Autor Tópico: Com pouca prática, será ajuizado passar para uma moto muito potente?  (Lida 11221 vezes)

Dezembro 20, 2017, 23:59:51, 23:59
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Sapiens21

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Com pouca prática, será ajuizado passar para uma moto muito potente?






Li um comentário neste fórum, em resposta a umas dúvidas de outro companheiro, que me fez reconhecer, após alguma ponderação, um certo fundo de verdade naquilo que era dito... não só pelo ajuizamento de que a passagem de uma moto de baixa cilindrada para outra muito potente pode ser algo imprudente, como também o facto de que a compra de algo intermédio poderá ser revelador de que não se menospreza a experiência e que somente o uso continuado poderá dar.

No entanto e porque poderão aqui haver opiniões completamente distintas ou então até bastante semelhantes a esta deixada acima, deixo o tópico à vossa disposição para este tema.  :nice:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 21, 2017, 00:32:11, 00:32
Responder #1

2low

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Sobre a minha experiência:

Sem falar da prática que tive com as até 50cc no tempo da escolinha, daquelas que deixavam um determinado perfume na roupa...
Passei primeiro de uma 125cc com 11cv para uma 650cc de 72cv e senti logo uma enorme diferença.
Sentia que estava presente a moto mais potente do mundo e que ultrapassagens eram feitas num ápice.
Já nas curvas por falta de prática, e de adaptação à moto nova, tinha demasiado receio e não curvava com punho enrolado como acontecia na 125cc.
Felizmente todos os acidentes e precalços que tive foram a baixas velocidades ou quase parado...
Recentemente, além da dos 72cv tenho agora uma com 125cv e apenas senti algum desconforto no primeiro dia por ser uma moto mais alta e ligeiramente mais pesada, mas nao muito...
Não senti portanto diferenças significativas e se ela dá 260kmh não experimentei, ando ao mesmo ritmo que a de 72cv mas é claro que em acelerações é ligeiramente mais rápida... 0-100kmh em quase 3,5s em vez dos 4,4s mas em recuperações a de 72cv não anda muito longe...http://www.motociclismo.pt/testes/comparativos/2878-comparativo-utilitarias-600-cc

Quanto a experiência de outros companheiros:
Não fico tão escandalizado por alguem que passe de uma 125cc para uma FJR1300/GTR1400 quando estaria a pensar "apenas" numa 900/1000cc e com orçamento a rondar os 15.000€, as diferenças não são tão significativas e aqui acho que a relação preço/qualidade/agradabilidade de futuro (a escolha mais logica para nao ter de andar a mudar de moto tantas vezes) pende obviamente para a FJR1300/GTR1400.
Ficaria escandalizado era de alguém que diria que é de baixa estatura e que diria que o máximo que teria seria uma 500cc para chegar com os pés ao chão e aparecer com uma K1600GT, por aí...Aqui e para estas pessoas o normal é subirem de patamar a patamar para se irem sentido confortáveis...
Quanto às R's... passar de uma 125cc para uma R de 200cv, sim, isso é de loucos e totalmente sem juizo!

Sugestão:
Cada um que procure o seu ritmo/rumo e o que para uns pode parecer lógico para outros é bem o oposto.
Vale sempre primeiro fazer vários test drives.
Motos novas ou usadas será também conforme a carteira de cada um.
Já o juízo ou se têm ou não se têm...
E para finalizar há quem se adapte a passar de uma 50cc para 1800cc e outrs que têm dimensos problemas a passar de uma 500cc para uma 750cc...que remete para o que disse em primeiro neste campo, sugestão.








« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 00:43:09, 00:43 por 2low »

Dezembro 21, 2017, 00:48:06, 00:48
Responder #2

jmartins13

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Como também já manifestei a minha opinião nesse tópico, não, claro que não.
Que se passe de uma pcx para uma dócil e civilizada 750cc como a Nc, à semelhança de tantos, ok, tudo bem.
Um salto maior que esse apresenta muitos riscos, e esses, no motociclismo, já se sabe como são pagos, e por mais estranho que pareça, as actuais ajudas à condução electrónicas de hoje em dia, só vão piorar o cenário.
Há que ir gradualmente ganhando experiência.
Passar por um susto numa 750cc com 55cv é bem diferente do que numa750cc com 110cv, ou numa 1300cc com 180cv. Mas a desculpa é que elas agora têem controlo de tracção aqui e ali e abs em cuva, em recta, em descida em subida e quáquáquá...isso é bom para ajudat num eventual erro de condução, mas não nos safa de tudo. Primeiro há que aprender os limites do andar de moto, depois, pode ser bom ter essas ajudas em caso de erro.
Já há uns tempos num vídeo de um test drive a uma ktm, um condutor bastante experiente de uma revista, caíu diz ele porque a moto lhe oferecia tamanha ajuda e confiança, que se esqueceu que não resolve tudo. Há que conhecer os limites, e isso só com o tempo e gradual experiência.

Ps: seriaa bonito depois de sair de uma pcx para uma tracer 900cc começar a puxar...e claro que o punho ia rodar, a estrada permitia e siga de 200kmh para cima....e de repente, começava aquele problema do wobble....como acabaria esse episódio? Não seria preciso alguma experiência prévia para lidar com isto e com tantas outras situações que acontecem no nosso dia-a-dia?
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 00:53:44, 00:53 por jmartins13 »

Dezembro 21, 2017, 01:02:52, 01:02
Responder #3

Luis Salgueiro

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Eu conheço (e por aqui tb mais gente conhece) o Luis Catalino que passou de uma scooter directo para uma GS1200  ...'sem espiga' ! 
Mais importante que o 'subir degrau a degrau ' ou 'saltar directamente' na cilindrada/potência  penso que está a maturidade e as cautelas de quem o faz , ...embora a norma seja de facto a subida gradual .

Dezembro 21, 2017, 01:04:09, 01:04
Responder #4

dfelix

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Tenho enorme respeito pelo binário.
Mais até que pela potência... algo que considero por vezes sobrevalorizado.

