Por acaso achei que o artigo observava a segurança que o capacete proporciona por outro ponto de vista diferente da marretada na cabeça. Também penso que os testes SHARP não contemplam a actuação dos paramédicos e meios rápidos de assistência ao sinistrado.Nao estou a par de todos os testes demonstrativos de segurança mas concordei com o apresentado pelo autor que desconheço quem seja.
Eu penso desta formaSe um capacete modular dos bons fica destruído dificultando ou impossibilitando a abertura então meus amigos esqueçam e mandem vir o Padre porque a mioleira já não se aproveita. De nada serve um bom capacete se não tivermos a cabeça rija ou as cervicais no sítio.Confiarmos nos teste é uma utopia
O tema aqui em discussão e porque tenho lido vários pontos pertinentes em torno dos capacetes Jet e dos modulares, tem neste outro tópico igualmente uma boa leitura de opiniões.Pelo menos ajudará a perceber-se (adicionalmente) outra faceta da segurança e que nem sempre é tida em conta.LINK Directo...
E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.
Só pra dar os meus two cents enquanto Bombeira e desenterrar o tópico:Utilizamos a própria estrutural integral do capacete para suportar a cervical e permitir retirar o capacete sem mexer a cabeça. Não percebo grande coisa de protecção de um vs os outros, aprendi a olhar para a SHARP e decidir por aí. Mas fica a dica que o tempo de retirar um capacete integral, com a técnica correcta, por parte dos "paramédicos" vai de entre 10 segundos a 1 minuto e meio, dependendo do treino dos operacionais e do quão justo o modelo está.Se for um modelo que esteja deformado devido às partes móveis, o que me parece mais provável num modular, a cabeça vai mais mexer mais e vamos demorar mais. E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.Se a pessoa estiver a sufocar ou em paragem cardiorrespiratória, temos também de tirar o capacete anyway, pelo posicionamento da via aérea, simplesmente abrir a parte frontal não nos serve de absolutamente de nada em termos de socorro.
As custas da resposta acima tentei retirar o modular da cabeça sem o abrir.E a conclusão é que.... só espero nunca ter um acidente com ele!
No meu Caberg tiro-o ou coloco-o facilmente sem o abrir (também é o tamanho L) . É mais frequente tirá-lo fechado porque me esqueço que tenho o modular e penso que estou com o compacto Mas parece que estamos aqui a ligar a segurança de um capacete com a forma como se tira. Não é despiciendo, mas prefiro ver a segurança do capacete na óptica do embate
Citação de: s.imperial em Outubro 07, 2019, 00:03:05, 00:03E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.Então o modular é retirado como se fosse um integral?É que habitualmente os modulares fechados envolvem mais a cabeça.. tornando-os mais difíceis de retirar dessa forma.
O problema é mesmo o movimento lateral (não do capacete abrir para os lados - que é o mesmo que fazemos ao usar as precintas e os dedos por baixo - mas de haver claramente nesse vídeo uma deslocação da cervical no plano coronal)... que é considerado como mais negativo (vs a flexão e extensão controladas) e extremamente perigoso. Também temos empresas a operar ao nível internacional (cursos B, I e ATLS - certificados em tudo o mundo) e não ensinam essa técnica. /whoknowsE melhor cuidado é... relativo. As novas guidelines dizem que não devemos imobilizar totalmente todas as vítimas de acidente/trauma, que devemos avaliar um conjunto de parâmetros antes de colocar a pessoa no plano rígido, pois o plano é mais responsável por lesões do que dizer à pessoa "vou pedir-lhe que se mantenha muito quieto". Inclusivamente já organizei um seminário sobre isto e já por 3x ouvi um dos maiores peritos de trauma em Portugal a apresentar esses parâmetros e as razões pelo qual acontece.Ainda assim, se eu levar uma vítima de acidente sem estar imobilizada para o hospital... recebo 3 processos disciplinares e uma acusação por negligência ainda antes de entrar na triagem, embora esteja a providenciar o melhor cuidado de acordo com as guidelines mundiais.
Perdoa-me o off topic.Em tempos lancei num outro fórum (não sei se o falei por aqui já) em realizar uma pequena formação para membros sobre cuidados básicos em caso de acidente de mota.Algo muito simples mas concreto para que cada motociclista ficasse conhecedor dos princípios básicos aquando envolvido num acidente de mota ou testemunha num acidente de mota.Lembro-me que não se queria algo elaborado, uma formação de uma manhã ou tarde. Ainda se falou em algumas corporações de bombeiros, eu ainda fiz uns contactos junto do INEM (email) mas ficou tudo pelas intensões por diversas razões.Lembro-me ainda que vi em tempos na TV uma iniciativa de uma corporação de bombeiros sobre uma formação sobre suporte básico de vida e que essa corporação convidou a população para num manhã dar formação aos interessados que aparecessem/inscrevessem.Lançava aqui a ideia e caso algum dia conheças uma formação dessa natureza, que a possas divulgar por aqui, para se conseguir que os membros que estejam mais perto possam participar.Seria interessante.