Autor Tópico: Estudo ADAC: Motores Diesel mais recentes quase não emitem NOx  (Lida 4651 vezes)

Fevereiro 26, 2019, 18:06:59, 18:06
Lida 4651 vezes

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386

Se em termos de emissões de dióxido de carbono (CO2), os motores turbodiesel de nova geração são conhecidos pela sua eficácia, o estudo efetuado pelo clube automóvel alemão, o ADAC, aponta também resultados que surpreendem no caso de alguns dos Diesel analisados já ao abrigo da norma Real Driving Emissions (RDE), que avalia as emissões dos veículos em condições reais de condução.

Assim, entre os dados revelados estão aqueles que apontam os motores mais recentes da Mercedes-Benz, Opel e BMW como altamente eficientes, com o C220 d a emitir 0 mg/km de NOx, enquanto o BMW 520d Touring emite uma quantidade irrisória de 1 mg/km, o mesmo valor que o obtido na avaliação ao Opel Astra 1.6 Turbo D. Ainda na senda de números baixos, o BMW 520d Steptronic teve um valor de 5 mg/km e o Citroën Berlingo 1.5 BlueHDI 130 teve um resultado com apenas 7 mg/km de NOx.

O VW Golf 1.6 TDI SCR também teve resultados bastante baixos, com um valor de 14 mg/km, seguido pelo Audi A8 50 TDI. O Honda Civic 1.6 i-DTEC foi, por oposição, o automóvel ensaiado com número mais elevado de partículas de NOx, com 101, ainda assim bastante abaixo do valor de tolerância de 168 mg/km estabelecido pela Comissão Europeia.

Recorde-se que os veículos com norma Euro 6 têm um limite de emissões de NOx de 80 mg/km, mas para poderem ter um tempo de transição, os veículos Euro 6 e Euro 6d-TEMP têm um valor de tolerância – que tem em conta eventuais discrepâncias nos métodos de análise da RDE – de 2.1, o que permite aos modelos com motor Diesel matriculados a partir de setembro de 2019 emitirem um valor de 168 mg/km e a partir de janeiro de 2020 o valor de tolerância baixará para 1.43, ou seja, apenas cerca de uma vez e meia mais do que o limite de 80 mg/km (será de 114 até atingirem os 80 posteriormente). Nos veículos a gasolina, o limite é de 60 mg/km nos ensaios de estrada (havendo tolerância até 126 mg/km).

Nestes, também são apresentados resultados bastante positivos, mesmo que não exista nenhum com emissões zero de NOx. O destaque vai para o Suzuki Ignis 1.2, com 3 mg/km, seguido de perto pelo Hyundai i20 1.0 T-GDi, Suzuki Swift 1.2 AWD e Volkswagen 1.5 TSI BlueMotion DSG, todos eles com 4 mg/km emitidos. O mais elevado é o Renault Mégane 1.3 TCe de 140 CV, com 15 mg/km, ainda assim longe do limite de 60 mg/km de NOx.

A conclusão desta análise indica, então, que todos os modelos Diesel ensaiados, num total de 13, cumprem as mais restritivas normas antipoluição já em preparação,

https://www.motor24.pt/motores/ecologia/estudo-adac-motores-diesel-mais-recentes-quase-nao-emitem-nox/
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Fevereiro 26, 2019, 18:16:02, 18:16
Responder #1

2low

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5464
  • Marca Motociclo: Royal Enfield
  • Modelo Motociclo: Guerilla 450
  • Localidade: Almada
Por curiosidade fui pesquisar sobre as emissões da minha velhinha carrinha… NOx...  :napodeser: :pcbloqueado: :toma: :oops:

http://www.emissionsfinder.com/
(infelizmente não tem sobre motos…)

Também por curiosidade e como exemplo um veiculo ao calhas…
Mercedes Benz, classe C, 220d (2009) - a diferença entre ser carro sem filtro partículas e/ou carrinha com filtro partículas
(Será que o filtro realmente serve para alguma coisa se não dar dinheiro à marca com reparações caras, sem nenhuma vantagem para o meio ambiente? dieselgate versão 2, querem ver?! )
http://www.emissionsfinder.com/mercedes-benz-c-class-204-estate-model-year-2009-c-220-cdi-no-dpf-225-245-255-tyres-at-rear-22cc
http://www.emissionsfinder.com/mercedes-benz-c-class-204-saloon-model-year-2009-c-220-cdi-with-dpf-225-245-255-tyres-at-rear-22cc

Pesquisando mais um pouco… as motos vão ter de cumprir Euro5 até 2020, após isso… Euro6...
https://www.transportpolicy.net/standard/eu-motorcycles-emissions/