Não me choca que a malta se atire para máquinas de performances consideráveis.
Faz-me no entanto alguma confusão quando leio opiniões que desvalorizam ou subestimam algumas motos só com base nos números da ficha técnica.


Dezembro 21, 2017, 02:28:56, 02:28
Responder #5

pjmartinho

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Pessoalmente isto não me faz confusão nenhuma, desde que a pessoa que vá aos comandos da mota tenha a "cabecinha" bem assente no lugar e seja ajuizado.

Tenho sempre presente uma máxima que o meu pai me dizia, quando eu era miudo e falava de Porsches e Ferraris no sentido de que eram carros para andar depressa: "Paulo, qualquer Porsche ou Ferrari também anda devagar, só depende do teu pé direito."

Naturalmente que uma mota com 200cv tem um nervosismo muito maior do que uma de 15cv mas esse nervosismo tem forma de ser controlado através do punho direito e, depreendo por algumas palavras que leio por aqui no forum, que há uma tendência para ver o acelerador como um botão "on/off", ou seja, tudo aberto ou tudo fechado... acredito que numa mota com 200cv, nas mãos de quem tem pouca experiência no controlo da mesma, esta atitude possa dar maus resultados mas, na realidade, existe uma infinidade de posições para o acelerador entre o "off" e o "on" que permitem controlar a mota e as suas reacções sem que o condutor tenha sobressaltos, ou azares (estou a falar de azares induzidos pelo condutor).

Se a pessoa for ajuizada, fácilmente perceberá que aos poucos tem de ir conhecendo a mota e as suas reacções pois, se não o fizer, provavelmente estará a encurtar drasticamente a sua esperança de vida.

Depois há o lado emocional (chamemos-lhe hooligan) que a mota desperta no condutor. Acredito que algumas motas mais potentes façam vir à tona o hooliganismo que existe em cada um enquanto outras, nem por isso.

No meu caso pessoal, quando tinha a 125 nem andava em autoestrada com ela pois a velocidade máxima da mota era quase a velocidade minima dos carros que circulavam na autoestrada. Depois, com a T-Max, era habitual fazer o troço que vai da ponte até à saida do Fogueteiro a velocidades de 160/170Kms pois era uma scooter que quanto mais se puxava por ela, mais ela pedia que se continuasse a puxar... com a ST1100 posso fazer esse mesmo troço acima dos 200Kms mas, na realidade, acabo por o fazer entre os 120 e os 140kms pois é uma mota que, não se negando, também não incita a grandes "aventuras".

Dezembro 21, 2017, 07:45:55, 07:45
Responder #6

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Existe aqui alguma confusão.  :)

Primeiro que tudo, há que perceber o que é afinal uma moto "muito potente", tal como indicado no título...

E naquilo a que nos referimos enquanto tal, não o será por certo uma moto com 90cv, 100cv....120cv.

Uma moto muito potente é p.ex. uma GSX-R1000 ou S1000RR ou KTM Super Duke GT (entre outras)...e não outras máquinas que eu pessoalmente não poderei considerar como muito potentes.

Passar de p.ex. uma 125cc com 11 ou 12cv e ir directo para uma Hayabusa, claro que se faz...obviamente.

A questão é será ajuizado fazê-lo sem experiência?
Será sensato comprar-se uma moto destas, directamente e sem ter experiência alguma noutro tipo de motos?
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Dalai Lama

Dezembro 21, 2017, 08:49:25, 08:49
Responder #7

dfelix

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Uma moto muito potente é p.ex. uma GSX-R1000 ou S1000RR ou KTM Super Duke GT ...

Interessante escolha de exemplos!
Pois a S1000RR apesar de ter uma potência declarada considerável... é um cordeirinho fofo comparativamente á Super Duke no que diz respeito à entrega da mesma.


Dezembro 21, 2017, 08:56:56, 08:56
Responder #8

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Quanto à Super Duke GT confirmo a animalesca descarga de potência sempre que a rotação sobe acima de determinados regimes.

Essa é mesmo uma moto de on e off.

Sair de uma 125cc para aquilo e sem experiência, é o mesmo que comprar um Voucher de experiências radicais... :D
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Dezembro 21, 2017, 10:06:46, 10:06
Responder #9

HBeiras

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Deixem-se de tanga....

A mota só anda aquilo que cada um de nós permite.

Se uma pessoa esta consciente do que está a fazer as coisas tendencialmente correm bem. Claro que exitem sempre acidentes....mas são acidentes.

Não vejo qualquer problema em ganhar "calo" logo numa mota a sério.

Se existe um maior risco associado de haver stress....claro que sim! Nunca será é problema da mota, mas sim de quem a manobra.

E diga-se de passagem que, passar de um PCX/NC para uma mota a sério é praticamente a mesma coisa  :lolol: :D :lolol:

Dezembro 21, 2017, 10:35:06, 10:35
Responder #10

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Hbeiras,

Tenta por um bocadinho colocar-te "na pele" (sentido figurado, atenção!) de alguém que não tem experiência e vindo de algo leve e de âmbito citadino... :)

Tu em consciência aconselharias a alguém nessas condições para ir logo para uma moto muito nervosa e cheia de potência, ou algo mais "terreno" para o comum dos mortais?
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Dezembro 21, 2017, 10:40:00, 10:40
Responder #11

pedroareias

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No seguimento da escassez de temas, aqui vai:

Na minha humilde opinião é perfeitamente ajuizado passar de uma Honda Today 50 da TelePizza para uma Ninja H2R preparada pela RSI performance.

Convém é primeiro comprar isto:


Dezembro 21, 2017, 10:44:47, 10:44
Responder #12

dfelix

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A mota só anda aquilo que cada um de nós permite.

Mais ou menos.
Podemos comparar o acelerador ao volume do rádio e perder tempo por aqui a discutir que só ouve música alto quem quer.

Só que... há músicas a que não resistimos a subir o volume!
Nas motos é a mesma coisa. Muitas são capazes de transformar quem se senta nelas num selvagem arruaceiro.

