Autor Tópico: Ajuda para a primeira mota  (Lida 5534 vezes)

Janeiro 14, 2020, 20:46:22, 20:46
Lida 5534 vezes

dgslv97

  • Motociclista: 1 estrela ❇

  • Offline
  • *

  • 5
  • Marca Motociclo: Nenhum
  • Modelo Motociclo: Nenhum
  • Localidade: Setúbal
 Boa noite pessoal, vou tirar a carta A2 e já à umas semanas que ando a pesquisar sobre a mota ideal para começar.
Falei com alguns amigos que andam de mota e a maior parte disse para optar por uma 500 ou 400. No entanto já fui a alguns stands para pedir uma opinião mais imparcial e aconselharam-me começar por uma 125 porque tenho 0 experiência com motas. Estou um bocado confuso porque não me quero arrepender porque foi me dito que 125 iria fartar-me cedo e não iria satisfazer-me com o propósito de eu tirar carta de mota. Como trabalho, o propósito da mota seria mais para passear aos fins de semana ou até mesmo durante a semana.

O que vocês acham? o que me aconselham para primeira mota? Que modelo seria ideal?
Pessoalmente gosto mesmo da ktm/hornet

Obrigado pela vossa ajuda e boas curvas !!  :nice: :scooter:

Janeiro 14, 2020, 21:11:37, 21:11
Responder #1

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386
Acredito que num stand aconselhem a 125, assim compras essa depois uma 400, depois uma 600, depois uma 900, depois uma acima de mil.
É só ganhar com o cliente :)

Para 125 não precisavas A2. Na minha muito humilde opinião ia para uma meia cilindrada (de 500 a 700). Dá-te para muitos anos de gozo. É mesmo a escala mais ajustada para viver uma mota.
Se fores ambicioso mais tarde mudas para uma milena. Mas sinceramente é mais gulodice que vantagem.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Janeiro 15, 2020, 08:29:10, 08:29
Responder #2

Vasco Gama

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 373
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: F 900 XR
  • Modelo Motociclo: Bajaj Pulsar 200
dgslv97 tens varias opções de mercado para a categoria A2 de motas entre 400cc e 700cc!

Agora depende do estilo de mota que gostes, e género de condução!

A 125 para que tem carta ao fim de 2/3 meses vai estar sempre a pensar trocar, e com os cuidados que todos devemos ter andar de mota, depressa te sentirás confortavel numa dessas motas já com alguns KW!

Omnia tempus habent

Janeiro 15, 2020, 08:56:48, 08:56
Responder #3

danteMdie

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 222
  • Marca Motociclo: Yamaha
  • Modelo Motociclo: R1
  • Localidade: Porto
Bem, se vais tirar carta A2 esquece uma 125cc. Simplesmente não é suficiente e convenhamos... Nos dias que correm, uma 125 custa menos 500-1000€ do que a sua versão de 35kw.

Essa do "não tem experiência" até na minha escola de condução me atiraram à cara quando quis comprar aulas de 125cc (como eu tinha mais de 25 anos, podia conduzir com a B) a dizer que 5 aulas era pouco para aprender... Acabaram por ser demasiadas. Depende de cada um.

Para A2, se gostas de KTMs tens a Duke 390. A Honda CB500F é mais na "onda" da Hornet. Na Kawasaki tens a Z400. A Honda é a opção com mais binário, mas também é a mota mais pesada. Vale o que vale - há pessoal que adora Honda e pessoal que detesta. Pessoalmente acho que é uma óptima opção no que diz respeito a nakeds A2. Além disso, marcas japonesas são conhecidas pela fiabilidade.

Outra coisa: não coloques como mandatório comprar uma mota nova. Se apanhares o bichinho depois vais querer trocar mal tenhas possibilidade e assim perdes menos dinheiro.


Janeiro 15, 2020, 09:26:19, 09:26
Responder #4

JEKU

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 74
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB 500X
  • Localidade: Lisboa
Ai está um tópico que nunca fica velho, vão sempre haver novos users com esta dúvida, e todos nós já a tivemos também.

