especifico, tanto que teria primeiro que recolher bastante informação para conseguir defender um determinado motociclo pelas suas virtudes e criticar outro pelos seus defeitos.

Quanto à GS1200, lá está, não desgosto da moto mas não é mesmo a minha praia.
Mas noto claramente que alguém (quase de certeza, a mando da propria BMW) andou a apagar todos os relatos das avarias que esse modelo teve durante determinada altura, pois pelo menos no google já não se encontram...
Isso acho totalmente descabido estarem a apagar por medo de serem conotados com motos de fraca qualidade. "Cambada de dissimulados!"
Afinal de contas, fizeram recalls e nunca mais se ouviu falar desses problemas. E nisso, acho que seria a melhor publicidade para a marca:
-ha um problema
-a marca reconhece
-a marca faz recall
-nunca mais aparecem problemas
-qualidade intocavel

Para finalizar:
-Apesar de ter acordado mais cedo que costume, dormi bem, assim saiem com maior facilidade textos mais estruturados.

-Velasquez, eu juro que irei experimentar a Tracer 900

-dfelix, os clichés têm a sua piada  :tornarseanjinho: ;D
(eu tive um "cancro de motociclo de 125cc" e no entanto não parei de gozar com ela, enquanto a tinha e, em estado para lá de irritado, nas mesmissimas alturas e momentos caricatos das variadas aventuras e avarias...criei bastantes clichés e o que me ri...e não fui o único, levei a "carneirada" toda atrás) :lolol: :lolol: :lolol:
« Última modificação: Maio 24, 2018, 08:13:14, 08:13 por 2low »

Maio 24, 2018, 11:39:12, 11:39
Responder #25

dfelix

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Mas noto claramente que alguém (quase de certeza, a mando da propria BMW) andou a apagar todos os relatos das avarias que esse modelo teve durante determinada altura, pois pelo menos no google já não se encontram...

Toda a gente sabe que a BMW tem uma espécie de Gestapo que persegue e executa difamadores da marca!

Isso acho totalmente descabido estarem a apagar por medo de serem conotados com motos de fraca qualidade.

Lembra-te que daqui a uns tempos quando decidires vender a Sprint boa parte dos problemas que ela já deu estão ao alcance duma pesquisa no google!

Se começares a sentir dificuldade em despachar a moto e aparecer algum engraçadinho que use a informação que "leu na net" para negociar um valor bem mais baixo do que pedes por ela... certamente que também vais sentir-te tentado a apagar muita coisa!

Mas não faz mal.
Se a informação desaparecer, a culpa é da Triumph!
Toda a gente sabe que a Triumph tem uma espécie de MI6 que persegue e executa difamadores da marca!


Maio 24, 2018, 13:21:06, 13:21
Responder #26

Cross

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Toda a gente sabe que a BMW tem uma espécie de Gestapo que persegue e executa difamadores da marca!


Well..well...
No que diz respeito ao Kevin Ash... o que circula nos corredores é que... bem o tentaram.

Cada um que tire as suas ilações... a minha em relação a marca BMW, e para ser politicamente correto... Fubar!

No que diz respeito ao tópico as 600 como qualquer outra que previgilia as performances e não é necessario ser R... vai vender pouco e por isso pouco investimento a não ser pontual. Euro 5 ou 1330 etc...

As idades e tipos de moto vai de modas também claro.  Mas o essencial está lá no que respeita a  estigmas. Cruisers são em geral para velhos por exemple.

Existe também cada vez mais umas tendências de culpabilizar as duas rodas com precursores de acidentes nomeadamente no poder político visto que a falta de civismo de muitos utilizadores de duas rodas e isso dá votos...
Nao faltaram muito que será mais fácil ter uma licensa de porte de arma do que para motociclo A. No final claro será a total proibição da condução de "certos" veículos será só uma questão de tempo. Mais perto do que possa parecer!


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Maio 24, 2018, 13:42:33, 13:42
Responder #27

Moto2cool

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Dfelix, leste mal as minhas palavras. Não acho estranho o sucesso das GS, independentemente de não ser um modelo que goste, tem tudo para ser um sucesso e tem merecido elogios de (quase) todos.
O que dizia é que, na minha opinião, o sucesso das adventure poderá ser um efeito colateral daquilo para que o segmento foi desenhado, isto é, a venda destas motas tem a ver com o touring estadista ( passe a redundância) e não terá sido para esse segmento que as adventure foram especificamente desenhadas.

2 slow, há bastante tempo referi aqui esse mesmo exemplo (http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=864.msg28112.msg#28112) uma forma de condicionamento da expressão é o excesso de litigância
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Maio 24, 2018, 14:33:01, 14:33
Responder #28

dfelix

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No que diz respeito ao Kevin Ash... o que circula nos corredores é que... bem o tentaram.

Epá...
Nunca me tinha apercebido do enorme potencial desse incidente para que haters da GS desenvolverem teorias da conspiração!

Mas o essencial está lá no que respeita a  estigmas. Cruisers são em geral para velhos por exemple.

Sim, tudo o que tenha um look clássico remete para essa associação.

Embora nos anos 90 (quando se vivia um binómio de "plásticos vs ferros") a Virago era uma escolha bastante habitual enquanto primeira moto de grande cilindrada.
Hoje isso talvez seja encarado com alguma estranheza. Tal como o facto de terem existido motorizadas com aspecto de cruiser é também agora encarado como uma surpresa.