Não necessariamente pela potencia.
Mas habitualmente motos potentes convidam a excessos.
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 10:46:43, 10:46 por dfelix »

Dezembro 21, 2017, 10:48:18, 10:48
Responder #13

JViegas

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Mais ou menos.
Podemos comparar o acelerador ao volume do rádio e perder tempo por aqui a discutir que só ouve música alto quem quer.

Só que... há músicas a que não resistimos a subir o volume!
Nas motos é a mesma coisa. Muitas são capazes de transformar quem se senta nelas num selvagem arruaceiro.

Não necessariamente pela potencia.
Mas habitualmente motos potentes convidam a excessos.

Concordo dfelix, bom exemplo.




Vai tudo da experiência anterior adquirida (se existe ou não), da maturidade de cada um e da forma como ganha a experiencia com a nova mota (cada um aprende de forma diferente, certo?).

Outro ponto que destaco é o "meio" onde estamos inseridos. Somos condutores citadinos com pouca experiência em percursos longos ou em outro ambiente?

Falo pela minha experiência:

Sou quase 95% utilizador diário em meio citadino. Logo a experiência que vou adquirido é na gestão da potencia da minha máquina consoante o estado da via, do trânsito, etc. etc.
Já estive em passeios, integrado em grupos e o meu comportamento e utilização da máquina é feito de forma diferente, porque a utilização ou forma de conduzir será diferente, pois existem diferentes condicionantes.

Ao passar para um outro veículo com uma potência maior ou melhor ainda: com uma entrega de binário muito diferente daquela que estou habituado, irá certamente exigir de mim um cuidado adicional na forma como a irei conduzir e por conseguinte a habituar-me à maquina.

Consideraria mudar de uma 300cc para uma 1000cc? Porque não? Claro que sim, no entanto teria sempre que experimentar se tamanha diferença me faria falta para aquilo que pretenderia realizar com a mesma.

Vou dar um exemplo.

Há uns tempos fui convidado para experimentar uma serie de maquinas da Honda. Ao depara-me com a VFR800X, uma mota de que gosto muito, senti que com a minha "enorme" experiência em cima de uma 300cc conseguiria conduzir aquilo.

Sentei-me nela, em bicos de pés e tentei sair a conduzir com ela. Não consegui. Frustrado saí de cima dela, mas imediatamente dois ou três companheiros que estavam por ali vieram ter comigo e disseram-me que fiz a opção certa. Ou seja, se não conseguia controlar a máquina mesmo parada o que seria a conduzir.

Reconheço que a máquina, tornou-se a minha "Némesis", mas no bom sentido, pois com aquela pequena demonstração da minha limitação, tornou-me mais atento às minhas limitações.

Será que agora a experimentaria? Possivelmente tentaria e se me sentisse bem nela era mais uma fase ultrapassada. Uma vitória. Mais uma experiência.

Acredito que quem passe de uma 125cc para uma 1000cc terá certamente em conta muitos fatores sem ser a possibilidade financeira de a adquirir.

No entanto, é do conhecimento geral, que o número de mortos em duas rodas aumentou. Seria interessante saber do que resultaram esses acidentes: motos potentes vs experiência do condutor? Condução de um veículo (125cc) vs experiencia de enlatado? Despiste por condições da via vs experiência do condutor?

Sabemos que a condução de um veículo de duas rodas apela à liberdade e rapidez de mobilidade e ao prazer do equilíbrio em duas rodas, o motor debaixo de nós, o sair em curva e porque não, qual a velocidade máxima que a máquina atinge.

Ora se eu não consigo tirar esse prazer de uma "pequena" mota porque não procurar em outra mais potente? Sim, na minha opinião, desde que dentro dos nossos limites. É preciso conhecê-los e saber quando os ultrapassar.





Dezembro 21, 2017, 10:51:04, 10:51
Responder #14

carlos-kb

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Sou do tempo em que se tirava carta A. Ponto.

Não havia cá escalonamentos, subcategorias, períodos propedêuticos, etapas, etc...

Comecei com um 50cc, porque era o que podia conduzir com 16 anos e licença camarária. Aos 18 anos tirei carta de carro e mota, fiz exame numa GN250, passei, e se quisesse, no outro dia a seguir podia ir buscar uma GSXR1100 de 155cv, que era o que havia de mais potente na altura. Não fui, porque não havia dinheiro para isso, e tive de me resignar a uma CB Two Fifty.

Sempre me incuti que qualquer moto só anda aquilo que nós queiramos que ela ande. E se metemos a questão do lado da moto, estamos apenas a desculpar a inaptidão do condutor.
Até porque nenhuma moto é perigosa.... o perigo está por norma, em que se senta aos comandos dela. Tanto se morre numa moto de 15cv, como de 180cv!

Uma moto de menos potência / cilindrada é mais perdulária? É relativo! Até porque por norma, uma moto maior, mais cara, com mais potência, tem também melhor concepção, mais estabilidade, melhor ciclística, melhores travões e melhor suspensão... anda mais? Pois anda! Mas voltamos ao ponto inicial.... saber sobretudo dosear o acelerador! :)

Dezembro 21, 2017, 11:02:37, 11:02
Responder #15

VCS

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Em relação a esta questão, já disse o essencial no tópico que deu origem a este, e não me vou repetir.

A mota só anda aquilo que cada um de nós permite.

Mais ou menos.
Podemos comparar o acelerador ao volume do rádio e perder tempo por aqui a discutir que só ouve música alto quem quer.

Só que... há músicas a que não resistimos a subir o volume!
Nas motos é a mesma coisa. Muitas são capazes de transformar quem se senta nelas num selvagem arruaceiro.

Não necessariamente pela potencia.
Mas habitualmente motos potentes convidam a excessos.

Boa analogia.  :palmas:
Mas confiança e auto-controlo é coisa que aqui no fórum não parece faltar.