A única coisa que encontrei sobre a minha moto é uma tabela que indica as normas obrigatórias entre 2006 e 2007 (Euro3), que deverá cumprir para ter sido matriculada e comercializada...
Euro 3 (2 rodas)
2006.01.01
2.00 CO (g/km)
0.30 HC (g/km)
0.15 NOx (g/km)

Com estes valores venham de lá os anti-motociclistas das 4 rodas e com aquela bela cara frustrada e irritada de as ver passar ao lado enquanto ficam cada vez mais irritados no transito ali parados a debitar mais poluição por cada minuto parado na fila de transito, quando se fossem mais amigos do ambiente, deixavam de lado essa irritação contras as motos e motociclistas e também eles comprariam uma moto !
E estes valores são apenas da norma Euro3... Se há coisa que eu vejo é mais veículos pesados e motociclos cada vez mais amigos do ambiente e os carros típicos das 4 rodas com grande progresso pela frente, até à alteração definitiva de todo o parque automóvel pelos tais veículos eléctricos, hidrogénio, híbridos, etc...
« Última modificação: Fevereiro 26, 2019, 18:35:31, 18:35 por 2low »

Fevereiro 26, 2019, 18:27:55, 18:27
Responder #2

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
E partículas? (aerossóis orgânicos secundários (AOS), partículas nocivas à saúde humana).

Obrigação de uso de AdBlue.
Motores bem mais caros, que financeiramente deixam de ser viáveis em pequenas cilindradas.
Manutenção caríssima ao longo dos anos, que grande parte dos utilizadores vai tentar continuar a contornar eliminando os dispositivos de origem.

São os últimos suspiros do Diesel.



Fevereiro 26, 2019, 18:44:08, 18:44
Responder #3

2low

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5464
  • Marca Motociclo: Royal Enfield
  • Modelo Motociclo: Guerilla 450
  • Localidade: Almada
E partículas? (aerossóis orgânicos secundários (AOS), partículas nocivas à saúde humana).

Obrigação de uso de AdBlue.
Motores bem mais caros, que financeiramente deixam de ser viáveis em pequenas cilindradas.
Manutenção caríssima ao longo dos anos, que grande parte dos utilizadores vai tentar continuar a contornar eliminando os dispositivos de origem.

São os últimos suspiros do Diesel.




Isto é uma caça às bruxas (os tais das palas enfiadas contra o diesel como se fosse o responsável por todo o mal da humanidade) e já tem vindo a publico vários documentários e publicações a contrariar esses textos cheios de odio contra o Diesel.
Aliás, venham daí os engenheiros mecânicos (de profissão) debater esse assunto… não sendo engenheiro não quero estar aqui a introduzir dados errados mas como tenho de ouvir um engenheiro de profissão sempre que estou com ele (meu pai)… resta-me acreditar!

Mas o Diesel é tão mau como a Gasolina!


Fevereiro 26, 2019, 19:17:14, 19:17
Responder #4

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Eh lá, tanta defensiva; caça ás bruxas (os tais das palas enfiadas contra o diesel como se fosse o responsável por todo o mal da humanidade), ódio, tão mau como a gasolina… já me transcende, não consigo (quero) acompanhar. Era só uma pergunta com algumas considerações. Gasolina, Diesel, GNV, GNL, GNG, GPL, Elétrico, Híbrido, Fuel cell, a pedais, desde que haja progresso com o mínimo possível de inconvenientes como na imagem, por exemplo…

Fevereiro 26, 2019, 19:50:53, 19:50
Responder #5

2low

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5464
  • Marca Motociclo: Royal Enfield
  • Modelo Motociclo: Guerilla 450
  • Localidade: Almada
Eh lá, tanta defensiva; caça ás bruxas (os tais das palas enfiadas contra o diesel como se fosse o responsável por todo o mal da humanidade), ódio, tão mau como a gasolina… já me transcende, não consigo (quero) acompanhar. Era só uma pergunta com algumas considerações. Gasolina, Diesel, GNV, GNL, GNG, GPL, Elétrico, Híbrido, Fuel cell, a pedais, desde que haja progresso com o mínimo possível de inconvenientes como na imagem, por exemplo…

Nada contra ti e nada contra o que disseste.
(vim aqui de propósito para esclarecer isto)
 :convivio:

Há que admitir que há umas virgens ofendidas e que tomaram o diesel como o maior Belzebu da humanidade.
(suspeito que algum lobby que não recebeu a sua dizima...)

Como dizes, venha daí o desenvolvimento tecnológico para termos cada vez ar mais puro...
(a andar de moto é que dá para se ter noção... chega-se a casa a cheirar a gases de escape...

