Autor Tópico: Quando só alguns têm a aptidão de "voar baixinho"  (Lida 3574 vezes)

Dezembro 17, 2019, 11:17:18, 11:17
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2low

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Tem-se falado (muito) sobre se haverá igualdade de tratamento entre motociclistas de moto tradicional de caixa (agora manual ou automática) e motociclistas de scooters.

Como me parece que esses (in)tratamentos não se restringem a esta temática, parece-me igualmente interessante os alargar e o que hoje aqui trago é algo que poderá intimidar a maioria e colocar outros, uma minoria, numa espécie de pedestal com uma aureola em cima da cabeça.

Com a minha actual moto, experimentei uma única vez verificar o comportamento dela retirando os "meus travões emocionais" e garanto que passando dos ~220kmh tudo se altera e se torna tudo tão perigoso - tudo passa num ápice - e ao mesmo tempo faz lembrar quando um avião supera a velocidade do som...
(não garanto que tenha sido a única vez que o tenha feito mas não me sinto seguro de algum dia o repetir aqui nas zonas urbanas... mesmo que com pouco tráfego em vias feitas para velocidade...)

Provavelmente a tal "minoria" poderá não se sentir totalmente capaz de andar constantemente com estes andamentos pois a parte física também tem de estar minimamente preparada - o fluxo de ar nas pernas, braços e cabeça/pescoço é mesmo muita... e onde a boa aerodinâmica da moto poderá ajudar significativamente!

Também este tipo de andamento me faz lembrar quando quase todos nós estamos perante uma consola de jogos e que perante um jogo de motos (corridas) somos capazes de coisas que na realidade não seriamos...

Verifiquem por vós o que será andar numa "R" (o video de exemplo foi feito na prova recente de "8 horas de Sepang", em que facilmente se verificam velocidades bem superiores a 280kmh...)



Fonte: https://moto-station.com/gp-racing/endurance/8-heures-de-sepang-le-tour-embarque-de-nuit-avec-niccolo-canepa/461752

É de se retirar o chapéu a quem consiga ter esses andamentos em locais próprios para o efeito ou zonas sem tráfego e feitas para a velocidade mas igualmente deverá sempre de lhes apontar o dedo se o fizerem em zonas urbanas e citadinas - basta um deslize para um KO pessoal e ainda lixar a vida a terceiros sem qualquer culpa!
« Última modificação: Dezembro 17, 2019, 11:20:02, 11:20 por 2low »

Dezembro 17, 2019, 11:56:55, 11:56
Responder #1

Nuno YB

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Actualmente ando "devagar" ( sempre, ou quase, acima dos limites legais ), mas já andei mais depressa.

Não a velocidades vertiginosas ( apenas o fiz uma vez, em AE ), mas a uma velocidade pouco recomendavel.

Não tenho por costume criticar quem o faz na via publica, se não me agrada a companhia, não vou ou vou sozinho. Já o fiz, no passado, e mesmo percebendo que essa atitude não é só prejudicial a quem a tem, mas tambem para terceiros, já estou numa fase do "vive e deixa viver".
Nem todos os proprietários de motos têm condições para track-days, compreendo isso. Quem as tem, muitas vezes não tira partido delas, quanto mais quem não as tem.

No final do dia, acho que cabe a cada um consciencializar-se dos potenciais perigos, em certas zonas e alturas, para si e para terceiros. Não se mudam mentalidades quando as mentalidades não querem mudar.
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Dezembro 17, 2019, 12:30:04, 12:30
Responder #2

2low

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(...)Não se mudam mentalidades quando as mentalidades não querem mudar.

Existem duas formas de se contrariar...

À força ou sensibilizando...

...e como normalmente para o Tuga parece que nada funciona com campanhas de sensibilização...
Repare-se o que as autarquias fazem para controlar o estacionamento indevido em cima dos passeios... as tais florestas de pinos verticais...
Se eu sou a favor de se levar as coisas à força?! Obviamente que não!
[em tempos vi um vídeo sobre um daqueles paises asiáticos em que a forma do estado "sensibilizar" o estacionamento indevido em 2ª fila era passar com o tanque por cima...]
Preferia uma "sociedade utopicamente ideal" bem diferente da realidade mas que sei que será impossivel.
Contudo, contribuo à minha maneira para a melhorar!
E tenho de acreditar que os meus actos são capazes de melhorar a sociedade!
Caso contrário, para quê a minha ou nossa existência?!

E nada é impossível...
O que seria da civilização se os que querem e tentam mudar mentalidades fossem oprimidos pelos que não querem mudar...

A questão depois será em saber onde começa e acaba a liberdade de cada um e o que se pode considerar correcto/incorrecto para a existência de medidas necessárias para mudar hábitos e tendências "erradas" (?!)...