Dezembro 21, 2017, 11:10:56, 11:10
Responder #16

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(....)
Há uns tempos fui convidado para experimentar uma serie de maquinas da Honda. Ao depara-me com a VFR800X, uma mota de que gosto muito, senti que com a minha "enorme" experiência em cima de uma 300cc conseguiria conduzir aquilo.

Sentei-me nela, em bicos de pés e tentei sair a conduzir com ela. Não consegui. Frustrado saí de cima dela, mas imediatamente dois ou três companheiros que estavam por ali vieram ter comigo e disseram-me que fiz a opção certa. Ou seja, se não conseguia controlar a máquina mesmo parada o que seria a conduzir.
(....)


Lembro-me perfeitamente da situação...perfeitamente.

Era eu quem dizia..."Vai ser fácil. Não te preocupes que depois sigo logo atrás de ti".

Felizmente outros companheiros que estavam no local - nomeadamente o Lone Wolf "NB" - apercebeu-se no momento em que virei costas para me equipar, que não te sentia à vontade e tirou-te essa possibilidade da ideia.

Estavas nervoso e nessas circunstâncias não seria o correcto.



(....)
Reconheço que a máquina, tornou-se a minha "Némesis", mas no bom sentido(....)


Qualquer dia tentarei proporcionar-te uma experiência do género, ainda que com outra moto.
Quando vieres a Évora vou fazer os possíveis para limpar essa situação da ideia, meu amigo.  :nice:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 21, 2017, 11:18:00, 11:18
Responder #17

HBeiras

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Consigo perceber perfeitamente o âmbito das vossas considerações que considero tão válidas como qualquer outra.

O critério arruaceiro que um mota pode despertar em nós, só advem de nós próprios, logo a mota é o ponto menos "importante".

Existem motas mais ou menos perdulárias em determinadas situações, mas vejamos, somos nós próprios que nos pomos nessas mesmas situações.

À cerca de  1 ano e meio um grande amigo meu, deu lhe na tola tirar a carta de mota.

Tratou disso e sem qualquer experiencia relevante, comprou uma XJ6. Não é que aquilo seja grande coisa...que não é mas, já se mexe bem.

Para quem pouco ou nada tinha andado de mota e pega logo numa 600cc é tudo uma questão de mentalidade/responsabilidade.

Isto na minha modesta opiniao.
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 11:19:01, 11:19 por HBeiras »

Dezembro 21, 2017, 11:22:51, 11:22
Responder #18

VCS

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Em relação a esta questão, já disse o essencial no tópico que deu origem a este, e não me vou repetir.

A mota só anda aquilo que cada um de nós permite.

Mais ou menos.
Podemos comparar o acelerador ao volume do rádio e perder tempo por aqui a discutir que só ouve música alto quem quer.

Só que... há músicas a que não resistimos a subir o volume!
Nas motos é a mesma coisa. Muitas são capazes de transformar quem se senta nelas num selvagem arruaceiro.

Não necessariamente pela potencia.
Mas habitualmente motos potentes convidam a excessos.

Boa analogia.  :palmas:
Mas confiança e auto-controlo é coisa que aqui no fórum não parece faltar.

Devia ter um auto controlo impressionante para sobreviver às feras dos 90's.

Se calhar o companheiro era aquele a que lhe iam a tirar a tinta... tanto recalcamento... :D

Já diz o meu cunhado: 'quando não se aprender em novo, já não é em velho'  :D

Meu caro,
Não o conheço de lado nenhum, não lhe chamei nomes, nem sequer me dirigi a si.
Limitei-me a fazer um comentário genérico, que aproveitará a quem o quiser entender.
Eu tenho tanto auto-controlo que a minha moto mais potente hoje tem 22 (vinte e dois) cavalos. Veja bem. Sou super velho e hooligan ao mesmo tempo.
Passe bem.





Dezembro 21, 2017, 11:43:44, 11:43
Responder #19

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
O critério arruaceiro que um mota pode despertar em nós, só advem de nós próprios, logo a mota é o ponto menos "importante".
(....)

Na prática, o tipo de moto parece-me importante.

Sem entrar no nervosismo mecânico e que pode ser pouco condescendente para quem se sente pela primeira vez em algo do género, acho que determinadas motos e de elevada potência devem ter alguma ponderação (por parte de alguém inexperiente) na altura de escolher o que se quer mesmo.

Mas quem sou eu.... Cada um que escolha aquilo onde quer gastar o seu dinheiro. :nice:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dezembro 21, 2017, 11:50:25, 11:50
Responder #20

HBeiras

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Mais ainda bem que esse nervosismo existe. É sinal de respeito.

Essa mesma ponderação deve vir sempre do motociclista, pois a mota não acelera sozinha.

Julgo ser contra-producente (mediante a capacidade financeira de cada um) comprar um qualquer trambolho de cc inferior para se ganhar experiencia.

Compram-se bons trambolhos com cilidradas de 600cc para cima.

Nao obstante as diferencas de ciclistica existentes de mota para mota, a curva de aprendizagem deverá ser mais sólida ao começar em algo minimamente sério.

Dezembro 21, 2017, 12:09:12, 12:09
Responder #21

TMXR

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Eu acho que sim...


Em primeiro lugar acho que sim, que é conveniente comecar por uma moto com cilindrada mais pequena (uma 125 ou 250cc que ja vao a todo o lado), depois se passe para outra coisa com um raio de accao um pouco maior (porque nao uma NC, uma TRK502 ou uma 600 de 60 ou 70 cavalos ) e depois se suba para as 900 a 1200 (ou 1300) ja com o power a comecar nos 100 cavalo




E também acho que sim, pode-se passar logo da bicicleta para a Kawasaki H2R  :D :D :D (com óbvia passagem intermediá pela CB500 da escola de condução  :D), mas aí  já é preciso muita cabecinha e alguma habituação mental a conduzir com muitos cavalos no acelerador.