« Última modificação: Fevereiro 26, 2019, 19:54:05, 19:54 por 2low »

Fevereiro 26, 2019, 21:02:41, 21:02
Responder #6

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386

De facto o planeta ficaria muito mais limpo se voltassemos ao sedentarismo, isto é, durante a vida não saíssemos de um raio de 20 km da aldeia.
Ainda há aldeões que nunca viram o mar.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Fevereiro 26, 2019, 21:43:01, 21:43
Responder #7

2low

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5464
  • Marca Motociclo: Royal Enfield
  • Modelo Motociclo: Guerilla 450
  • Localidade: Almada

De facto o planeta ficaria muito mais limpo se voltassemos ao sedentarismo, isto é, durante a vida não saíssemos de um raio de 20 km da aldeia.
Ainda há aldeões que nunca viram o mar.

São 519km de puro sedentarismo e liberto de veículos e quase sempre sem poluição no ar… e passa-se por muitas aldeias…
 :tornarseanjinho: 8)
https://www.vortexmag.net/de-lisboa-a-santiago-de-compostela-guia-completo-para-o-caminho-de-santiago/

Só tive oportunidade de fazer o meu primeiro troço, entre Braga e Ponte de Lima - 36km -  que fiz num dia, desde as 5:30 até às 16:20...
Sem duvida que quem se aventura nisto, ganha uma experiencia que quererá repetir…
Se houver por ai alguém que esteja interessado… "CPmoto a pé até santiago" - seria engraçado!
Isto é que é "deslocar-se e ser mais amigo do ambiente"  :lolol: 8)


Fevereiro 26, 2019, 22:36:11, 22:36
Responder #8

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006


Sim, porque o facto de ser das cidades mais industrializadas do Brasil alimentada por algumas das maiores termoeléctricas que queimam carvão e petróleo da América do Sul é algo completamente irrelevante neste cenário...
 :D

E apenas 1/3 do que produz a 8ª maior economia mundial. Portanto o melhor é não falar muito disso.
Vamos todos fingir que todo o mundo tem por base as renováveis e responsabilizar os do costume.
 :D

Fevereiro 26, 2019, 22:52:15, 22:52
Responder #9

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Reconheço que tem havido uma diabolização do Diesel e em grande parte, deve-se ás manobras que algumas marcas efetuaram durante anos. Do ponto de vista do consumidor temos de reconhecer todos, que as próprias marcas cometeram suicídio com este comportamento.

Por outro lado os primeiros problemas com emissões poluentes foram precisamente com as partículas e aliás, á época, ainda antes do boom generalizado com a preocupação acerca do aquecimento global, onde a consciência despertou para os malefícios do diesel foi nos meios citadinos, ou seja, com a poluição verificada localmente.
Ironicamente os motores Otto foram passando quase todos á injeção direta e… começaram também a emitir partículas e a necessitar de filtros, catalisadores mais sofisticados etc. o que apesar de ser, por enquanto mais fácil de equacionar, não deixa de ser também uma forma de encarecer os veículos.

Creio é que apesar dos progressos tecnológicos nos motores a combustão, Diesel, Otto, Atkinson e outros, serão os Diesel dos veículos de turismo a deixar mais espaço para as novas tecnologias:
-Por vontade política através de carga fiscal e limites de circulação em grandes aglomerações.
-Porque o gasóleo de facto vai ficar cada vez mais caro (custo net sem impostos) com menor disponibilidade de petróleos próprios á sua obtenção. Os Estados Unidos voltaram ao pódio dos produtores, mas todo o seu petróleo não é utilizável para gasóleo e a Venezuela está como sabemos. Há alguns países, poucos, onde o gasóleo já há muitos anos é mais caro que a gasolina e a diferença têm vindo a aumentar.
-Porque vão ficar cada vez mais caros na compra devido á complexidade tecnológica necessária para cumprir as normas ambientais previstas (todos os poluentes incluindo as partículas) e ao custo de manutenção dos sistemas antipoluição durante a vida útil.
-Talvez também devido aos progressos do Otto, mais baratos de construir e com a tendência recente de downsizing turbinado, obtém binários e potencias interessantes com baixas cilindradas.

Entretanto até podem aparecer alguns estudos, e prefiro aguardar pelo contraditório antes de retirar conclusões, porque imagino bem que todas estas evoluções que estão a acontecer mexem com poderosas indústrias, com mais poder que muitos estados, e que em alguns casos conseguem respeitados e conceituados estudos, á medida.
A mim como cidadão e consumidor, interessa-me sobretudo algo financeiramente aceitável e honesto, no ponto de vista ambiental e, que me deixe liberdade de escolha dentro de parâmetros lógicos e racionais.