Sobre esta questão da condução para lá dos limites aceitáveis com tráfego incluído...
...de recordar todas as noticias que têm aparecido sobre mudanças a médio prazo que irão mesmo existir na UE para controlar velocidades e minimizar mortos nas estradas - e pelos custos directos e/ou indirectos associados.
Em paralelo ir-se acompanhando as noticias sobre condução autónoma e veículos eléctricos...







« Última modificação: Dezembro 17, 2019, 12:44:15, 12:44 por 2low »

Dezembro 17, 2019, 13:10:52, 13:10
Responder #3

Nuno YB

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(...)Não se mudam mentalidades quando as mentalidades não querem mudar.

Existem duas formas de se contrariar...

À força ou sensibilizando...

...e como normalmente para o Tuga parece que nada funciona com campanhas de sensibilização...
Repare-se o que as autarquias fazem para controlar o estacionamento indevido em cima dos passeios... as tais florestas de pinos verticais...
Se eu sou a favor de se levar as coisas à força?! Obviamente que não!
[em tempos vi um vídeo sobre um daqueles paises asiáticos em que a forma do estado "sensibilizar" o estacionamento indevido em 2ª fila era passar com o tanque por cima...]
Preferia uma "sociedade utopicamente ideal" bem diferente da realidade mas que sei que será impossivel.
Contudo, contribuo à minha maneira para a melhorar!
E tenho de acreditar que os meus actos são capazes de melhorar a sociedade!
Caso contrário, para quê a minha ou nossa existência?!

E nada é impossível...
O que seria da civilização se os que querem e tentam mudar mentalidades fossem oprimidos pelos que não querem mudar...

A questão depois será em saber onde começa e acaba a liberdade de cada um e o que se pode considerar correcto/incorrecto para a existência de medidas necessárias para mudar hábitos e tendências "erradas" (?!)...

Sobre esta questão da condução para lá dos limites aceitáveis com tráfego incluído...
...de recordar todas as noticias que têm aparecido sobre mudanças a médio prazo que irão mesmo existir na UE para controlar velocidades e minimizar mortos nas estradas - e pelos custos directos e/ou indirectos associados.
Em paralelo ir-se acompanhando as noticias sobre condução autónoma e veículos eléctricos...

Essa é a tua mentalidade, e ainda bem! Já não abuso como abusava, tenho a consciencia que as ruas de uma zona residencial não são um autodromo ( para mim, aliás, nunca o foram e "custou-me" alguns "amigos" que me "abandonaram" á minha sorte ).

Tenta tu explicar isso a outros, tentar faze-los ver esse ponto de vista. Muito provavelmente, vais receber a mesma resposta que eu recebi há uns anos atrás: "maricas, esta merd@ foi feita para andar" .

E foi... nos sitios e momentos certos, foi feita para andar muito. Não foi feita para andar a mais de 200 na via publica com a roda da frente no ar... ou, ás tantas, até foi e sou eu que estou errado. Que se lixe, eu vou andando mais devagar, com as duas rodas no chão, onde posso e quando posso ( ou penso que posso ).

Se tivesse condições, com toda a certeza que teria uma outra moto para ir ao Estoril de vez em quando e, quem sabe, até poderia ter algum azar. Como não tenho, e estando sujeito a ter um azar a qualquer momento, tento minimizar os riscos.
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Dezembro 17, 2019, 13:22:20, 13:22
Responder #4

2low

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Nuno YB,

Se fores ver no tópico inicial estou a valorizar todos aqueles que sejam capazes de "tais proezas" mas por outro lado apenas estou a sensibilizar que o façam nos locais próprios para...
Num autódromo e com equipamento à altura muito provavelmente me sentiria mais liberto do tal lado emocional que funciona como abrandador...
(por outro lado, as quedas que vamos tendo funcionam também como lembrete real do que não queremos...)

 :convivio:



Dezembro 17, 2019, 13:39:50, 13:39
Responder #5

Moto2cool

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Penso que o problema foi colocado com a solução :) tudo o que disser será repetição.
Na verdade velocidades muito elevadas devem estar reservadas para quem quer, pode, e em lugar próprio.
O problema é quando quem quer não pode ou não tem acesso a lugar próprio.
Infelizmente existe quem elogie as más práticas e isso promove o erro, o excesso e os acidentes.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Dezembro 17, 2019, 13:56:15, 13:56
Responder #6

Nuno YB

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Nuno YB,

Se fores ver no tópico inicial estou a valorizar todos aqueles que sejam capazes de "tais proezas" mas por outro lado apenas estou a sensibilizar que o façam nos locais próprios para...
Num autódromo e com equipamento à altura muito provavelmente me sentiria mais liberto do tal lado emocional que funciona como abrandador...
(por outro lado, as quedas que vamos tendo funcionam também como lembrete real do que não queremos...)