Estatisticamente... um gajo cheio de testosterona que saia de uma PCX e se sente numa Hayabusa e se lembre de andar a "esgaçar" todos os dias com aquilo, tem fortes probabilidades de ao ir de A para B, fazer escala em Alcoitao ou entao no IML  :napodeser: ....pode nao acontecer... claro... o gajo pode ter o talento do Rossi ou ter a maior sorte do mundo, mas falta-lhe o "conteudo" para entreter a maquina e as probabilidades nao jogam a seu favor  :ok:


Ultimo ponto... a electronica... facilita muito a transicao!!!! mete-se um mapa com menos potencia e com o acelerador mais amorfo e depois com o controlo de tracao e controlo de cavalinhos e o ABS até parece que estamos na playstation  :tirarchapeu:



Deixo 2 pontos finais:

Um para o Dfelix para concordar que a malta liga em demasia aos números da potencia estão sobrevalorizados...  o numero da potencia so influi num ponto que é o da velocidade maxima... de resto, no dia-a-dia (e nao so) consegue-se as vezes guiar mais rápido e mais facilmente uma maquina com menos cavalos que tenha menos potencia... desde que potencia e binario estejam no "sitio certo"  :nice:



Outro para o Luis Salgueiro  :nice::  sair de uma PCX para uma GS é pao-com-manteiga  :convivio:  ;) a GS é super acessível e uma maquina muito intuitiva  :ok:  desde que o amigo tenha cabecinha nao corre mal!
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Dezembro 21, 2017, 12:23:58, 12:23
Responder #22

carlos-kb

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Acho que no meio disto tudo há aqui algo porque a maioria está a pecar.... Generalização!

Achar que todos somos iguais, que todos temos as mesmas tendências a extravasar os próprios limites e que todos da mesma forma cedemos a instintos mais ou menos primários (como o rodar punho desenfreadamente), acaba por ser algo superficial.

A chamada "tesão do mijo" pode até  transversal a muitos, em maior ou menor grau, é um facto.... mas acima de tudo, também deverá competir a cada saber medir o seu grau de aptidão, conhecimento experiência e acima de tudo contenção, no acto de comprar uma moto.... porque todos somos, pensamos e reagimos de formas diferentes.
Serem terceiros a impor o modo de aprendizagem de uma forma generalista, é castrador e intrusivo da liberdade de escolhas de cada.

Tenho um amigo que alguns aqui conhecem (e até estivémos a almoçar com ele ontem).... que já cinquentão, também decidiu (finalmente) tirar a carta de mota... e a primeira moto que foi buscar foi logo uma CB1000R. Lembro nos primeiros passeios que démos juntos, nas curvas, quase só faltava ele desmontar da mota, levar a mota à mão até ao final da curva e voltar a montar :D. Foi crescendo, aprendendo e evoluindo (contra a ideia que "burro velho não aprende línguas"). Hoje dá "pau" em muitos que andam de moto há muito mais tempo e que tiveram a tal evolução "fofinha" e gradual. Aquela CB1000R tornou-se praticamente o veículo principal dele.... está com 90 mil Kms, e a ambição dele é ir buscar uma Super Adventure 1290. :)

Por isso cada caso é um caso...

Dezembro 21, 2017, 12:32:49, 12:32
Responder #23

dfelix

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Sou do tempo em que se tirava carta A. Ponto.

Tiraste quando?
Não temos uma diferença de idades assim tão significativa...
E em finais de 96 quando comecei a tirar já a havia os escalões A e A2.

O que não havia era grande preocupação por parte das autoridades quanto a este assunto.
Aliás, andei 2 anos "ilegamente" numa bandit 400 com que fui mandado parar inúmeras vezes e nunca me aborreceram.

Por ironia, só me chatearam com isso em 2004 quando tive um acidente... e nunca ter feito a substituição da carta por uma já com respectivo averbamento.

Mas confiança e auto-controlo é coisa que aqui no fórum não parece faltar.

Exacto.
Sinto-me um tenrinho aqui...
Pois tenho enorme respeito por algumas motos que nem sequer têm números que as considerem de "potentes"!

O critério arruaceiro que um mota pode despertar em nós, só advem de nós próprios, logo a mota é o ponto menos "importante".

Nem por isso!

Já cheguei a trocar de motos precisamente para me controlar!
E nem estou a falar de trocar por algo menos potente ou com menos velocidade de ponta para que isso "limite" o meu comportamento.
Refiro-me a trocar por algo que até pode ter especificações idênticas... mas menos apelativo a brincadeiras.

Basta-me ir á garagem para me deparar com um exemplo extremo:
Pegar numa 1200cc com que consigo perfeitamente manter um estilo de condução racional.
Ou pegar numa 125 em que não consigo andar nela sem ser de faca nos dentes.

« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 12:35:04, 12:35 por dfelix »

Dezembro 21, 2017, 12:55:43, 12:55
Responder #24

carlos-kb

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Sou do tempo em que se tirava carta A. Ponto.

Tiraste quando?

A minha carta de categoria A data de 21 de Julho de 1994 (e a de categoria B, dado que tirei em simultâneo e apenas fiz exame em dias diferentes, tem a data de 04 de Julho de 1994).

Aliás, o primeiro documento de carta que tive, ainda era das cor de rosa, em papel, que só averbava a categoria A.

E sou dos tais que apesar de tudo, até tive a dita evolução gradual (50cc/ 250cc / 500cc / 600cc / 800cc / 1200cc).... mas que parece que ainda não aprendi nada!  :lolol:

Não temos uma diferença de idades assim tão significativa...
E em finais de 96 quando comecei a tirar já a havia os escalões A e A2.

Acabei de fazer 42 anos há dez dias atrás.
Tenho ideia que o escalonamento das A1 / AL / AP começou algures entre 96 e 97... que coincidiu com o período de quando trabalhei na Ramsomotor (ex-concessionário Honda em Alverca), e que começou a aparecer a questão das motos limitadas a 25kw (carta AL).
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 12:58:39, 12:58 por carlos-kb »

Dezembro 21, 2017, 12:58:09, 12:58
Responder #25

TMXR

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Também concordo carlos... é o problema das generalizacoes: a mentalidade de um jovem de 50 anos é bem diferente da de um de 20...