E sim, de facto os transportes terrestres são uma pequena parte da poluição global, teríamos de falar por exemplo da Alemanha que produz hoje ainda grande parte da energia com carvão, como outros países da Europa e do mundo, de Sines, dos milhares de navios que queimam óleos altamente poluentes como combustível poluindo cada um tanto como uma pequena cidade, de milhões de produtos eletrónicos que compramos já programados para durarem x tempo ou x utilizações quando poderiam durar n vezes mais ou que são completamente irreparáveis propositadamente, e muitos outros exemplos, mas onde a poluição dos transportes faz moça é que é uma poluição localizada onde precisamente vive cada vez a maior parte da população mundial, que são as cidades, que entra pela nossa casa a dentro diretamente, e aqui o Diesel ganhou relevância agravada com as asneiras sobretudo das maraca alemãs.

Fevereiro 26, 2019, 23:46:57, 23:46
Responder #10

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006
Existe uma maioria viabilidade na produção de biodiesel "barato" do que etanol.
O que é um ponto a favor dos motores a combustão mas uma pedra sapato para quem tem interesse no eléctrico e se depara ainda com o custo por kw.

Os EUA não tem grande interesse em produzir diesel, até priviligiam outros derivados cuja produção é muito idêntica.
Nomeadamente o "jet fuel". Não podemos ignorar a dimensão da rede doméstica de transportes aéreos que eles têm com voos baratos e melhores condições que as dos voos de longo curso.

E o "normal" é o diesel ser mais caro que a gasolina.
Até pelo simples facto da produção ser mais dispendiosa. Os países cuja gasolina é fiscalmente prejudicada em detrimento do diesel são habitualmente os cujas plataformas de logística dependem de transportes por via terrestre e esse custo afecta directamente os preços dos bens de consumo.

O exemplo da Alemanha é muito interessante.
Porque é dos países que assistiu a maiores investimentos nas renováveis tal como foram pioneiros no negócio da microprodução.
Mas parece que não conseguem se livrar do carvão.
E uma das razões apontadas é que as mudanças de alguns hábitos têm implicado aumentos de consumo da rede.
E essa energia tem de ser produzida em algum lado.

Tenho alguma curiosidade em saber quantas toneladas de poluição a fisigen, central do carregado (que há uns 10 anos dizem que vai encerrar) e a do Ribatejo produzem diariamente.

Fevereiro 27, 2019, 12:02:27, 12:02
Responder #11

JViegas

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4723
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
Tenho alguma curiosidade em saber quantas toneladas de poluição a fisigen, central do carregado (que há uns 10 anos dizem que vai encerrar) e a do Ribatejo produzem diariamente.

A Agência Portuguesa do Ambiente tem dois links que poderão ajudar a ter uma ideia da qualidade do ar numa determinada zona:
https://qualar.apambiente.pt/qualar/index.php?page=7
(navegar pelos links)

Um deles é este: http://www.prevqualar.org/homepage.action

(tive que me socorrer de uma informação destes sites à pouco tempo e ainda tinha para aqui nos meus favoritos)

Fevereiro 27, 2019, 12:14:25, 12:14
Responder #12

TMXR

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4156
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Ducati
  • Modelo Motociclo: MTS 1260S
  • Localidade: Lisboa


Sim, porque o facto de ser das cidades mais industrializadas do Brasil alimentada por algumas das maiores termoeléctricas que queimam carvão e petróleo da América do Sul é algo completamente irrelevante neste cenário...
 :D

E apenas 1/3 do que produz a 8ª maior economia mundial. Portanto o melhor é não falar muito disso.
Vamos todos fingir que todo o mundo tem por base as renováveis e responsabilizar os do costume.
 :D


Na mouche...
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Fevereiro 27, 2019, 12:42:40, 12:42
Responder #13

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006
Isso são valores bastante "genéricos"...
A minha curiosidade é ao nivel do que emitem as grandes chaminés que por aí andam.

Por exemplo, a Valorsul (que também ela produz energia eléctrica com a incineração dos resíduos sólidos urbanos) tem à porta um placard electrónico com a monitorização das emissões.
As cimenteiras penso que por lei também são obrigadas a fazer.
Mas não deve faltar fontes bastante poluentes que não são sequer contabilizadas.


Fevereiro 27, 2019, 12:47:21, 12:47
Responder #14

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Não me vou alongar muito, mas, e como referi no meu post anterior, devemos e temos de distinguir duas vertentes da poluição atmosférica relativa aos transportes mais concretamente, se é desta que estamos a falar e no contexto do assunto deste tópico.


1-Poluição geral da atmosfera, provocada em grandes centrais arcaicas e indústrias, cuja poluição é enorme, mas cuja concentração é dissipada pelo vento por centenas, milhares de km, para camadas superiores e na maior parte das vezes relativamente distante dos grandes centros urbanos em locais de baixa densidade populacional, com ou sem implicação no aquecimento global, visto que há muitos descrentes. paradoxalmente no caso das centrais de produção elétrica com recurso a fosseis o grosso da poluição é distante do local onde a produção vai maioritariamente ser consumida e onde a densidade populacional é enorme ficando parcialmente imune.