 :convivio:

Estamos a dizer o mesmo. Quando disse que essa era a tua mentalidade, e ainda bem, é porque acho bem que penses assim e eu penso igual.

Não vou negar que aprecio ver quem sabe a sacar uns cavalinhos ( há tempos havia quem o fizesse numa espécie de via-rápida abandonada aqui na cidade, tal como provas de arranque e eu vi algumas vezes, já que era pertinho do posto onde fazia serviço e até via em HD... )... mas no sitio certo ou, em alternativa, onde não metam mais ninguem em perigo.

Se não o podem fazer num ambiente oficialmente controlado, façam-no como o faziam estes pintas aqui da cidade, numa via muito larga, sem transito, á noite. Pode acontecer algum azar e alguem aleijar-se a sério mas, pelo menos, não aleijam mais ninguem. Sabem ao que vão, sabem os riscos que correm, são maiores de idade, fazem o que querem... mas não prejudicam mais ninguem, naquele sitio em particular. Neste caso, não encorajo mas tambem não critico...
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Dezembro 17, 2019, 14:44:21, 14:44
Responder #7

JViegas

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Gosto de andar depressa. Gosto de andar de mota depressa.

Limita-me este gosto a potência da minha máquina e o local onde me encontro.
Limita-me a minha constituição física e saber que a qualquer momento tudo muda, que numa fração de segundos tudo pode acontecer, até a minha morte.

Sabedor disso refreio a minha vontade de rolar punho, porque isto de andar de mota não é "apenas" acelerar desalmadamente numa reta ou numa via congestionada.

Também gosto de ver uma boa corrida de mota seja ela numa pista ou na Ilha de Man. Gosto do risco implicado e no controlo Homem/máquina... e cada vez mais é: Homem/Mota/Eletrónica.

Mas tudo pode falhar. Mais depressa o erro humano sobressai do que uma avaria ou erro eletrónico. Pensar que controlamos tudo é um erro.

Gosto de ver vídeos de alguém em grande velocidade, demonstrando uma aptidão por controlar a máquina: seja uma mota, carro ou um avião, mas não quando é colocado em risco a vida de terceiros ou quando a velocidade é apenas para aumento de "likes", mudo de canal.

Dezembro 17, 2019, 18:08:21, 18:08
Responder #8

Sapiens21

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Com a minha actual moto, experimentei uma única vez verificar o comportamento dela retirando os "meus travões emocionais" e garanto que passando dos ~220kmh tudo se altera e se torna tudo tão perigoso - tudo passa num ápice

Senti também o mesmo a conduzir uma moto que alcança uma velocidade muitíssimo elevada

A partir de certo momento (na ordem dos números que indicas), a possibilidade de reagir a algo torna-se muito difícil e até ineficaz, dependendo da situação.

Tudo se passa num ápice...mesmo.

Numa A.E. as condições são substancialmente melhores (maior segurança), mas em estrada...convenhamos que é preciso muito cuidadinho.

Que se aventure quem quiser. Eu a determinadas velocidades, em estrada, já não estou para isso...  :writing:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 17, 2019, 18:39:54, 18:39
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JoãoPVCarvalho

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Quando era novito, vinte e picos anos, tive umas quantas quedas de mota sem grandes consequências que em vez de me assustarem, me ofereceram uma falsa sensação de invulnerabilidade e Eu fui esticando a corda... Até que um dia voei uns bons metros e desci uma ribanceira aos trambolhões pelo meio das árvores! Não parti nada! Aliás nunca parti um osso! Mas percebi nesse dia que aquilo que eu julgava sob controlo estava na verdade à mercê da sorte. Felizmente dessa vez ela (a sorte) não me falhou, mas vos garanto que dificilmente seja com que mota for me voltaram a ver arriscar voar baixinho!
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Dezembro 17, 2019, 19:05:06, 19:05
Responder #10

2low

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E alguém viu o video que coloquei no tópico?

Aquilo é brutal! Parece tão fácil...


Dezembro 17, 2019, 21:42:23, 21:42
Responder #11

JoãoPVCarvalho

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Eu vi... É até dá a sensação que vai a uma velocidade aceitável! Mas o pequeno ecrã do meu telefone não transmite bem as sensações. 🤣
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Dezembro 17, 2019, 21:58:23, 21:58
Responder #12

pjmartinho

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E alguém viu o video que coloquei no tópico?

Aquilo é brutal! Parece tão fácil...

É tão fácil que ao minuto 4:10 teve uma "ida às couves"  ;)