Vejo actualmente muitas keeway superlight a circular. A própria recuperou a Rebel para o catálogo.
Se os astros alinharem, as talvez volte a ressurgir o interesse por um publico menos.. velho!
"make cruisers great again"!

Nao faltaram muito que será mais fácil ter uma licensa de porte de arma do que para motociclo A. No final claro será a total proibição da condução de "certos" veículos será só uma questão de tempo. Mais perto do que possa parecer!

A lei das 125 até pode ter gerado bastants anticorpos... mas demonstra exactamente o oposto:
Maior abertura e facilidade no acesso ás duas rodas.

Até tenho uma opinião bastante dividida sobre boa parte dos novos motociclistas de carta B.
Mas tenho uma opinião cada vez mais favorável sobre os automobilistas.

...isto é, a venda destas motas tem a ver com o touring estadista ( passe a redundância) e não terá sido para esse segmento que as adventure foram especificamente desenhadas.

Um erro de muita gente e sobretudo do marketing de alguns construtores é passar ideia que foram pensadas ou desenhadas para Enduro!
Já isso do "touring estadista" seja lá o que for... também tem muito que se diga.


Maio 24, 2018, 18:14:40, 18:14
Responder #29

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Por touring estradista referia-me a viagem de longo curso em estrada como as europeias ( nem todas). Por adventure motas mais all purpose podem fazer estrada seja alcatroada,  seja de terra batida até certo limite. Não falei das enduro porque vejo essas a fazer principalmente todo o terreno(fora de estrada)
Voltando à ideia inicial, as adventure são um sucesso sendo aparentemente usadas naquilo que chamei touring estadista, para o qual as próprias marcas tinham outro tipo de oferta. E foram evoluindo no sentido da estrada, em conforto, e não do terreno não asfaltado ( com excepções)
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Maio 24, 2018, 18:38:35, 18:38
Responder #30

Luis Salgueiro

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Maio 24, 2018, 22:10:53, 22:10
Responder #31

2low

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dfelix,

Tive um DB da minha "espécie de moto transformer de 125cc" e com relato de todas as avarias e peripécias.
Nunca apaguei o DB mesmo inclusive aquando entreguei/devolvi a moto no stand ainda no 1º ano de garantia, pela melhor oferta que tive na altura.

Não tenho nada a esconder, tenho tido os cuidados necessários para manter as motos em condições e isso é a melhor publicidade.

Quanto à minha triumph, até agora, não teve os sarilhos que tanto se fala por aí, mas os boatos que vou lendo por aí...já vi exactamente acontecer essas avarias/boatos em motos BMW's e Honda's. Portanto...não é exclusivo deste modelo!

Mas… tenho a certeza que a minha triumph estará em principio em melhores condições de quando a comprei - vai para nova mesmo com mais quilómetros feitos. :lolol:
[uma coisa já notei, ela gosta da corrente bem lubrificada]

Maio 25, 2018, 12:06:49, 12:06
Responder #32

Cross

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No que diz respeito ao Kevin Ash... o que circula nos corredores é que... bem o tentaram.

Epá...
Nunca me tinha apercebido do enorme potencial desse incidente para que haters da GS desenvolverem teorias da conspiração!

Mas o essencial está lá no que respeita a  estigmas. Cruisers são em geral para velhos por exemple.

Sim, tudo o que tenha um look clássico remete para essa associação.

Embora nos anos 90 (quando se vivia um binómio de "plásticos vs ferros") a Virago era uma escolha bastante habitual enquanto primeira moto de grande cilindrada.
Hoje isso talvez seja encarado com alguma estranheza. Tal como o facto de terem existido motorizadas com aspecto de cruiser é também agora encarado como uma surpresa.

Vejo actualmente muitas keeway superlight a circular. A própria recuperou a Rebel para o catálogo.
Se os astros alinharem, as talvez volte a ressurgir o interesse por um publico menos.. velho!
"make cruisers great again"!

Nao faltaram muito que será mais fácil ter uma licensa de porte de arma do que para motociclo A. No final claro será a total proibição da condução de "certos" veículos será só uma questão de tempo. Mais perto do que possa parecer!

A lei das 125 até pode ter gerado bastants anticorpos... mas demonstra exactamente o oposto:
Maior abertura e facilidade no acesso ás duas rodas.

Até tenho uma opinião bastante dividida sobre boa parte dos novos motociclistas de carta B.
Mas tenho uma opinião cada vez mais favorável sobre os automobilistas.

...isto é, a venda destas motas tem a ver com o touring estadista ( passe a redundância) e não terá sido para esse segmento que as adventure foram especificamente desenhadas.

Um erro de muita gente e sobretudo do marketing de alguns construtores é passar ideia que foram pensadas ou desenhadas para Enduro!
Já isso do "touring estadista" seja lá o que for... também tem muito que se diga.


Sim sou um classico hater da BMW, não um hater GS como dizes. Quando a filosofia da BMW mudou eu fiz o mesmo.
Nada de especial é a marca não são as pessoas que as escolhem ou andam nelas.

Lembro igualmente do sucesso da virago. Todavia se ve muitas a circular.
Tirei a carta numa e ainda me lembro de fazer os 8s sentado no banco de traz porque o guiador batia nos joelhos.
Era as Virago porque eram duas cilindradas afinal e a Kawa EN500 muito populares pelos ferro extra que tinham... mas o exlibris era a vmax claro.


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