2-O que eu creio que é o assunto do tópico e que diz respeito aos transportes não estando em causa a "quantidade de poluição," mas sim a concentração em área geográfica limitada e de densidade populacional elevada com custos ambientais, evidentemente, mas sobretudo com custos humanos diretos cujo contato é imediato num raio de zero a algumas centenas de metros. Este tipo de poluição antes de contribuir para a subida do nível dos mares ou das chuvas ácidas e outras tretas em que muitos não acreditam já está a aumentar as listas de espera das consultas de pneumologia, a encurtar a vida a muita gente ou a aumentar o déficit dos sistemas de saúde ou prémios de seguro de saúde.  Por estas razões e outras, os transportes merecem ao longo das últimas décadas, mesmo antes do aquecimento global ter saído das universidades, especial atenção visto estar provado que em termos de saúde humana tem sido uma razia. Consome-se a poluição junto ao local de produção e no caso das partículas 24h/dia, na rua ou em casa.

Hoje mesmo, Espanha e França estão em alerta vermelho nos centros urbanos, muita poluição de transportes, não mais que o habitual, mas… não há vento e as temperaturas subiram um bocadinho… neste aspeto, viva Portugal, dá-lhe valor quem já viveu em algumas cidades Europeias a muitas centenas de km do mar.
« Última modificação: Fevereiro 27, 2019, 12:50:14, 12:50 por Lourenço »

Fevereiro 27, 2019, 13:12:28, 13:12
Responder #15

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18513
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Pneumologistas alemães garantem que o fumo do gasóleo não é nocivo para a saúde

https://observador.pt/2019/01/29/especialistas-alemaes-garantem-que-fumo-do-gasoleo-nao-e-nocivo-para-a-saude/

O que é que me ressaltou de imediato desta notícia??

Bem...ao ler que o ex-presidente da Sociedade de Pneumologia Alemã, Dieter Köhler, contrariou a própria posição atual da organização onde estava, deixa assim "no ar" uma suspeição de que por ali não sabem muito bem do que estão a falar ou (pior ainda), estão a afirmar algo que contradiz claramente a posição e estudos antes feitos...quiçá a reboque de algum acordo de gentlemans a bem da economia Alemã.

Mas isto não é inédito.  :)
O que não faltam são estudos que em determinada altura recomendam uma coisa e depois acabam por vir dizer outra completamente diferente!!
Quem não se lembra do consumo de margarina que era recomendável face à manteiga, por causa dos badalados benefícios para proteger o coração, baixar taxas do mal falado colesterol e outras benesses?? Pois agora outros estudos sugerem, entre outras coisas, que contém ácido butílico (denominação devido a sua cadeia composta por 4 moléculas de Carbono), que está a ser associado a cancro do intestino.

Enfim...há estudos e estudos.

Aquilo que eu sei é que se estiver parado num semáforo atrás de um carro com fabrico de há uns 8 anos (seja ele a gasolina ou gasóleo), aquilo que emite pelo escape incomoda-me bastante as vias respiratórias. Mas mesmo muito.
E se falar dos autocarros...  :???:

Agora virem pneumologistas afirmar que não é nocivo... Ok!
Metam-lhes uma máscara e uma botija a respirar esses fumos e depois refaçam o estudo... Gostava de ler as conclusões sobre não ser "nocivo". :zangadoregras:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Fevereiro 27, 2019, 13:32:04, 13:32
Responder #16

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006
Não me vou alongar muito, mas, ...

Conclusão:
Mega chaminés que na sua maioria bombam 24/7/365 emitem toneladas que são dissipadas pelo vento para centenas a milhares de km!
Mas milhares de escapes em movimento ao longo do dia com períodos acentuados nas manhãs e finais da tarde emitem toneladas que ficam concentradas nos centros urbanos.

Fevereiro 27, 2019, 16:01:12, 16:01
Responder #17

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Não me vou alongar muito, mas, ...

Conclusão:
Mega chaminés que na sua maioria bombam 24/7/365 emitem toneladas que são dissipadas pelo vento para centenas a milhares de km!
Mas milhares de escapes em movimento ao longo do dia com períodos acentuados nas manhãs e finais da tarde emitem toneladas que ficam concentradas nos centros urbanos.

Não creio que "ficam concentradas nos centros urbanos". As partículas, em parte ficam, nos edifícios, coladas ás fachadas a ponto de lhes alterarem a cor, no interior dos mesmos, nos pulmões dos seres vivos, nas árvores enquanto não chove (é nesse sentido que as árvores citadinas tambem funcionam como filtro) etc.; as demais assim como os outros poluentes acabam por se juntar á restante poluição na atmosfera depois de uma produção e permanência em meio urbano.