1º - Tens de ver que tipo de motos gostas, Naked, Rrail, Off-Road, Touring, Sport, Custom, Scooter, etc

2º - Depois a questão do orçamento, qual é o orçamento que tens para a moto (como é primeira tens de te lembrar dos extras, capacete / luvas / casaco / cadeados / etc, etc)

3º - Depois é veres as motos que gostas (novas e 2º mão) com o orçamento que tens, a altura de algumas motos pode ser um problema para muita gente. Aqui neste ponto o importante e fundamental é fazer test drives às motos que gostamos, o que sentimos em cada uma delas e tudo o resto, é uma passo vital na escolha de uma moto


Depois entram muitos critérios pessoais que são unicos a cada um de nós, por ex. para primeira moto apontava para algo entre os 300cc / 700cc, dá perfeitamente para "loucuras", e sobretudo servem para ganharmos experiência.

Janeiro 15, 2020, 10:25:15, 10:25
Responder #5

MotardFeio

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 916
  • Marca Motociclo: CBR
  • Modelo Motociclo: XX
  • Localidade: Margem Sul
Se vais tirar a carta, e te sentires confortável na moto que te calhar (depois diz qual é a moto onde andas a aprender a coonduzir), esquece as 125 (embora sejam uma grande escola).

Com 16 anos tinha-se uma 50cc (a 2T, mais ou menos equivalente às actuais 125cc 4T) e andava-se um mínimo de 2 anos até poder ir para as 125cc a 2T (tipicamente uma DTR 125).
Depois mais algum tempo e siga para uma XT 600 ou semelhantes.
Outro percurso comum era das TZR e NSR 50's, siga para as 125cc e uma bela CB 500 ou CBR 600 e afins.

Como já não terás idade para as 50's, siga para as 500/600, levezinhas de preferência e em 2ª mão, para durar uns tempos enquanto descobres o que gostas mais.
Aí sim, partes para a moto de sonho, o o mais perto disso que os €€€ no bolso permitirem nessa altura.

Não te precipites, e uma boa moto em 2ª mão será uma boa escola concerteza.
Procura fiabilidade e manutenção baixa, ajuda e muito!
Depois bons pneus, suspensões e travões em boas condições.

Capacete, casaco, luvas - OBRIGATÓRIO!
E que sejam material para andar de moto, nada de coisas normais.

Abc e boas curvas!!
Sombra, Saúde e "não vamos ferir susceptibilidadezinhas"...
Que deus não pode dar tudo!!!

A tua liberdade acaba onde começa a minha

Janeiro 15, 2020, 11:24:22, 11:24
Responder #6

Nuno YB

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1209
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB650R
  • Localidade: Evora
Um exemplo: um amigo sem carta de moto comprou, o ano passado, uma Duke125, para começar. Já a vendeu, já anda a ter lições para poder conduzir outras.

Não digo que uma 125 não seja boa para começar, porque é. O problema... é que vais aprender rápidamente tudo o que podes aprender numa 125 e depois fica sempre um certo "desagrado" quando queres ir dar uma volta maior, quando queres ultrapassar um autocarro ou camião, quando apanhas uma subida mais dificil, etc.

Ou seja, se não tens € para subir os degraus todos, aponta logo a algo maior. Eu, se pudesse, tinha uma 125 para o transito citadino e outra maior para os passeios. Como não posso... a dos passeios tem que servir tambem para o dia-a-dia. Não é muito prática, confortavel ou economica para esse fim, mas é o que há.

Não aconselho ninguem a começar em motos muito potentes, mas isso já fica ao critério de cada um.

Quanto a modelos, é veres o orçamento disponivel, veres qual o estilo que mais gostas... e escolher o que mais te agradar.