A menos do que o jovem seja um "tiozao que curte um rolé desse aí".... "vamo que vamo... o bagulho tá sinistro... é noís" 



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Dezembro 21, 2017, 14:24:34, 14:24
Responder #26

carlos-kb

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Também concordo carlos... é o problema das generalizacoes: a mentalidade de um jovem de 50 anos é bem diferente da de um de 20...

Não digo que a idade não traga também maturidade e até um instinto de algum auto-proteccionismo.
É um facto... eu mesmo também já fiz alguma merd@ em cima de uma moto, da qual agora não me orgulho especialmente. Com 42 anos, vida estabelecida, pai  de dois descendentes [e à espera do terceiro(a) que chegará dentro de meses], um gajo vai assentando. Não é que não goze o prazer de andar de moto, e até vá abusando q.b.... mas possivelmente agora faço-o sempre de modo mais defensivo. 

Mas mesmo dentro de cada faixa etária, há igualmente formas de pensar e agir distintas.

Dezembro 21, 2017, 14:47:56, 14:47
Responder #27

TMXR

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É sempre um risco sentar o traseiro na moto.  :nice:


Tambem gosto de ter uma condução "colorida" qb... sem arriscar muito a pele nem os plásticos.


Aos 20 nem pensamos em beber mais um bocado, sem pensarmos que no dia a seguir vamos estar de ressaca... uns anos mais a frente, quando vemos o copo à frente ja pensamos é que no dia a seguir vai ser de sacrificio



A partir de uma determinada altura creio que tomamos mais consciencia de tudo... desde a nossa mortalidade, ate à chatice que é umas ferias em Alcoitao  ;) e pelo menos no meu caso, tenta-se andar o mais rapido possivel, mantendo o risco de cair (ou arriscando a pele) o minimo possivel  :nice:

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Dezembro 21, 2017, 16:02:01, 16:02
Responder #28

dfelix

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Acabei de fazer 42 anos há dez dias atrás.

Ah! Tava convencido que tinhas feito agora os 40!
Faz sentido. Apesar de que tinha ideia que o escalonamento era mais antigo...

Recordo-me que muita gente comprava a Virago 535 que se enquadrada no limite da categoria.
Embora depois na prática revelava-se um valente chaço!

Não digo que a idade não traga também maturidade e até um instinto de algum auto-proteccionismo.

Há uns anos atrás comecei a imaginar veículos fora de mão sempre que entro a rasgar numa curva cega!
Não sei se é auto-proteccionismo.... se demência!
 :)

[e à espera do terceiro(a) que chegará dentro de meses]

Parabéns, pá!
Sobretudo se foi por opção!  :D

Dezembro 21, 2017, 16:23:25, 16:23
Responder #29

Luis Salgueiro

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Em relação a este aspecto da conversa (a idade/maturidade vs. 'adrenalina' na pilotagem de uma mota ) sou defensor da teoria de que ...  :nice:


Congratulo-me por ter vivido muitos dos anos atrás com uma dose 'bem aviada' de 'emoções fortes' e agora já me sinto confortável com a ideia de que 'não tenho muito mais a provar' nesse âmbito , o que me permite um certo 'relaxar' sem 'contas por acertar' relativamente ao passado. 8)
 Não quer dizer com isto que ande de mota 'estilo avózinha' mas também já estou mais numa de apreciar as 'loucuras' dos outros com uma mota nas mãos do que propriamente ser eu a fazê-las.
Já parti ou fracturei vários ossos do corpo e tenho a noção que se acontecer agora algo idêntico será para ficar coxo ou maneta para o resto da vida , já não tenho capacidade de 'regeneração' .  :(
Mas uma coisa é certa ...  :D
 
« Última modificação: Dezembro 21, 2017, 16:29:54, 16:29 por Luis Salgueiro »

Dezembro 21, 2017, 16:28:55, 16:28
Responder #30

carlos-kb

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Parabéns, pá!
Sobretudo se foi por opção!  :D

Thanks!  :ok:

Definitivamente.... tenho mesmo de comprar uma televisão para o quarto!  :lolol:

Dezembro 21, 2017, 17:17:59, 17:17
Responder #31

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Parabéns Carlos.

Provavelmente vais andar mais de 4 rodas do que aquilo que fazes até aqui. Eu falo por mim....com dois piquenos tendo uma diferença de 4 anos de idade.  :-\

Até se criava um tópico sobre isto... :pensador:
Motivos fortes para deixar de andar de moto de forma tão frequente.  :D

Vou pensar nisso e um dia destes o tópico há-de aparecer...
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dezembro 21, 2017, 19:48:12, 19:48
Responder #32

Moto2cool

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Como já foi dito, em relação à questão original, se alguém é ajuizado, a potencia não é significativa, usa a mota como quiser e dentro dos seus limites ( lembram-se daquele idoso com a hayabusa?), porque se tem juízo primeiro vai conhecer bem a mota que tem .
Se alguém não é ajuizado pode-se matar numa 125.  :nempenses:
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Dezembro 21, 2017, 20:23:00, 20:23
Responder #33

PBarros

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Como já foi dito, em relação à questão original, se alguém é ajuizado, a potencia não é significativa, usa a mota como quiser e dentro dos seus limites ( lembram-se daquele idoso com a hayabusa?), porque se tem juízo primeiro vai conhecer bem a mota que tem .
Se alguém não é ajuizado pode-se matar numa 125.  :nempenses:
Subscrevo a 100%  :nice:
Mas também acredito que em certos casos e  dependendo do individuo e da sua experiência, não seria nada de extraordinário "fazer a subida em escada"... :pensador:

Dezembro 21, 2017, 20:25:18, 20:25
Responder #34

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Com as devidas alterações no palavreado....é mais ou menos isto:



Pode-se passar de uma pequena Today directamente para uma GSX-R1000....obviamente...mas é mais recomendável primeiro ganhar alguma experiência com outra moto antes dessa.

Mas pode-se fazer...