Quanto á partículas o que algumas cidades fazem, em Lisboa também, é passar com as lavadoras, nos dias de maior pico de concentração tentando lavar as que estão no alcatrão e passeios, Avenida da Liberdade e outras, evitando que parte delas voltem a estar em suspensão e penalizações ambientais pelos organismos europeus.

Lembrei-me agora de um estudo em que colaborei há uns anos. verificou-se que frequentemente, nos meses de nortada, que existiam determinadas zonas da margem Sul, com poucas fontes poluidoras que o justificassem, registavam picos de poluição extraordinários de alguns agentes e a conclusão é que devido a morfologia, correntes térmicas ascendentes e descendentes, direção e velocidade do vento, grande parte da poluição gerada em Lisboa acabava por ser ventilada de forma "eficaz" em direção imediata da margem Sul onde era precipitada.

Fevereiro 27, 2019, 17:28:21, 17:28
Responder #18

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006
Olha que a margem sul não é propriamente uma zona muito... asséptica!
Sempre que passo a 25 de Abril e chegando ali a Corroios sente-se logo um cheirinho que parece lixo queimado...(Amarsul?)
Tal como é normal já a caminho de Setubal se levar com cheiro da Portucel.
Pela Vasco da Gama, é comum um belo cheirinho a gado. E depois há brindes estrategicamente colocados como o aterro sanitário do Seixal..
E toda costa desde o Barreiro a Almada já nem sequer está industrializada como foi no passado...

Claro que isto é irrelevante e certamente inofensivo quando comparado com o que libertam os nosso poluídores veículos a combustão!  :D

Fevereiro 27, 2019, 17:42:23, 17:42
Responder #19

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386


Olha que a margem sul não é propriamente uma zona muito... asséptica!


Não posso concordar com este ataque aos senhores que dirigem o nosso país.
Se um ministro, alto dignatário da nação, diz que a margem sul é um deserto é porque é um deserto.(dixit)
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Fevereiro 27, 2019, 18:58:42, 18:58
Responder #20

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
A margem Sul não é um deserto nem com milhares de "jamais" ou jamé, para mim, pessoalmente é o início do oásis.  :nice:

Já esteve pior em termos de poluição do ar, nomeadamente industrial e ainda tem alguns pontos negros, Paio Pires e outros, mas que leva com bastante poluição produzida a Norte isso leva, aliás por vezes a deslocação do smog é bem visível ao fim da manhã sobre Lisboa e á tarde do outro lado, confirmado pelas estações de medida.

Fevereiro 27, 2019, 20:00:34, 20:00
Responder #21

pjmartinho

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 1644
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    texto
  • Marca Motociclo: Yamaha
  • Modelo Motociclo: FJR1300
  • Localidade: Na praia
A margem Sul não é um deserto nem com milhares de "jamais" ou jamé, para mim, pessoalmente é o início do oásis.  :nice:

Já esteve pior em termos de poluição do ar, nomeadamente industrial e ainda tem alguns pontos negros, Paio Pires e outros, mas que leva com bastante poluição produzida a Norte isso leva, aliás por vezes a deslocação do smog é bem visível ao fim da manhã sobre Lisboa e á tarde do outro lado, confirmado pelas estações de medida.

Não é tanto assim, posso garantir porque vivendo em Santana (Sesimbra) tenho uma vista privilegiada sobre a totalidade da cidade de Lisboa e, posso garantir, que nos dias em que há de facto uma nuvem de poluição sobre Lisboa (nas horas de ponta) a mesma é levada para cima do Atlântico.

A parte sublinhada no parágrafo anterior é propositada pois nem sempre se nota essa nuvem de poluição em cima de Lisboa de forma acentuada (deverá ter a haver com condições climatéricas). Um destes dias, em que acorde bem cedinho, posso fazer um video em time-lapse sobre a poluição em Lisboa (vista à distância) que, quando se nota, nota-se entre as 8:00 e as 10:00 e entre as 17:00 e as 19:00... no intervalo entre estas 2 horas "the sky is blue".

Na área metropolitana de Lisboa vivem cerca de 2 milhões de pessoas... na área metropolitana de Madrid vivem pouco mais de 4 milhões, sendo que a área metropolitana de Madrid não é 4 vezes maior do que Lisboa e a nuvem de poluição lá é um bocadinho pior do que em Lisboa. Quando se vai para cidades onde vive mais gente do que em Portugal inteiro então a coisa é bem pior, e é de onde vêm a maior parte das imagens do smog.

Deixo 3 imagens de poluição em 3 cidades distintas...

Em Los Angeles


Em Luanda


Em Joanesburgo


Qual a relação entre estas cidades??? Em qualquer uma delas há mais população concentrada do que em Portugal inteiro... em qualquer uma delas a maioria dos carros que circulam na estradas são carros a gasolina com motores V6 e V8 de alta cilindrada, e entenda-se por alta cilindrada é tudo o que seja acima de 3500cc (só em Portugal, e noutros países pobres, é que um carro com 2000cc é considerado carro de alta cilindrada).