E, como disse o MotardFeio, reserva uma parte do orçamento para o equipamento. Capacete ( lógico ), casaco, luvas e botas. Calças tambem, mas se fores como eu... vai indo aos poucos. Com o tempo, vão aparecendo boas promoções que permitem adquirir botas para verão e inverno, casaco para verão e inverno, calças para verão e inverno, luvas para verão e inverno...
« Última modificação: Janeiro 15, 2020, 11:27:57, 11:27 por Nuno YB »
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Janeiro 15, 2020, 21:43:49, 21:43
Responder #7

dgslv97

  • Motociclista: 1 estrela ❇

  • Offline
  • *

  • 5
  • Marca Motociclo: Nenhum
  • Modelo Motociclo: Nenhum
  • Localidade: Setúbal
Um exemplo: um amigo sem carta de moto comprou, o ano passado, uma Duke125, para começar. Já a vendeu, já anda a ter lições para poder conduzir outras.

Não digo que uma 125 não seja boa para começar, porque é. O problema... é que vais aprender rápidamente tudo o que podes aprender numa 125 e depois fica sempre um certo "desagrado" quando queres ir dar uma volta maior, quando queres ultrapassar um autocarro ou camião, quando apanhas uma subida mais dificil, etc.

Ou seja, se não tens € para subir os degraus todos, aponta logo a algo maior. Eu, se pudesse, tinha uma 125 para o transito citadino e outra maior para os passeios. Como não posso... a dos passeios tem que servir tambem para o dia-a-dia. Não é muito prática, confortavel ou economica para esse fim, mas é o que há.

Não aconselho ninguem a começar em motos muito potentes, mas isso já fica ao critério de cada um.

Quanto a modelos, é veres o orçamento disponivel, veres qual o estilo que mais gostas... e escolher o que mais te agradar.

E, como disse o MotardFeio, reserva uma parte do orçamento para o equipamento. Capacete ( lógico ), casaco, luvas e botas. Calças tambem, mas se fores como eu... vai indo aos poucos. Com o tempo, vão aparecendo boas promoções que permitem adquirir botas para verão e inverno, casaco para verão e inverno, calças para verão e inverno, luvas para verão e inverno...

Muito obrigado pelas dicas pessoal!

O meu budget para a moto seria mais ou menos entre 2500 - 3000 acham que é um orçamento seguro ou deva juntar mais um pouco? Para os modelos que me indicaram acham que conseguia algo bom?

Janeiro 15, 2020, 23:14:11, 23:14
Responder #8

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386
Esse valor não dá para muito. Aconselhar um modelo é sempre perigoso e levamos na cabeça :) porque cada cabeça cada sentença.
Por isso não vou aconselhar, com esse dinheiro eu ia ver alguma Fazer Fz6 com alguns aninhos e em bom estado.
Sempre achei aquela mota muito completa :).
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Janeiro 16, 2020, 08:08:39, 08:08
Responder #9

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18513
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Com esse plafond, sinceramente acho que seria preferível juntar mais algum...

Não é que não compres algo dentro desse valores (porque até compras, sem dúvida), mas juntando mais algum dinheiro vai abrir-te um leque de modelos que provavelmente te irão agradar mais e...mais recentes.

Pensa nisso.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Janeiro 16, 2020, 09:56:17, 09:56
Responder #10

Nuno YB

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1209
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB650R
  • Localidade: Evora
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Janeiro 16, 2020, 12:22:28, 12:22
Responder #11

VCS

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 940
    • Offramp
  • Marca Motociclo: Vespa, Lambretta, Honda
  • Modelo Motociclo: GTS 300, Golden Special, RC89
  • Localidade: Lisboa
Não vejo problema em começar em 125 ou numa 200 ou 300. Nem em fazer uma aprendizagem gradual.

Este tipo de avaliações depende imenso desde logo da destreza física, coordenação motora e sensibilidade de cada um. Há gente que tem carta há 20 anos e anda muito mal de moto. Conheço alguns casos. Em quase todos os exemplos de que me lembro são pessoas que queimaram etapas. Pode ser uma coincidência, não digo que não. Mas é a minha experiência. Os melhores são aqueles que têm a noção de que não andam bem, esses têm juízo e fazem só o que sabem, menos mal. Os outros são mais perigosos... mas essa é outra discussão...

Em regra, motos muito pesadas é sempre má ideia para quem começa. Intimidam e têm um comportamento dinâmico mais complexo. É preferível evitá-las numa primeira experiência.
Vamos imaginar uma CB500X, pelo menos algumas podem conduzir-se com A2. Pesa quase 200kg. É adequada para quem está a começar? Em minha opinião, não.
 