...se bem que é mais recomendável não o fazer...

...mas claro, pode-se fazer.










.....só que....talvez seja melhor não o fazer.  :D
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Dezembro 21, 2017, 20:50:21, 20:50
Responder #35

PBarros

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No meu caso, eu "vim do 0" e "passei" para uma NC com51 cv dóceis...secalhar devia ter passado por uma 125 ou 250/300...não sei.... :pensador:
Ainda à 5 meses atrás eu não fazia ideia que uma moto podia ser tão pesada :corado:, e que um simples movimento de punho mal executado nos podia levar para onde não queremos... :corado:
Um dia destes, vinha de uma volta com a "maria", a 100 metros de casa e a literalmente 5-10 km/h, um inesperado pára-arranca de transito e um movimento mal calculado de punho ia-me levando ao tapete junto ao passeio.... :napodeser:
Secalhar, e só secalhar, se tivesse montado em cima de 150cv (por ex) tinha entrado dentro do quintal de um vizinho.... :???:
Secalhar, e só secalhar se tivesse montado em cima de uma 125 poderia ter evitado aquele susto.....ou talvez não... :pensador:

Dezembro 21, 2017, 21:10:56, 21:10
Responder #36

Luis Salgueiro

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PBarros , esse cenário que descreves podia acontecer com qualquer tipo de mota /cilindrada .
O que esteve aí em causa foi a tua atenção/concentração à situação e os teus 'skills' . Talvez por saberes que tinhas nas mãos uma mota que não tem 'coice' até ajudou a que a situação se proporcionasse, 'relaxaste ' demais !
Eu sou muito mais atento à minha pilotagem com a VFR800X do que quando tive uma  250 c.c. 
Se fores ver as estatísticas acontecem 10 vezes mais acidentes com motorizadas ou motos de baixa cilindrada do que com motas de maior potência, só que ... estas últimas é que fazem notícia .
È como com os cães , está provado que a raça de cão que mais morde em humanos é o Caniche, mas só ouves alguma notícia quando é um Rottweiler.

Dezembro 21, 2017, 21:33:26, 21:33
Responder #37

PBarros

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Concordo Luis, foi mesmo uma questão de "skills", naquele milésimo de segundo a reacção ao pequeno acontecimento de trânsito não foi o correto.... :corado:
Apenas falei do exemplo dos 150cv porque se fosse o caso( o "coice" derivado do movimento de punho) tinha mesmo "galgado" o passeio e ia de encontro ao muro do vizinho... :napodeser:
Mas claro que, como dizes poderia acontecer com qualquer tipo de moto/cilindrada....

Bem, desta safei-me.... :yeah:e a "maria" também.... :megafeliz:

Dezembro 21, 2017, 21:35:33, 21:35
Responder #38

pedroareias

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Pensei que o tópico fosse sobre "uma moto muito potente" e não sobre a VFR800X, que é dócil e mole.

Pensem em S1000RR, ZZR1400, Ninja H2, ZX-10R e até a GSX-R1000 de 2017. Essas sim, trarão dificuldade a alguém que venha de uma 50 ou de uma 125.


Dezembro 21, 2017, 21:43:18, 21:43
Responder #39

Moto2cool

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Pensei que o tópico fosse sobre "uma moto muito potente" e não sobre a VFR800X, que é dócil e mole.

Pensem em S1000RR, ZZR1400, Ninja H2, ZX-10R e até a GSX-R1000 de 2017. Essas sim, trarão dificuldade a alguém que venha de uma 50 ou de uma 125.
Pedroareias, não sei como mas esqueceste-te  nessa lista da SV650 que é mais rápida que todas as outras. A prova disto é que saio de casa para o emprego e a minha BtC é sempre a primeira a chegar :) as outras nem se vêem ;) :) ;)
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Dezembro 21, 2017, 22:04:33, 22:04
Responder #40

pedroareias

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Olha que não duvido que as performances da Suzuki SV650 sejam superiores às das VFR800X.

É que não duvido nada, a Suzuki sempre teve grandes bombas. A GSX-S1000F por exemplo é mais rápida do que uma VFR1200.


PS: também sou do Porto (Cedofeita), estou aqui em baixo para destruir Marrocos por dentro.

Pensei que o tópico fosse sobre "uma moto muito potente" e não sobre a VFR800X, que é dócil e mole.

Pensem em S1000RR, ZZR1400, Ninja H2, ZX-10R e até a GSX-R1000 de 2017. Essas sim, trarão dificuldade a alguém que venha de uma 50 ou de uma 125.
Pedroareias, não sei como mas esqueceste-te  nessa lista da SV650 que é mais rápida que todas as outras. A prova disto é que saio de casa para o emprego e a minha BtC é sempre a primeira a chegar :) as outras nem se vêem ;) :) ;)

Dezembro 21, 2017, 22:08:51, 22:08
Responder #41

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
PS: também sou do Porto (Cedofeita), estou aqui em baixo para destruir Marrocos por dentro.
(....)

 :D  :D  :D


Olha que não duvido que as performances da Suzuki SV650 sejam superiores às das VFR800X.

É que não duvido nada(....)

Venha então daí um gráfico para se tirarem as teimas.... :-\

Eu aposto que não. Mas só porque estou numa do contra.  :)
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Dalai Lama

Dezembro 21, 2017, 22:27:07, 22:27
Responder #42

Moto2cool

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Olha que não duvido que as performances da Suzuki SV650 sejam superiores às das VFR800X.

É que não duvido nada, a Suzuki sempre teve grandes bombas. A GSX-S1000F por exemplo é mais rápida do que uma VFR1200.


PS: também sou do Porto (Cedofeita), estou aqui em baixo para destruir Marrocos por dentro.

Pensei que o tópico fosse sobre "uma moto muito potente" e não sobre a VFR800X, que é dócil e mole.