A conclusão que se tira disto é que quando há muita gente junta, dá m€rd@  :)

Fevereiro 27, 2019, 21:54:40, 21:54
Responder #22

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Pelo que fui percebendo ao longo do tempo e baseado em algumas noções teóricas, existindo cidades onde a poluição é  percetível, neste caso visivelmente através do efeito smog ou sentida pelas dificuldades respiratórias que podem ser alérgicas e pelos odores, a situação piora com ausência de vento, aumento de temperatura do ar, inversão térmica (camada de ar mais frio bloqueada até 300/600 m de altitude) e nuvens relativamente altas que mesmo deixando passar os raios solares podem fazer “estufa”, e muito com a morfologia da cidade e arredores.

Há cidades que ficam em vales sem comunicação direta com grandes rios ou mar e alem de ficarem cercadas por pontos mais altos não beneficiam de frequentes correntes de ar ascendentes térmicas ou de diferencial de temperatura por exemplo em relação ao mar, sendo menos ventiladas naturalmente. Estas cidades são normalmente aquelas que registam extremos de temperatura, como Madrid por exemplo.

Eu já tive de permanecer em algumas cidades, Paris por exemplo, durante vários meses ou mais e senti a diferença para pior em relação ao comum das cidades Portuguesas e as medidas confirmam.
É subjetivo, em termos de ressentido mas mesmo sem poluição visível para os colegas que chegavam a determinadas cidades onde eu já estava era comum sofrerem as mesmas dificuldades que eu tinha sentido no inicio, um pouco como quem vive numa vila do interior e de repente vem passar um dia na Av. da Liberdade nos piores dias e fica admirado de ao utilizar um lenço de papel verificar que fica negro e por vezes se queixa mesmo de dores de cabeça. (Para ficar imunizado a esta questão nada como passar a circular de mota na hora de ponta e acabam-se as mariquices).

O smog depois de formado, em período horário sem vento, vai permanecer até reaparecer alguma brisa ou vento e é transportado na direção do vento (ao fim da tarde em toda a zona litoral centro é comum soprar de Norte nos dias mais quentes)  a não ser que haja uma inversão térmica que no litoral acontece com frequência e aí dispersa direto para a atmosfera, sendo que as PM de maior dimensão vão acabar por tombar mais rápido a menor distancia assim que o smog se desfaz e deixa de existir sustentação por fracturação térmica ou inconsistência dispersiva.
Até aqui estamos a falar de poluição muito localizada normalmente em grandes aglomerações normalmente produzida onde faz efeito nefasto e imediato tanto mais que é continuo para a população residente, para depois dispersar.

De seguida nada impede que esta poluição vá viajar milhares de quilómetros e por exemplo no fim da primavera junho/julho venha um corrente de vento em média altitude com partículas do Saara, apanhe a poluição de Sines, dê boleia á de Lisboa e do Pego e a vá entregar aos Galegos ou aos ursos polares assim como os islandeses inundaram a Europa central e mesmo África com as cinzas dos seu vulcões ou os japoneses ofereceram aos canadianos e americanos a radioatividade de Fukushima e os russos com Chernobyl regaram toda a europa de este a oeste e norte a sul, e coisas destas, menos graves, pelo menos que se saiba e que nos deixam saber, estão a acontecer todos os dias em todo o mundo.

Existem satélites que ao nível intra e intercontinental mapeiam constantemente os ventos de baixa/média e alta altitude conseguindo detetar a origem e até por antecedência com algoritmos, o percurso e deposição eventual de determinada poluição, constantes como das grandes industria ou aglomerações e ocasionais de fogos, cinzas de vulcões, desastres químicos, tempestades de areia, nuvens radioativas e simples poluição “banal” que por vezes tem origem na Ásia e pode ir “escurecer” os icebergs da Gronelândia ou constipar os pinguins lá mais para sul mas cujas consequencias parece que se estão a juntar para nos tramar.
« Última modificação: Fevereiro 27, 2019, 22:07:44, 22:07 por Lourenço »

Fevereiro 27, 2019, 23:34:59, 23:34
Responder #23

pjmartinho

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 1644
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    texto
  • Marca Motociclo: Yamaha
  • Modelo Motociclo: FJR1300
  • Localidade: Na praia
De forma resumida... se queremos um mundo sem poluição temos de voltar à idade da pedra e andamos todos a pé  :)

A industria polui... mas precisamos dela para poder comprar motas, carros, telemóveis, computadores, televisões, etc pois sem a industria não existem nada dessas coisas.

Os automóveis/motas poluem... mas precisamos deles para nos deslocarmos... também podemos andar de bicicleta, mas isso pressupõe a existência de industria para as fazer.