Janeiro 16, 2020, 21:29:36, 21:29
Responder #12

Nuno YB

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1209
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB650R
  • Localidade: Evora
Não vejo problema em começar em 125 ou numa 200 ou 300. Nem em fazer uma aprendizagem gradual.

Este tipo de avaliações depende imenso desde logo da destreza física, coordenação motora e sensibilidade de cada um. Há gente que tem carta há 20 anos e anda muito mal de moto. Conheço alguns casos. Em quase todos os exemplos de que me lembro são pessoas que queimaram etapas. Pode ser uma coincidência, não digo que não. Mas é a minha experiência. Os melhores são aqueles que têm a noção de que não andam bem, esses têm juízo e fazem só o que sabem, menos mal. Os outros são mais perigosos... mas essa é outra discussão...

Em regra, motos muito pesadas é sempre má ideia para quem começa. Intimidam e têm um comportamento dinâmico mais complexo. É preferível evitá-las numa primeira experiência.
Vamos imaginar uma CB500X, pelo menos algumas podem conduzir-se com A2. Pesa quase 200kg. É adequada para quem está a começar? Em minha opinião, não.
 

Uma moto com 200kg é demais para um principiante? Como assim?

Da experiencia que tenho, o peso da moto dilui-se assim que a moto inicia o andamento. É claro que, dentro da cidade e em transito estático, se nota o peso, mas ninguem morre por carregar uma moto com 350kg dentro da cidade, basta saber onde e quando parar. Sim, vem com a experiencia, mas como aprendes a estacionar uma moto de 300kg, se só conduziste uma com 100kg?

A coordenação motora, na minha opinião, só tem influencia quando a pessoa tem alguma limitação nesse aspecto ( uma qualquer deficiencia ). Caso contrário, não vejo impedimento nenhum para conduzir moto nenhuma, tirando a altura ao solo e mesmo isto é exclusivo de alguns modelos e com soluções apresentadas pelas marcas para minimizar isso..

Quanto a fazer a aprendizagem gradual... eu acho bem, desde que a pessoa tenha € para queimar as etapas consoante o seu nivel e facilidade de aprender. Eu comecei numa 600cc, depois de tirar a carta numa 500cc. O passo lógico seria uma 125? Já tinha tido uma, com os consequentes custos. Que fazia depois? Passava para uma 300? Depois para uma 500? Mais tarde para uma 600, seguindo-se a 750, a 1000 e por aí acima?

Pois, era giro, mas duvido que haja muita gente que o possa fazer...
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Janeiro 16, 2020, 21:45:10, 21:45
Responder #13

dgslv97

  • Motociclista: 1 estrela ❇

  • Offline
  • *

  • 5
  • Marca Motociclo: Nenhum
  • Modelo Motociclo: Nenhum
  • Localidade: Setúbal
Não vejo problema em começar em 125 ou numa 200 ou 300. Nem em fazer uma aprendizagem gradual.

Este tipo de avaliações depende imenso desde logo da destreza física, coordenação motora e sensibilidade de cada um. Há gente que tem carta há 20 anos e anda muito mal de moto. Conheço alguns casos. Em quase todos os exemplos de que me lembro são pessoas que queimaram etapas. Pode ser uma coincidência, não digo que não. Mas é a minha experiência. Os melhores são aqueles que têm a noção de que não andam bem, esses têm juízo e fazem só o que sabem, menos mal. Os outros são mais perigosos... mas essa é outra discussão...

Em regra, motos muito pesadas é sempre má ideia para quem começa. Intimidam e têm um comportamento dinâmico mais complexo. É preferível evitá-las numa primeira experiência.
Vamos imaginar uma CB500X, pelo menos algumas podem conduzir-se com A2. Pesa quase 200kg. É adequada para quem está a começar? Em minha opinião, não.
 

Uma moto com 200kg é demais para um principiante? Como assim?