Pensem em S1000RR, ZZR1400, Ninja H2, ZX-10R e até a GSX-R1000 de 2017. Essas sim, trarão dificuldade a alguém que venha de uma 50 ou de uma 125.
Pedroareias, não sei como mas esqueceste-te  nessa lista da SV650 que é mais rápida que todas as outras. A prova disto é que saio de casa para o emprego e a minha BtC é sempre a primeira a chegar :) as outras nem se vêem ;) :) ;)

Então somos espiões infiltrados porque eu sou marroquino, de Benfica, a tentar incendiar o que o general Soult deixou em pé. E trabalho muito perto da Cedofeita, costumo almoçar por esses lados.

E não digas que a SV tem melhor desempenho que a VFR800 ( não tem)  porque vais fazer ranger dentes por aqui. ;)
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Dezembro 21, 2017, 22:36:32, 22:36
Responder #43

pedroareias

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Qual gráfico?

A curva de potência da Tracer 900? Nem vale a pena, é superior à Honda VFR800 em tudo.

É um completo embaraço para a Honda.

Só a Suzuki 650 a ultrapassa  :pensador:.

Aqui vai da mesma fonte do costume:

Dezembro 21, 2017, 22:51:42, 22:51
Responder #44

pedroareias

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Não o estou a perceber.

Pode gozar-se a NC750 (e suas descendentes) durante meses a fio e agora um toque de humor satírico cai como uma varejeira na vichyssoise?

Como é dura a vida de um motociclista internauta.

O da VFR vs SV...

Por acaso estava curioso... :)

Dezembro 21, 2017, 23:11:55, 23:11
Responder #45

jmartins13

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Como também já manifestei a minha opinião nesse tópico, não, claro que não.
Que se passe de uma pcx para uma dócil e civilizada 750cc como a Nc, à semelhança de tantos, ok, tudo bem.
Um salto maior que esse apresenta muitos riscos, e esses, no motociclismo, já se sabe como são pagos, e por mais estranho que pareça, as actuais ajudas à condução electrónicas de hoje em dia, só vão piorar o cenário.
Há que ir gradualmente ganhando experiência.
Passar por um susto numa 750cc com 55cv é bem diferente do que numa750cc com 110cv, ou numa 1300cc com 180cv. Mas a desculpa é que elas agora têem controlo de tracção aqui e ali e abs em cuva, em recta, em descida em subida e quáquáquá...isso é bom para ajudat num eventual erro de condução, mas não nos safa de tudo. Primeiro há que aprender os limites do andar de moto, depois, pode ser bom ter essas ajudas em caso de erro.
Já há uns tempos num vídeo de um test drive a uma ktm, um condutor bastante experiente de uma revista, caíu diz ele porque a moto lhe oferecia tamanha ajuda e confiança, que se esqueceu que não resolve tudo. Há que conhecer os limites, e isso só com o tempo e gradual experiência.

Ps: seriaa bonito depois de sair de uma pcx para uma tracer 900cc começar a puxar...e claro que o punho ia rodar, a estrada permitia e siga de 200kmh para cima....e de repente, começava aquele problema do wobble....como acabaria esse episódio? Não seria preciso alguma experiência prévia para lidar com isto e com tantas outras situações que acontecem no nosso dia-a-dia?

Chamaste?

Foi muito bonito, acredita  :blush:

E tu a embicares com o problema do wobble. Tem solução, chama-se afinar suspensões

Olá V. Seja bem aparecido. É sempre bom saber que a maçonaria permite algumas saídas para intevenções. :tirarchapeu: :tirarchapeu:

Para quem identifica uma moto descaracterizada por 10cm2 de imagem, é pena que não se use essa percepção para constatar o problema da tracer....  problema não reside em afinar a suspensão. O problema é que a moto está mal concebida, e a maneira que conseguiram contornar isso foi com a afinação da suspensão!
Mas parece que finalmente vai ficar resolvido de vez....acrescentaram-lhe mais uma roda para dar a estabilidade em falta! AHAHAH!!@ :bandeiraportugal: :festa:

Dezembro 21, 2017, 23:22:57, 23:22
Responder #46

Luis Salgueiro

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Mas parece que finalmente vai ficar resolvido de vez....acrescentaram-lhe mais uma roda para dar a estabilidade em falta! AHAHAH!!@ :bandeiraportugal: :festa:

 :lolol: Esta foi 'bem metida' sim senhor !
É raro , mas de vez em quando lêem-se algumas 'bocas' com nível !  :D

Tens razão JMartins13, a Tracer não vale nadinha e deita fumo pelo escape ! Vivam as NCoisas e as Chinelli TRK  :confetti: !

Dezembro 21, 2017, 23:41:53, 23:41
Responder #47

pedroareias

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Dezembro 22, 2017, 00:16:12, 00:16
Responder #48

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Acho que percebi a razão da imagem e talvez tenha algum paralelismo com o titulo do tópico.

Acho mesmo que percebi....

Quando se dá o primeiro beijo (como quando se conduz a primeira moto) a coisa sai um bocado mal e até podem chocar ali os incisivos centrais...
Mas a coisa resulta satisfatória e sentimos-nos os "máiores".

Ora se tal acontecesse com a Charlize Theron (a tal Hayabusa), o resultado seria muito complicado...até porque estamos a falar de uma atriz habituada a beijar e vista no "grande ecrã", estando pouco habituada a beijos (kit de unhas) de meninos de coro.

Acertei??

Era esta a mensagem subliminar??  :feliz:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 22, 2017, 00:27:20, 00:27
Responder #49

jmartins13

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Calma V. Hoje já fiz a barba, não te enerves, vai lá queimar mais pneu que estás a precisar 😂😂😂. Quando voltares tens uma sopinha à tua espera. Se tiveres preferência em alguma, é só dizer.
Bom natal !

E claro que fiquei magoado, pensava que tinhamos uma relação especial... afinal tratas-me assim...tsss tsss...que motoqueiro bruto e insensível....nem respondes às minhas mensagens pessoais. Que falta de educação!


Ps: pôrra, estava a ver que ninguém falava na trk!
« Última modificação: Dezembro 22, 2017, 00:36:51, 00:36 por jmartins13 »