Portanto, podemos dizer que a poluição é o custo da modernidade, ou um subproduto da mesma.

Fevereiro 27, 2019, 23:39:59, 23:39
Responder #24

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5006
A parte sublinhada no parágrafo anterior é propositada pois nem sempre se nota essa nuvem de poluição em cima de Lisboa de forma acentuada (deverá ter a haver com condições climatéricas).

Verdade.
Até porque as zonas de maior poluição não estão na cidade propriamente dita mas a montante ao longo do Tejo.
De sul isto não é muito fácil de ver. A não ser prai da Arrábida ou Palmela.
Mas quem vem de norte pela A8 e começa a descer no sentido Loures é bastante fácil de se observar.

... a situação piora com ausência de vento, aumento de temperatura do ar, inversão térmica (camada de ar mais frio bloqueada até 300/600 m de altitude) e nuvens relativamente altas que mesmo deixando passar os raios solares podem fazer “estufa”, e muito com a morfologia da cidade e arredores.

Ascendente térmica forma-se sempre que existe diferencial de temperatura.
Ou seja, enquanto determinada massa de ar tiver maior temperatura que o ar envolvente.. ela sobe!
Esse fenómeno de inversão ocorre quando existe uma camada de ar superior mais quente, reduzido e eliminando este diferencial e portanto impedindo de subir mais.

A influencia das nuvens costuma estar relacionada com a capacidade de aquecer o solo.
Mais nuvens, mais sombra. Menos o solo aquece. Menor o potencial para se formar ascendentes térmicas.

Há cidades que ficam em vales sem comunicação direta com grandes rios ou mar e alem de ficarem cercadas por pontos mais altos não beneficiam de frequentes correntes de ar ascendentes térmicas ou de diferencial de temperatura por exemplo em relação ao mar, sendo menos ventiladas naturalmente. Estas cidades são normalmente aquelas que registam extremos de temperatura, como Madrid por exemplo.

A ascendente térmica ocorre sempre que existe diferencial de temperatura.
E diferencial de temperatura é algo tão simples quanto uma massa de ar estar mais quente que o ar envolvente.
Por exemplo:
Um terreno lavrado ou uma encosta rochosa é mais propícia a aquecer comparativamente a uma zona de mato ou floresta envolvente.
Essas zonas de contraste são portanto propícias à formação dessas ascendentes independentemente de haver rios ou mar perto.

Quando observamos aves a voar em círculos... elas estão a aproveitar estas ascendentes para subir.
Quando observamos as andorinhas em bando a fazer altas acrobacias... elas estão a alimentar-se dos pequenos insectos que são arrastados nessas ascendentes.

Estas ascendentes arrastam (quando existe) humidade que forma pequenas nuvens.
E arrastam poeira que corresponde habitualmente à maior parte da suspensão.
Desconheço como funciona com a poluição, mas deduzo que funcione da mesma forma que as poeiras.
O que trás tudo isto de volta ao chão é a chuva.
Mas basta o tempo seco para que voltem a continuar a viajar por aí.

Madrid está mesmo no centro da península Ibérica, o que é propício a formação de centros de baixas pressões.
Estamos a falar duma "bolha" que no verão consegue estancar o vento meteorológico do litoral comprimindo-o e acelerando-o provocando as tais nortadas!

Já agora...
Isto é uma foto de 2016 em Linhares da Beira quando houve enorme vaga de incêndios na zona de Viseu.
Consegue-se ver toda a massa de ar arrastando o fumo até bater no tecto onde já não consegue subir mais.  :(

« Última modificação: Fevereiro 27, 2019, 23:41:46, 23:41 por dfelix »

Fevereiro 28, 2019, 15:55:53, 15:55
Responder #25

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Hoje á noite na SIC durante o jornal das 20:00 (os serviços de notícias agora mais parecem telenovelas e longas-metragens), vão passar uma reportagem sobre o sismo de 1969, de que me recordo bem, por muito maus motivos.

Se os sismos são fenómenos da natureza para os quais a humanidade não contribui (há exceções comprovadas, pela fracturação de xisto e ensaios "explosivos"), no que respeita á amplificação das suas consequências, pode ser outra questão.
Por exemplo a subida acelerada do nível do mar que no caso de Lisboa e Sul, extremamente sujeitos a um tsunami, verá os efeitos agravarem-se relativamente ao de 1755.

Talvez compreendamos melhor porque alguns Polis, a Costa da Caparica, a zona a sul de Troia etc., são zonas que parecendo autênticas pérolas, estão quase "ao abandono" de grandes investimentos, não deve existir caso semelhante na Europa.

Há neste momento mais um rebuçado com 1 700 km2, 17 x a área da cidade de Lisboa, a soltar-se na Antártida.