Da experiencia que tenho, o peso da moto dilui-se assim que a moto inicia o andamento. É claro que, dentro da cidade e em transito estático, se nota o peso, mas ninguem morre por carregar uma moto com 350kg dentro da cidade, basta saber onde e quando parar. Sim, vem com a experiencia, mas como aprendes a estacionar uma moto de 300kg, se só conduziste uma com 100kg?

A coordenação motora, na minha opinião, só tem influencia quando a pessoa tem alguma limitação nesse aspecto ( uma qualquer deficiencia ). Caso contrário, não vejo impedimento nenhum para conduzir moto nenhuma, tirando a altura ao solo e mesmo isto é exclusivo de alguns modelos e com soluções apresentadas pelas marcas para minimizar isso..

Quanto a fazer a aprendizagem gradual... eu acho bem, desde que a pessoa tenha € para queimar as etapas consoante o seu nivel e facilidade de aprender. Eu comecei numa 600cc, depois de tirar a carta numa 500cc. O passo lógico seria uma 125? Já tinha tido uma, com os consequentes custos. Que fazia depois? Passava para uma 300? Depois para uma 500? Mais tarde para uma 600, seguindo-se a 750, a 1000 e por aí acima?

Pois, era giro, mas duvido que haja muita gente que o possa fazer...

Muito obrigado mais uma vez pelos conselhos de todos!!
Para finalizar, o que acham da honda cb500? Vale a pena? Como é a manutenção? E em termos de consumos, é muito bebada?  :stuck_out_tongue_winking_eye:

Janeiro 16, 2020, 21:47:40, 21:47
Responder #14

Nuno YB

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1209
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB650R
  • Localidade: Evora
CB500, uma excelente escola ( não é escolha, é mesmo escola ).  :nice:
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Janeiro 16, 2020, 22:01:27, 22:01
Responder #15

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18513
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Foi numa dessas que tirei a carta Cat. A...

Era especialmente pesada (ainda tinha ferros de ambos os lados, o que ajudava à sensação), além de o trabalhar já revelar os anos ininterruptos da árdua tarefa de aguentar todo o tipo de situações que os formandos lhe faziam passar.

Se mantidas minimamente e com trocas do lubrificante de motor, é moto que dá várias voltas ao odómetro...

Aliás, deixo-vos uma curiosidade.  ;)

Os Franceses da Moto Revue tiveram a oportunidade de descascar uma CB500 com.....300.000Kms, para ver o estado em que se encontrava esta moto "bombproof".



De qualquer forma e se conseguires a geração que lhe sucedeu - CBF500, melhor.  :nice:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Janeiro 17, 2020, 09:33:44, 09:33
Responder #16

dgslv97

  • Motociclista: 1 estrela ❇

  • Offline
  • *

  • 5
  • Marca Motociclo: Nenhum
  • Modelo Motociclo: Nenhum
  • Localidade: Setúbal
Foi numa dessas que tirei a carta Cat. A...

Era especialmente pesada (ainda tinha ferros de ambos os lados, o que ajudava à sensação), além de o trabalhar já revelar os anos ininterruptos da árdua tarefa de aguentar todo o tipo de situações que os formandos lhe faziam passar.

Se mantidas minimamente e com trocas do lubrificante de motor, é moto que dá várias voltas ao odómetro...

Aliás, deixo-vos uma curiosidade.  ;)

Os Franceses da Moto Revue tiveram a oportunidade de descascar uma CB500 com.....300.000Kms, para ver o estado em que se encontrava esta moto "bombproof".

De qualquer forma e se conseguires a geração que lhe sucedeu - CBF500, melhor.  :nice:

Qual é a vossa opinião entre uma cb500 e uma gs500? Li num post que a cb era refrigerada a água e que a gs500 a ar mas a manutenção da gs pode
sair mais cara
Com as minhas pesquisas reparei que a gs500 é mais ou menos -500€ que a cb500
Acham que compensa a diferença de preços entre as motas? Deverei optar por a cb?

Janeiro 17, 2020, 18:25:09, 18:25
Responder #17

VCS

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 940
    • Offramp
  • Marca Motociclo: Vespa, Lambretta, Honda
  • Modelo Motociclo: GTS 300, Golden Special, RC89
  • Localidade: Lisboa
Uma moto com 200kg é demais para um principiante? Como assim?

Para quem nunca teve moto e não tem qualquer experiência, é.
A quantidade de coisas que pode correr mal com uma moto de 200 kg é substancialmente maior do que numa 125 actual média ou numa moto mais leve. Em tudo. Curvar, travar, acelerar, parar a moto, manobra-la, etc. 

Da experiencia que tenho, o peso da moto dilui-se assim que a moto inicia o andamento. É claro que, dentro da cidade e em transito estático, se nota o peso, mas ninguem morre por carregar uma moto com 350kg dentro da cidade, basta saber onde e quando parar. Sim, vem com a experiencia, mas como aprendes a estacionar uma moto de 300kg, se só conduziste uma com 100kg?

A pergunta é a contrária: como aprendes a guiar uma moto de 300kg se nunca guiaste nenhuma? Guiar uma de 100kg é uma escola fundamental para adquirir as bases da dinâmica de um motociclo, por muito pouca performance que tenha.


A coordenação motora, na minha opinião, só tem influencia quando a pessoa tem alguma limitação nesse aspecto ( uma qualquer deficiencia ). Caso contrário, não vejo impedimento nenhum para conduzir moto nenhuma, tirando a altura ao solo e mesmo isto é exclusivo de alguns modelos e com soluções apresentadas pelas marcas para minimizar isso..

Eu não acho que exista impedimento. Só me parece que esse é um ponto que deve ser avaliado, de preferência pelo próprio, ou com ajuda de terceiros. Este aspecto é sistematicamente "aligeirado" em discussões em fóruns e, na minha opinião, mal. Muitas vezes o problema nem é só de segurança, é até da frustração de não se poder/conseguir explorar / ou estar minimamente confortável na moto que se compra por razões básicas, muito simples. Por exemplo ergonómicas. A quantidade de gente que cai a sair de stands porque acabou de comprar a moto "de que gosta" sem antes a experimentar é surpreendente... (inexperiência, desconhecimento, inadaptação condutor/máquina/ergonomia... em suma, falta de "trabalho de casa" e de um certo reconhecimento das limitações de cada um (e atenção que na esmagadora maioria dos casos nada tem a ver com "deficiências").

Dou um exemplo: eu não me considero nenhum Rossi, nem sequer um condutor exemplar. Já conduzi quase todo o tipo de motos, 2T, 4T, pista, trail, scooters... ando de moto há 30 anos. Actualmente ando de moto todos os dias. Sou a primeiro a reconhecer que já tive muito melhores reflexos do que tenho hoje. Provavelmente sou mais "esperto" a guiar e a antecipar perigos do que era antes. Mas os reflexos não são os mesmos. A capacidade de resistência não é a mesma. A visão "de falcão" não é igual. Era incapaz de voltar a ter a FJ1200 (ou equivalente de hoje) que tive nos anos 90, por exemplo. E julgo que não me faltaria experiência (vá lá, "curriculum") para isso.
O que estou a tentar dizer é que cada um deve fazer esse trabalho sério de "autoconhecimento", e não ter medo de ir calmamente, passo a passo, na medida da sua capacidade (e não estou só a falar de dinheiro...).

 ;)


 
« Última modificação: Janeiro 17, 2020, 18:33:25, 18:33 por VCS »

Janeiro 19, 2020, 14:37:46, 14:37
Responder #18

Moto2cool

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4386
Parece-me que estamos a discutir algo que tem uma dimensão subjectiva.
Cada uma das posições tem pontos fortes. Não vejo problema em usar uma mota mais pesada, se tiver carta B em meia dúzia de aulas pode estar a conduzir uma mota destas (as Fz6 eram muito usadas nas escolas). Se ganhar prática sobe logo para um nível mais elevado.
Mas compreendo que o risco é maior e pequenos erros perdoados numa 125, numa mota destas dificilmente não implicam queda.
Acho que cada um deve medir até onde está disposto a ir. É uma decisão individual.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"